31 mai/14

Fada Madrinha Criações

postado por Diogo Branco

Artistas completos não são encontrados assim, de maneira corriqueira.
Um dos grandes baratos da vida é reconhecer esse tipo de artista, que consegue criar em sua vida um elo com a arte em todas as suas formas e segmentos.Nossa querida farofeira e repórter Carol Piscitelli é uma dessas laureadas artistas, que conseguem ter uma visão artística muito privilegiada e autêntica, sempre mantendo o profissionalismo e requinte em tudo o que se propõe a fazer.
Abaixo, uma das melhores funções da Carol, representada por um trabalho que ela vem desenvolvendo há anos em sua empresa chamada "Fada Madrinha Criações".

Para conhecer melhor o trabalho desenvolvido por Carol, basta acessar http://www.fadamadrinhacriacoes.com.br , ou enviar um e-mail para fada@fadamadrinhacriacoes.com.br

23 mai/14

"Nada de grande se faz sem paixão" - Georg Hegel

Quando se anunciou que Jean William, tenor brasileiro de talento incontestável, estava preparando um disco, era natural que se pensasse que estava a caminho algo de extremo capricho e bom gosto. Afinal, quem conhece seu trabalho sabe o quanto este é feito com zelo e dedicação.
Não seria nada estranho, portanto, que fosse um CD incansável e agradável aos ouvidos de qualquer bom apreciador de música. A surpresa, porém, se dá ao momento em que as emoções transcritas em músicas nos batem à alma. Este CD não foi produzido apenas com as qualidades descritas acima, nem apenas com a técnica necessária para que um bom cantor se sinta seguro e competente no palco.
"Dois Atos" foi produzido, sobretudo, com a alma de um artista que sonhou...e chegou lá.



Mais do que um CD com grandes nomes do universo da música nacional e internacional, mais que uma grande produção audiovisual, e mais que uma voz irretocável sobre o palco. "Dois Atos", que tem a direção musical assinada por Ney Marques, surpreende e emociona a cada canção. Com a proposta ousada de criar um elo entre a música brasileira e o repertório lírico europeu, Jean  apresenta nesse disco o trabalho de um artista maduro, a começar pelo fato de estar presente em cada detalhe da produção. 



Quem me conhece sabe que eu não consigo fazer uma análise crítica negativa de uma produção musical,independente do que seja. Pelo contrário, eu sempre acho uma função da música no mundo. Me lembro de quando o pianista César Camargo Mariano disse ,numa entrevista, que preferia ficar calado quando lhe questionavam a respeito de uma obra musical sem conteúdo, mas nunca ofendia o artista. E carrego isso comigo.
Mas em situações contrárias, quando me deparo com um trabalho feito com uma alma transparecendo ao olhar do intérprete, quando me deparo com um talento que vai além do que abrange a técnica, quando noto ali um intérprete preocupado com o sentido de cada palavra saindo de sua boca, me sinto numa função muito maior  que a de apenas elogiar e enaltecer o talento do artista. O meu sentimento é o de obrigação de divulgar uma obra, nesse caso, bela e produzida no Brasil com um artista que, como tantos outros, teve fé na vida, batalhou, e conquistou. 



Jean é hoje considerado um dos maiores talentos vocais do nosso país, e não precisa mostrar seu currículo repleto de apresentações notórias em diversos países, não precisa contar sobre a quantidade de admiradores que possui, e nem precisa usar de seu passado bastante humilde para ser notado: Basta cantar. É esse seu melhor carimbo de competência vocacional, o qual ninguém consegue contestar.
Jean carrega consigo o sorriso de quem sente prazer em demonstrar a sua função no mundo: Sua voz e seu talento.
O bom é saber que existem em nosso país pessoas que conseguem o sucesso merecido. São pessoas que batalham e enfrentam um leão por dia, sabendo que a vida, mais cedo ou mais tarde, lhes retribui da maneira certa.


O lançamento oficial do CD será no dia 7 de Junho, às 21h00 no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.
Maiores informações sobre o lançamento do CD "Dois Atos" e compra de ingressos em:
http://www.auditorioibirapuera.com.br/


19 mai/14

"We Are One": Música oficial da Copa

postado por Diogo Branco

Pitbull, Jennifer Lopez e Cláudia Leitte celebram a Copa do Mundo com a faixa "We Are One", oficial da Copa do Mundo 2014.


O hit é mistura de pop, rap e música eletrônica e traz a voz do rapper americano na maior parte da letra.
Gravado na Florida, o clipe conta com passistas de carnaval, trio elétrico, roda de capoeira, dentre outras alusões ao Brasil.
Confira:

17 mai/14

TV Feira do Livro - Mary del Priori

postado por Diogo Branco

Ana Maria Machado, escritora, professora, pintora e atual presidente da Academia Brasileira de Letras, não pode estar presente na décima quarta edição da Feira do Livro em Ribeirão Preto. Em seu lugar, a escritora e professora Mary del Priori conduziu um bate papo sobre temas como "A relação dos livros com a história das crianças e mulheres no Brasil", repleto de informações preciosas e curiosidades.



