A Virazóm trouxe para Ribeirão Preto mais um maravilhoso show. Prestes a completar 40 anos de estrada, a trajetória da banda Roupa Nova se confunde com a história da própria música brasileira. São mais de 20 milhões de cópias vendidas e 37 discos lançados até os dias de hoje.

 

 

 

A laureada banda fez um show memorável no Centro de Eventos do RibeirãoShopping, no último dia 25. Nós do FAROFA estivemos lá e podemos garantir que foi um show muito animado e emocionante, relembrando grandes sucessos da banda, e apresentando novas canções. 

 

A fotógrafa do Farofa Cultural,  Laís Basílio,  esteve no evento, e registrou alguns momentos que mostramos com exclusividade para vocês:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para saber sobre os próximos shows que vão rolar no Centro de Eventos RibeirãoShopping, é só clicar aqui

O diabo está sempre por perto. Essa temida figura influencia nossas vidas, independente de qualquer religião. Ele está presente em nosso dia a dia, nas pequenas atitudes e decisões entre fazer ou não algo, além de sua imagem ter lugar reservado em nossa memória. De tão enraizado em nossa cultura e tradições, ele atravessa milênios formando pessoas. Mas qual sua origem? E por que caracterizar o diabo negativamente, como espírito sedutor, enganador e aniquilador de almas? 

 

Dissecando o "diabo" em minuciosos detalhes, o Instituto Figueiredo Ferraz iniciou um curso chamado "Historia(s) do Diabo", com a professora Roberta Ferraz.  O curso acompanha o desenrolar das imagens do Diabo, as muitas máscaras associadas a ele, seus muitos nomes e atributos. O intuito é compreender melhor e criticamente quem é essa temida figura.

 

 

O curso segue o seguinte programa 

10/04 | aula 1 | nomear o mal: epistemologias do negativo

24/04 | aula 2 | desmontes pagãos: sobrescrever Dioniso e outros

08/05 | aula 3 | desmontes heréticos: o Diabo como instrumento de Deus

22/05 | aula 4 | o imaginário do Diabo: lendo imagens

05/06 | aula 5 | o Diabo nos trópicos: demonização do outro e colonização

19/06 | aula 6 | o Diabo na literatura: tradição faústica 1 - A trágica história do Dr. Fausto de Marlowe (1588/1592); Paradise Lost, de Milton (1667) e o Fausto de Goethe (1808);

26/06* | aula 7 | o Diabo na literatura: tradição faústica 2 - Mon Faust de Paul Valery (1946); Doutor Fausto de Thomas Mann (1947); Primeiro Fausto de Fernando Pessoa (edições póstumas, pós 1952); Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa (1956); e a tradição fáustico-picaresca dos cordéis e narrativas orais brasileiras (Jerusa Pires Ferreira);

* única aula que não segue a sequencia quinzenal;

 

 

Nós do Farofa tivemos a oportunidade de prestigiar a segunda aula do curso. Podemos garantir que o curso é de uma riqueza ímpar. O estudo do diabo nos ajuda, inclusive, a entender quem somos, e a formação que tivemos. Vale a pena conhecer.

 

Para mais detalhes sobre o curso, acesse o site do Instituto Figueiredo Ferraz, clicando aqui

 

 

 

 

Lançamento acontece no dia 25, quinta, no Open Mall do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto

 

Dupla Giga & Murillo é uma das atrações do palco Vila Sertaneja do RRM

Dupla Giga & Murillo é uma das atrações do palco Vila Sertaneja do RRM

 

 

Nesta quinta-feira, dia 25, o Ribeirão Rodeo Music lançará o Palco Villa Sertaneja – uma novidade da 15ª edição da festa – no Open Mall do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto. O evento é aberto ao público e acontece das 19h às 22h. 

"É muito importante para o Shopping Iguatemi Ribeirão Preto estar conectado com o município onde está inserido, então buscamos constantemente apoiar e firmar parcerias com eventos e empresas de relevância regional. O Ribeirão Rodeo Music é um desses projetos diferenciados que traz entretenimento, enaltecendo um dos pilares culturais de toda nossa região", conta Carolina Pajaro, gerente de marketing do empreendimento.