Para aqueles que não podem prestigiar a Feira do Livro pessoalmente, há solução: A TV Feira exibe vídeos de tudo o que acontece durante o evento, para que cada detalhe seja devidamente apreciado.Confira :

14 mai/14

Kasimir Malevich

postado por Diogo Branco

Malevich sempre preferiu as formas geométricas mais básicas, como círculos, quadrados, e por isso sua arte foi considerada precursosa do minimalismo. 

Gerações de artistas foram influenciados pela ruptura que ele causou na arte figurativa. Malevich desprezava a ideia de arte como uma fantasia e suas pinturas foram uma negação total da arte figurativa, com o uso radical de apenas uma forma geométrica e uma só cor





Acima, os soldados em "A cavalaria vermelha".


Acima, a mais importante obra que ele criou, o "Quadrado Negro" (c.1930), pintado à mão livre. A tela consiste em um quadrado negro pintado sobre um fundo branco e foi exibida pela primeira vez pendurada no alto de um canto, como a imagem religiosa numa igreja ortodoxa russa.


Composição suprematista: branco sobre branco foi uma obra de arte revolucionária.

Kasimir Malevich nasceu no dia 26 de Fevereiro de 1878 em Klev ( URSS ), atual Ucrânia. Morreu  no dia 15 de Maio de 1935, na atual São Petersburgo, na Rússia.

Malevich - autorretrato.

13 mai/14

Ângela Maria - Vida de Bailarina

postado por Diogo Branco

VIDA DE BAILARINA
"Obrigada pelo ofício/A bailar dentro do vício/Como um lírio em lamaçal/É uma sereia vadia/Prepara em noites de orgia/O seu drama passional/Fingindo sempre que gosta/De ficar a noite exposta/Sem escolher o seu par/Vive uma vida de louca/Com um sorriso na boca/E uma lágrima no olhar"

Hoje comemora-se o aniversário de Ângela Maria, a mezzo-soprano que se tornou a estrela mais reluzente da canção brasileira da década de 50. Com uma boa extensão vocal e respiração exemplar, a Sapoti conquistou de imediato o Brasil e seus trinados ajudaram a firmar a era do samba-canção e dos boleros.



Quando soube do aniversário dessa grande cantora, me veio à mente um episódio por mim vivido há pouco:
Dia desses recebi uma ligação de uma amiga que há muito tempo não vejo. Como sou conhecido pelos meus amigos (e pelos amigos dos meus amigos) como um bom “ouvinte” dos problemas alheios, não me espantei com sua primeira frase ao telefone: “Eu preciso desabafar”. Dentre as dezenas de problemas ditos nos primeiros cinco minutos, um deles envolvia a sua profissão. Cantora de banda de baile, ela me dizia estar vivendo sobre os palcos o que ela chamou de  “prostituição musical”, o que me fez rir. Eu explico: Ela não estava se envolvendo com nenhuma das canções do repertório, e mesmo assim, sorria e dançava pensando na grana que receberia ao final do show. Imediatamente, lembrei da canção “Vida de Bailarina”, de Angela Maria, e cantei um trechinho pra ela, um pouco antes dos créditos do meu celular acabarem (como de prache). A canção retrata os embates gerados pela mercantilização da vida afetiva através da encenação de uma mulher que negocia um espaço para trabalhar: Trata-se da personagem principal, uma bailarina em conflito, como revela o refrão:
"(...)Que ela é forçada a enganar, não vivendo pra dançar, mas dançando pra viver".
Que a vida de um artista é um circo todo mundo pode imaginar. Ensaios, shows, divulgações, e... contas pra pagar. É de se esperar que, por vezes, nosso trabalho se torne tão cansativo que o “prazer em fazer” saia dar uma voltinha. Fui saber mais tarde que a música de Angela Maria foi escolhida por ela exatamente num momento de sua vida em que ela vivenciava essa crise. Incrível como, quando um intérprete escolhe uma canção que reflete um pouco sobre sua vida ou que ao menos toque de alguma maneira sua alma, isso transparece ao público de uma maneira muito natural, o que facilita a interpretação e a entrega à música. Angela Maria soube interpretar essa canção como ninguém, se tornando, inclusive, a maior referência musical para Elis Regina (que posteriormente assumiu que a imitava no começo de sua carreira).
Hoje, dia do aniversário dessa grande cantora, deixo abaixo um vídeo que registra o encontro de duas vozes que ainda emocionam o Brasil:



11 mai/14

A Associação Síndrome do Amor, grupo de apoio à famílias com crianças com síndromes genéticas severas, surgiu em Ribeirão Preto a partir de uma emocionante história, envolvendo uma mãe e seu filho. E o Farofa Cultural faz desta história uma linda homenagem a todas as mães.
Confira:

09 mai/14

Você sabe dizer não ?

postado por Diogo Branco

Essa semana, o apertando o calo tem como tema "Você sabe dizer não?"