 

O lançamento contará com as atrações Giga & Murillo, Rogério & Adriano e Evandro & Ricardo, além de uma exposição de fotos de todas as edições do evento.  "Estamos comemorando 15 anos de Ribeirão Rodeo Music. O Palco Villa Sertaneja retoma um projeto de sucesso que já aconteceu na cidade e que destacará durante dos dias de RRM a tradição da cultura sertaneja com a presença de cantores como Guilherme & Gustavo, Gian & Giovani, Crhystian & Ralf, entre outros", afirma o organizador Matheus Calil.

 

O Ribeirão Rodeo Music acontece nos dias 27 e 30 de abril e de 1º a 04 de maio, no Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto

Se tivéssemos feito tudo certo antes de entrarmos para o segundo milênio não teria sido necessária uma nova pactuação para 2030. O planeta vive os mesmos problemas e acentuados. Os Objetivos do Milênio não foram o bastante para evitar novos 17 Objetivos planetários para o Desenvolvimento Sustentável. A pergunta que fica é: onde a humanidade está errando? Edgard Morin que nos ajude a responder, afinal, já dizia o filósofo francês que não somente a ignorância nos cega, mas nossos conhecimentos também.

 

A ONU tem chamado a atenção dos gestores da cidade para que eles se envolvam na trajetória política desenhada a fim de que os ODS sejam cumpridos, no tempo estabelecido. Tudo precisa ser feito para envolver a todos. E é nessa equação, ainda que gramatical, que o livro e a leitura se encaixam perfeitamente. Ler o mundo é essencial, apregoa o slogan da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, que realiza, há 18 anos, um belíssimo encontro literário com a participação de 180 mil pessoas ao longo de 8 dias.

 

Essa é a ideia que sustenta a proposta de que colocar a Agenda 2030 na pauta do dia fará dela comum a todos e não somente às lideranças políticas de primeiro escalão, como parece ter ocorrido na edição anterior dos objetivos.

 

Os livros são poderosos, quanto a isso não há dúvida, usá-los a favor de propagar ideias e pensamentos é um caminho vencedor, já sabemos. Mas então, porque caminhamos tão devagar nesse sentido? A média de livros lidos no Brasil é uma das menores em comparação com outros países, inclusive os localizados no sul da américa. Precisamos nos comprometer com a propagação dos livros como um importante recurso para envolver a todos. Esta foi a motivação da Fundação do Livro em escolher esse tema como centro do debate na edição de 2019. Entre uma história e outra, uma nova história. Queremos muito poder escrever um futuro nascedouro do dia de hoje que seja mais sustentável, mais harmônico, democrático e muito feliz.

 

Usar o livro como aliado para fortalecer os debates da humanidade não tem ineditismo. Ao fazer isso copiamos boas ideias, mas tudo bem. As boas ideias precisam mesmo serem replicadas sempre que possível em todos as ocasiões. Já a sociedade grega se fortalecia no aprendizado literário, muitas vezes somente oral, para enrijecer a moral e caráter de seu povo.

 

Juntar as demandas soma energia. É isso que precisamos para avançar diante de tanas demandas sociais. Não basta mais que cada um faça a sua parte, é preciso que os atores sociais do planeta se juntem para, mais fortes, vençam o tempo e as mazelas propagadas pela humanidade.

 

Não considerar o livro como um aliado nessa batalha é ingenuidade e até arrogância. Priorizar outras armas letais quando podemos nos armar de histórias, poesias e narrativas modelares é desconhecer a própria trajetória do homem. Da bíblia ao alcorão, dos livros sobre alquimia aos relatos de viagens pelo mundo, a literatura tem sustentado a emoção do ser humano, ensinado aqueles que querem aprender e entusiasmado o que querem agir.

 

 

Dulce Neves

Presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto
Email: presidente@fundacaodolivro.com.br

O evento, que será realizado nesta quarta, dia 24, às 19h, tem inscrição limitada e gratuita

 

 

O “Clube de Leitura Gastronômico” traz para edição de abril o tema “sopa”. O evento será realizado nesta quarta, dia 24, às 19h, no Espaço Gourmet do RibeirãoShopping. Os encontros são mensais e gratuitos e visam à discussão de um livro com o preparo de uma a duas receitas.

 

Nesta edição, os participantes vão debater a obra “A Vida é Sopa”, de Lizandra Magon de Almeida. O livro reúne 15 receitas de sopas fáceis de preparar com histórias divertidas relacionadas a esse prato que é, provavelmente, a primeira receita criada pelo homem. É o resultado da experiência da autora que depois de uma fase cheia de altos e baixos resolveu vender sopas quentinhas e naturais, e ainda ganhar um dinheiro extra. Com o que ganhou vendendo as sopas, fez uma viagem de um mês para a Argentina, para estudar roteiro de cinema.

 

As inscrições são limitadas e devem ser feitas com antecedência pelo e-mail clubegastronomicoribeirao@travessa.com.br . A escolha dos livros acontece por meio de votação de uma seleção entre os participantes a cada três meses. Os inscritos ainda ganham 10% de desconto nos livros discutidos na Livraria da Travessa, e um desconto especial nos cursos do Espaço Gourmet.

 

 

O “Clube de Leitura Gastronômico”, que acontece preferencialmente na última quarta-feira de cada mês, é uma realização da Livraria da Travessa, em parceria com o Espaço Gourmet do RibeirãoShopping e com o apoio do Cenourão.

18 abr/19

Gabriel Locher não é de seguir tendências. Pelo contrário. Autêntico, o músico aparenta remar contra a maré ao fazer aquilo que acredita, convicto e seguro de que está no caminho certo. Com uma lacuna enorme no mercado fonográfico, o artista afirma: “pouquíssimas pessoas fazem hoje o que eu faço”. Com seu show “O Novo Crooner Brasileiro”, o ribeirão pretano relembra grandes cantores que marcaram época, sempre com certa incumbência de apresentá-los à nova geração.

 


Busquei nas referências de Gabriel algo que me conduzisse ao seu universo. Então comecei a escutar músicas e assistir entrevistas de cantores antigos para me sentir no clima desta entrevista.  Confesso que me inclinei no estudo de Nelson Gonçalves pra entender um pouco sobre Gabriel Locher . Há um elo na carreira de ambos e uma convergência estilística natural. Então, além da minha função de “stalker” de músicos, achei válida a brincadeira de tentar descobrir Gabriel a partir da obra de Nelson. Talvez o ar de boemia também conte, mas seguramente o principal paralelo entre os dois é a segurança vocal que impressiona. Vale lembrar que este é o ano do centenário de Nelson, portanto aproveitei esta entrevista para homenageá-lo de certa forma.


Nelson foi um cantor tão seguro que, contam produtores musicais, costumava deixar o táxi esperando na porta do estúdio quando ia gravar uma música. Voltava logo, pois tinha a justa fama de gravar de primeira. E imagino que com Gabriel não seja assim tão diferente. Quem o acompanha sabe que, além do fato de ter também essa segurança vocal, ele passeia pelos mais variados estilos musicais com precisão. E não é fácil! “O popular tem nuances que o pessoal do erudito pode não conseguir e vice-versa. Então pros dois casos é complicado. Mas eu sempre convivi muito nos dois âmbitos. Sempre tive banda, cantei rock, pop, e cantava óperas. Então acabei me tornando um cantor mais versátil”, afirma Gabriel.

 

Assim como Gabriel, Nelson era crooner. Em 43, ganhou um emprego como crooner do Cassino do Copacabana Palace Hotel, após o estrondoso sucesso de Renúncia, de Roberto Martins e Mário Rossi. E o vocábulo “crooner” tem sido resgatado pelo músico ribeirão pretano em seu novo show.  “Foi um termo criado para designar o cantor popular que cantava a frente de orquestras e big bands. Hoje não é tão utilizado, mas se você conversar com pessoas mais velhas –
na faixa de 70 anos – elas devem se lembrar", explica Gabriel.

 

 

FAROFA:  O termo crooner ainda não é totalmente conhecido pela pessoas. O que é um Crooner?

GABRIEL: O termo foi criado para designar cantores populares que cantavam com orquestras e "big bands". A idéia é resgatar o termo também, que caiu em desuso, além,é claro, do resgate que faço do repertório.