Equipe técnica:
Filmagens: Nelio Marques, Netinho Eneias, Francielly Flamarini
Captação de som e produção: Thiago Rodrigues
Direção artística: Toia Fonseca e Carol Piscitelli
Direção geral e edição: Diogo Branco

Agradecimento especial ao Centro Cultural Alto da Boa Vista, representado por Toia Fonseca, que genitlmente nos cede espaço para a gravação deste quadro.


08 mai/14

Filadelfia Dance

postado por Diogo Branco

O Farofa Cultural marcou presença no IV Filadélfia Dance, na última semana, e registrou todos os detalhes.
Foi uma inspiradora noite repleta de música e poesia que tomou conta do Theatro Pedro II, contagiando a todos os presentes. 
Confira:

05 mai/14

HQ da Semana - Filadelfia Dance

postado por Diogo Branco

Arnaldo Junior, o cartunista oficial do Farofa Cultural, preparou uma bela HQ em homenagem ao espetáculo que abrilhantou Ribeirão Preto na última semana, o Filadelfia Dance. Confira:

05 mai/14

Projeto Ciclo Brasileiro

postado por Diogo Branco

Na próxima terça, dia 6, a oficina cultural Candido Portinari abre suas portas para o Projeto Ciclo Brasileiro, em sua primeira edição.
O homenageado será o compositor mineiro Edmundo Villani-Cortês, e durante o evento o público poderá interagir e aprender mais sobre a vida e a obra deste influente músico brasileiro.

O projeto Ciclo Brasileiro foi criado com o objetivo de homenagear compositores brasileiros e conta com o patrocínio da Oficina Cultura Candido Portinari. Nessa primeira edição, o mineiro Edmundo Villani-Cortês terá sua obra apresentada e comentada pelos músicos Anderson Silva ( violino), Daniel Isaias ( viola), Bruno Mendes ( violoncelo), Lincoln Mendes ( contrabaixo) e Gladys Pádua (piano).


SERVIÇO:
Data: Terça
Horário: 19:00
Local: Oficina Cultural Candido Portinari 
Endereço: Rua Visconde de Inhaúma, 490, Centro.

Confirme sua presença em: 
https://www.facebook.com/events/1393578274259975/

02 mai/14

Frida Kahlo

postado por Diogo Branco

Frida Kahlo nasceu em Coyoacán, no México.Aos 18 anos, Frida se feriu gravemente num acidente de ônibus. Durante o período de recuperação, imobilizada pelo gesso, adotou a pintura como passatempo.A artista autodidata aos poucos foi conquistando seu espaço individual, obtendo reconhecimento pela personalidade vibrante e pela escolha de temas pouco ortodoxos, que agradam especialmente aos naturalistas.

Numa produção total de quase 150 pinturas, Frida descreveu a visão qe tinha da vida como uma série de embates dialéticos entre o pessoal e o político. Seu repertório visual de símbolos ecléticos, executados no estilo naif mexicano, bebia das mais diversas fontes: a tradição artística europeia, os movimentos de vanguarda, a arte folclórica mexicana, além de sistemas de crença tão díspares quanto o catolicismo romano, a cultura asteca, a filosofia europeia e o comunismo.

Entre 1926 e 1954, Frida buscou inspiração nas experiências de vida mais íntimas, muitas vezes dolorosas. Os inúmeros autorretratos desse período evidenciam seu fascínio pela identidade e pelas máscaras, e as paisagens mortas podem ser interpretadas como manifestações visuais do orgulho nacional.







A primeira exposição individual foi realizada tardiamente, um ano antes da morte da artista, no México.Desde então, a inabalável honestidade com que Frida investigava e reinventava a si mesma tem servido de inspiração para diversas personalidades.
Abaixo, uma das obras mais aclamadas, chamada "As Duas Fridas" (1939). Esse duplo autorretrato foi criado à época da separação de Frida com o seu marido Diego Rivera. À direita, a artista veste roupas tradicionais do México, representando a mulher que Rivera amava. Ela segura um retrato dele ainda criança e expõe o coração por inteiro. À esquerda, traja um vestido de casamento em estilo colonial; o coração está partido e goteja sangue sobre a saia. Segundo a própria Frida, essa tela representa a "dualidade" de sua personalidade. Mas também pode simbolizar o conflito inerente à raça mestiça, nem totalmente europeia, nem totalmente autóctone.