 

FAROFA: Quando começou seu trabalho como crooner? 

 GABRIEL: Iniciou oficialmente em 2017, quando eu lancei o show "Gabriel Locher: o novo crooner brasileiro". Falo oficialmente porque, apesar de sempre ter gostado desse repertório, nunca tinha pensado em seguir só com esse repertório como eu venho fazendo hoje. Eu venho de uma escola operística. Já cantei em muitas óperas e muitos musicais, inclusive na Cia. Minaz aqui em Ribeirão, e sempre cantei grandes clássicos do Sinatra, do Elvis, e de outros cantores mais antigos, porque naquela época os cantores tinham a voz mais impostada, já que o microfone não era tido como um recurso do cantor. Hoje em dia tem cantores com vozes "pequenas", que são vozes que não tem uma aplitude grande, mas são cantores porque o microfone tá ali, e talvez sem o microfone não conseguiriam cantar nada. Como eu cantei sempre sem o microfone nos teatros, vejo uma semelhança com esses cantores antigos, que precisavam ter uma voz bem potente e impostada para conseguirem cantar naquela época. E esse estilo de canto tem tudo a ver com a ópera

 

FAROFA: No seu show “O Novo Crooner Brasileiro” há um resgate de grandes nomes da música brasileira como Orlando Silva, Cauby Peixoto, dentre outros. E ver um cantor jovem como você interpretando essas canções não é tão comum, pois a maioria se interessa por estilos musicais mais comerciais.  Nos dias de hoje, onde a nova geração parece não escutar tanto esses grandes nomes, você acha que seu trabalho pode contribuir para que eles ganhem uma atenção maior? 

GABRIEL: Sobre o show: o primeiro intuito, pessoal, foi encontrar um repertório em que minha voz se encaixasse. E nas músicas dos grandes crooners eu encontrei a veia para seguir. E também tem a ver com uma lacuna no mercado. Por incrível que pareça, esse tipo de show é muito comercial. Pouquíssimas pessoas fazem o que eu faço. Talvez no Brasil, do jeito que eu faço, não tenha mais ninguém.

 

 

FAROFA: Os grandes cantores da rádio, tinham um elo do popular com o erudito? Ou são mundos completamente distintos? 

 GABRIEL: É interessante frizar que os dois âmbitos tem suas nuances, suas dificuldades. E é realmente difícil fazer a transição do repertório erudito para o popular. O erudito utiliza-se de um vibrato maior, por conta da projeção que é maior, e o popular tem várias nuances que as vezes o pessoal do erudito não consegue colocar, não consegue utilizar essas nuances. Então pros dois casos há uma dificuldade. Eu sempre convivi muito nos dois âmbitos. Sempre tive banda, cantei rock, cantei pop, e cantei ópera também. Então eu me tornei um cantor mais versátil. Esse repertório que eu faço hoje em dia é predominantemente popular, com nuances do erudito. O Francisco Alves, por exemplo, tinha uma voz de cantor lírico, e cantava músicas populares como "Aquarela do Brasil". Então no repertório do meu show eu consegui encontrar um meio termo perfeito dos dois. 

 

FAROFA: Seu amor por música tem influência dos seus pais ou alguém da família? 

 GABRIEL: Eu não tive uma formação musical dentro de casa. Meus pais não tinham costuma de apresentar cantores, de mostrar uma gama de repertório. Mas por outro lado, eles me insentivaram na participação de atividades musicais. Meu irmão fazia aula de piano, e quando ele acabava os seus estudos, eu sentava para tocar piano e tentava reproduzir tudo que meu irmão tinha acabado de estudar. Então de 9 para 10 anos eu entrei no coral infantil da Cia. Minaz, onde eu tive uma formação musical, com vivências em solos, em óperas, musicais. Isso foi muito importante para mim.

 

FAROFA: Qual lado negativo e qual o lado positivo de ser um músico hoje em dia? 

 GABRIEL: O lado negativo é saber que a arte tem um status de atividade "extra". Algumas pessoas não entendem que a música é um trabalho. O músico também tem que pagar conta, teve que estudar muito para conseguir ser um bom músico. A parte boa é fazer o que você ama, emocionar pessoas e ainda sobreviver disso.

  

FAROFA: Hoje quais são seus maiores ídolos e referências musicais que influenciam diretamente no seu trabalho como cantor? 

GABRIEL: Cada músico tem seu valor e sua importância na história. Mas atualmente minhas referências são os granders crooners: Frank Sinatra, Tony Bennett, Nat King Cole, Luciano Pavarotti e vários outros. Tem os nacionais também, como Francisco Alves, Silvio Caldas, Orlando Silva, Cauby Peixoto, Dick Farney. São vários.

 

FAROFA: Música tem também papel político? Como você vê a questão dos artistas se posicionarem politicamente, e como você vê a pressão das pessoas para que os artistas se posicionem?

 GABRIEL: Não vejo que artista hoje não tem a obrigação de se manifestar publicamente sobre sua posição política. Amadureci muito a minha idéia em relação a isso. Antes eu costumava me posicionar mas já tive muito desgaste com isso, inclusive com pessoas do meu convívio, com amigos que tinham idéias diferentes. Na ditadura os artistas eram calados, e a única forma de chegarem ao público era nas rádios, nas gravações. E quando eram censurados, eles não conseguiam levar nem a sua música ao público. Então eles sentiam uma necessidade, uma obrigação de se manifestar naquela época, para que a gente viva hoje a liberdade de expressão que vivemos. Mas hoje temos um meio muito poderoso que é a internet, que dificulda muito a censura de acontecer como aconteceu lá atrás. Então, hoje eu acho legal o artista pensar criticamente sobre as coisas, ter sua posição, mas ao mesmo tempo não vejo a obrigação de compartilhar com os outros o que pensa. Ele tem o direito de ser reservado. Hoje em dia o ambiente é capitalista. O artista precisa do contratante, que nem sempre tem a mesma posição do artista, podendo inclusive rejeitar o contrato de um show, por causa de política. 

 

FAROFA: Como funciona o processo de escolha de repertório nos seus shows? 

 GABRIEL:A idéia do show nasceu com a proposta de ser uma grande homenagem a Frank Sinatra, com repertório todo dele, mas resolvi exaltar também os grandes cantores nacionais. Temos tantos artistas bons aqui também, que resolvi homenagea-los. E escolhi músicas mais icônicas de cada artista, o lado "A" do repertório de cada um deles. Tem "Conceição" do Cauby, tem "Volta do Boêmio" do Nelson, tem "My Way", do Sinatra, e por aí vai.

 

FAROFA: As musicas do seu repertório contam um pouco sobre você? Você acha importante, como intérprete da canção, que a música tenha a ver com você, com sua vida pessoal?

GABRIEL: Algumas sim. A temática principal do meu show é o amor. Então tem uma relação sim. Amor está presente na vida de todo mundo: amor pela família, pelos pais, pela namorada, enfim...Mas não canto só o que tem a ver com minha vida. Nem todas as letras eu vivenciei, mas acho importante passar a mensagem.

 

FAROFA: Sabendo que a voz é um instrumento, quais cuidados que você tem para manter a voz sempre saudável?

GABRIEL: Procuro evitar coisas que sei que fazem mal à voz. Eu por exemplo, tenho muita alergia à poeira, então eu evito entrar em contato. Mas acabo vivendo uma vida normal, sem nenhum cuidado especial.

 

FAROFA: Os artistas em geral são vaidosos por natureza e podem em alguns casos se deixar levar pelo ego.

Qual o cuidado que você tem para não deixar o sucesso subir à cabeça? 

GABRIEL: Eu acho que antigamente eu tinha um pouco mais disso. Hoje eu vejo de uma forma diferente. Tento fazer meu trabalho bem feito e tratar as pessoas com carinho e com a devida atenção. A humildade é uma palavra muito importante para te levar a caminhos mais altos. Graças a Deus eu venho aprendendo e melhorando cada dia mais essa questão de me tornar uma pessoa melhor no que eu faço, e sem me sentir melhor perante os outros. Então isso é uma constante na minha vida. Eu sempre busco ser amanhã melhor do que eu sou hoje, mas sem ser arrogante, sem desprezar ninguém, e buscar o máximo de humildade. Isso faz o artista ser completo na minha opinião

 

 


Fui a um show de Gabriel. Naquele show, a voz era soberana. A plateia quase se esquecia de tudo ao redor, para perceber a riqueza emitida por aquele microfone. Embora já houvesse uma expectativa do público por se tratar do show “O Novo Crooner Brasileiro”, todos se surpreenderam. Ali, sim, estavam diante de um cantor nato. Enquanto seguimos acostumados com apresentações repletas de luzes, dançarinos, telões de LED, troca de figurinos e efeitos, surge Gabriel tendo como único recurso seu próprio talento.  "O Novo Crooner Brasileiro" é um show indispensável. É um show de músico para amantes de música.

Apresentação ainda contará com a Orquestra Sinfônica Nacional de Londres e crianças do Projeto Tocando A Vida, mantido pela Associação Musical de Ribeirão Preto

 

 

Ribeirão Preto será palco do “Abba the Show” no dia 19 de abril na Arena Eurobike. Com apresentação em mais de 40 países, o espetáculo é um sucesso mundial e contará com a participação dos músicos Uffe Anderson e Jane Schaffer, que já integraram o grupo original.

Além desses artistas, também fazem parte do show Camila Dahlin, Katja Nord Mats Ronander, Finn Sjöberg, Lasse Wellandere, Roger Palm e membros da Orquestra Sinfônica Nacional de Londres, regida pelo maestro Matthew Freeman. Os músicos prometem uma grande produção para a turnê de 2019.

 

No musical, a plateia poderá relembrar a história da banda formada pelos cantores Bjorn, Benny, Agnetha e Frida. Além disso, poderá ouvir repertório de canções clássicas do grupo como “Waterloo”, “SOS”, “Mamma Mia”, “Dancing Queen”, “Money Money Money” e “Knowing Me Knowing You”.

Um momento de grande expectativa e emoção é a participação especial do coral com as crianças do Tocando A Vida nas músicas “I have a dream” e “Thank you for the music”. A maestrina Snizhana Drahan acompanhará os 25 alunos com idades entre 6 e 10 anos.

O projeto é mantido pela Associação Musical de Ribeirão Preto e busca promover a inclusão sociocultural, que permite o acesso de crianças e jovens à música erudita. Com aulas gratuitas de instrumento, canto coral e teoria musical para mais de 600 alunos, os núcleos do projeto estão localizados em bairros periféricos de Ribeirão Preto como o Jardim Maria Casagrande Lopes, Jardim Salgado Filho e no Centro.

Marcos Milani, responsável pela turnê do “Abba the Show”, disse que não poderia deixar de trazer o espetáculo para Ribeirão Preto. “O projeto está fantástico, a Arena Eurobike oferece todas as condições e estará totalmente preparada para receber esse grande sucesso mundial e tudo o que essa superprodução proporciona”, completou Milani. Opinião parecida com a do Fabio Mollero, do Grupo Trilhas. “Esse evento será inesquecível. O público vai se surpreender”, finaliza.

O valor do ingresso varia de R$45 a R$650 e pode ser obtido através do site www.arenaeurobike.com

 

Apresentação da turnê "Novas do Roupa" acontece no dia 25 de abril, quinta-feira, às 21h. ingressos já estão à venda

 

 

O Centro de Eventos RibeirãoShopping recebe mais um show especial e cheio de grandes sucessos com a apresentação da turnê “Novas do Roupa”, da banda Roupa Nova. Com mais de 30 anos de carreira, o grupo retorna a Ribeirão Preto no dia 25 de abril, quinta-feira, às 21h. Os ingressos já estão à venda.

Com dezenas de sucessos lançados, uma agenda de shows ininterrupta e lotada pelo Brasil inteiro e que conta com seus integrantes originais na sua formação. O Roupa Nova é um fenômeno da música brasileira.

O grupo começou sua lista de sucessos com a música “Canção de Verão” na década de 80 e desde então emplaca hits nas rádios e telenovelas brasileiras, com um público fiel e que se renova a cada ano. Formada por exímios músicos, o Roupa Nova já lançou 22 CDs e 05 DVDs, alcançando a impressionante marca de mais de cinco milhões de produtos vendidos.

A banda é formada por Cleberson, Feghali, Kiko, Nando, Paulinho e Serginho são os seis integrantes dessa obra de arte que é a trajetória de Roupa Nova, e agora os protagonistas do trabalho inédito, chamado “Novas do Roupa”. 

Roupa Nova já teve dezenas de músicas incluídas em trilhas de novelas, o que garante uma forte presença de suas canções no imaginário brasileiro. Canções como "Dona" em Roque Santeiro, "Coração Pirata" em Rainha da Sucata, "Começo, meio e fim" em Felicidade e "Whisky a Go Go " em Um sonho a mais tornaram clássicos no imaginário popular brasileiro e são sempre pedidas nos shows.

 

Pontos de venda:
Bilheteria do Centro de Eventos e site www.ingressorapido.com.br


Informações: 16. 3620-2266

 

Serviço
Data: 25 de abril |quinta-feira
Onde: Centro de Eventos RibeirãoShopping
Horário: 21h
Endereço: Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 1540 - Jardim Califórnia, Ribeirão Preto

16 abr/19

Hilda tentava contato. Talvez a solidão na "Casa do Sol", seu refúgio, tenha a motivado a buscar algum sentido além do que se vivia ali. Entre 1974 e 1978, a escritora se dedicou a um tipo muito peculiar de tarefa: o contato com espíritos. Munida de um gravador e de imensos fones de ouvido, e com ajúda de amigos físicos, ela tentava incansávelmente contato com seus “amigos de outra dimensão”.

 

Talvez fosse também um desejo de tirar seu próprio medo da finitude. Se houvesse contato, haveria algo a mais esperando por ela. O tempo passava, a velhice chegava, e Hilda retrata sem cessar a frágil e surpreendente condição humana. Com uma máquina criada com a ajuda dos seus amigos físicos, Hilda tentava contato e questionava: "vocês, mortos, vivem?" Mas nunca obteve resposta. 

 

 

 

 

Hoje quem sente vontade de fazer um contato com Hilda são seus leitores. Afinal, quem não gostaria de ser amigo daquela figura genial, carismática, divertida, e bem-humorada? Uma amiga ideal, que certamente todos gostariam de ter por perto. 

 

Pois esse interesse por Hilda e sua obra motivou o Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto, a prestar uma bela homenagem nos dias 12 e 13 de Abril.  Aproveitando a exposição de fotos do português Fernando Lemos e a série deslumbrante de retratos da autora, o Instituto também promoveu palestra, filme e bate-papo sobre Hilda.

 

 

 

No dia 12, o Farofa Cultural conferiu de perto a palestra com Roberta Ferraz (foto acima) sobre "As Forças Moventes da Obra de Hilda Hilst". Através da palestra, pudemos entender melhor a história da escritora, sua relação com as palavras, com a sua família, com seu lar e com tudo que abarca sua laureada obra. Posso afirmar que, mesmo quem não conhecia Hilda Hilst, acabou de apaixonando por ela. Eu mesmo pensei que a palestra seria monótona em algum momento, como acontece em algumas palestras literárias que estou habituado a frequentar. Ledo engano: a palestra foi muito rica e explicativa, conseguindo prender a atenção do público a cada minuto. Roberta é graduada em História e em Letras, Mestre e Doutora em Literatura Portuguesa, e dividiu com o público presente seus conhecimentos sobre a vida e a obra de Hilda, como se estivesse falando de uma grande amiga. Talvez o fato de parecer estar trocando confidências sobre Hilda com o público, tenha criado essa aproximação entre palestrante e público.

 

 

 

Por instantes, Roberta deixava escapar um tom de emoção em seu discurso, além do nítido brilho no olhar de quem estava conseguindo transmitir sua mensagem com sucesso. Houve leitura de um trecho de "Kadosh", um dos grandes sucessos de Hilda. E foi emocionante.

 

 

Após a palestra, assistimos ao filme "Hilda Hilst pede contato", com direção de Gabriela Greeb. O filme é irretocável. Cada segundo ali tem um porquê, cada sílaba é importante, cada silêncio e é indispensável. Tudo muito preciso e ao mesmo tempo, muito natural, muito leve. O que me encantou, em particular, foi o fato de trazer trechos verídicos de Hilda tentanto incansavelmente o contato com os mortos. Gabriela inclusive confessou ter ouvido algo "estranho" no meio dessas gravações de Hilda tentando contato. "Fiquei assustada", confessou.

 

 

 

 O filme nos apresenta essa mulher que morava sozinha, que tentava contato com mortos em plena década de 70, sendo considerada "louca" por muitos naquela época,  mas que - aparentemente - não dava a mínima para isso.  Continuava tentando a comunicação mesmo que parecesse loucura, e continuava escrevendo e acreditando no seu talento mesmo quando sentia que não era lida.  Em alguns momentos do filme, nos sentíamos ali, na Casa do Sol, como se estívessemos vivendo tudo aquilo junto com Hilda. Aliás. a casa fazia parte de Hilda e tinha uma importância enorme e direta em sua obra, o que ficou claramente registrado no filme.

 

 

A própria autora se considerava pouco lida, incompreendida pelos leitores e ignorada pelo mercado editorial. Ao se lançar nessas experiências "místicas", buscava uma conversa que não conseguia manter com o próprio meio literário. Inclusive em uma das passagens do filme, Hilda tenta uma conversa com Clarice Lispector. Que infelizmente não aconteceu. Algumas cenas importantes traziam os amigos de Hilda dando seus depoimentos. E todos diziam que Hilda ficava feliz ao saber que era lida por eles. Inclusive, uma das três regras para entrar uma pessoa poder entrar em sua casa, era ter lido alguma de suas obras. As outras regras eram "não trazer criança" e "gostar de cachorro". O fato de ficar feliz ao saber que alguém havia lido algum de seus livros constata que ela não era tão reconhecida quanto deveria. Ou, ao menos, não se sentia assim.

 

 

O filme é conduzido de uma maneira brilhante. Gabriela consegue nos colocar lá, dentro do filme. E torna fácil a compreensão de quem era Hilda. Em pouco mais de uma hora de filme, parece que nos sentimos íntímos daquela personagem. Torna fácil a compreensão de quem era aquela escritora, os motivos de fazer o que fazia, de escrever o que escrevia. 

 

 

Cenas de humor em momentos específicos do filme fazem a atenção se manter fixa à telona. Os momentos em que Hilda se irrita com a falta de resposta dos mortos, é impagável. "Hilda tentando contato.... Hilda tentando contato... Ninguém vai me responder? To ficando brochada com essa experiência!!!". Embora ela tenha se sentido "brochada" com a experiência do contato em si, a frase me soou como um desânimo da autora com a vida. "Brochada" com a experiência da vida. Por saber que a vida é finita, e que um grande vazio poderia a esperar do outro lado. O filme é realmente impagável. E traz aprendizados em cada cena. Basta ficar atento aos sinais.

 

No dia 13 de Abril, o Instituto seguiu com a homenagem à escritora, com a Exposição de Fernando Lemos "quanto mais me vejo, mais invento o que desejo". O Farofa não esteve presente neste dia, mas certamente foi um evento memorável como todos do Instituto Figueiredo Ferraz.

 

Fernando fotografou Hilda Hilst em 1959, em seu ateliê. "Na maioria das fotos, a câmera está posicionada levemente de baixo para cima, não para elevar a escritora à condição de diva inalcançável, mas para mostrá-la transitando, assim como em sua poesia, entre o alto e o baixo", diz Fernando. Uma palestra as 17h sobre a poesia brasileira também foi um dos destaques do evento no dia 13 de abril. 

 

Nós, do Farofa Cultural recomendamos que conheçam o Insituto Figueiredo Ferraz. O Instituto sempre considerou a importância da arte e da cultura, sempre manteve vivo o universo das artes visuais, e cada vez mais, apresenta palestras e cursos com conteúdos de diversas áreas para lá. 

 

Para conhecer mais sobre o Instituto Figueiredo Ferraz, acesse o site clicando aqui

 

 

 

04 abr/19

Quem somos

postado por Diogo Branco