Literatura

Ciclo de debates terá ainda participação de nomes como os cineastas Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, o ator Gregorio Duvivier, o médico-escritor Carlos Roberto Ferriani, a professora ribeirão-pretana Elaine Assolini, o físico Marcelo Gleiser, entre outros

 

Marcelo Gleiser

 

Diferentes utopias estarão em debate durante a 20ª FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto) e nortearão os encontros do Salão de Ideias com atividades que compõem a agenda desta edição histórica do evento que, neste ano, tem como tema central “Velhas e Novas Utopias”. O evento literário acontece entre os dias 21 e 29 de agosto, com cerimônia de abertura no dia 20 (sexta-feira), em formato 100% on-line em função da pandemia do coronavírus. A proposta dos organizadores da Feira do Livro é levar para os encontros do Salão de Ideias um diverso conjunto de participantes, mas que têm a veia literária em comum, reunindo conversas sobre política, meio ambiente, educação, cinema e literatura.

 

Escolhido como embaixador desta 20ª edição, o escritor araraquarense Ignácio de Loyola Brandão abre a programação da FIL e estreia o Salão de Ideias, no dia 21 de agosto, às 13h, comemorando os 40 anos de lançamento do premiado romance “Não Verás País Nenhum”, um de seus maiores sucessos, lançado em 1982.

 

Ignacio de Loyola Brandão

 

Jornalista e escritor – com 46 livros publicados entre romances, contos, crônicas, infantis, viagens, reportagens e uma peça teatral - atualmente é cronista quinzenal do jornal O Estado de S.Paulo. Com seis Jabutis na carreira e o maior prêmio da literatura, o Machado de Assis (2016), Ignácio de Loyola Brandão pertence ainda às Academias Paulista (Cadeira 47) e Brasileira de Letras (Cadeira 11). A mediação será feita pela pedagoga Laura Abbad.

Logo após a abertura com o escritor, o patrono da FIL, Paulo Roberto Oliveira, conversa com os internautas, às 14h, sobre o tema “Utopia da água potável”. Paulo Oliveira é presidente da GS Inima Ambient, apoiadora da FIL desde 2016. A empresa é pioneira em sustentabilidade com produção própria da energia utilizada em sua estação de esgotamento sanitário.

 

 Paulo Roberto

 

O Salão de Ideias encerra a programação do dia 21 de agosto com a participação de Carlos Berriel e Evanir Pavloski, comandando o debate sobre “Utopia”, de Thomas More, às 18 horas.

 

 Carlos Berriel

 

Considerado um dos grandes humanistas do Renascimento, o inglês Thomas More - filósofo, advogado, escritor, político - é autor de “Utopia”, livro clássico que trata de exploração econômica por quem domina o poder.  Carlos Berriel é professor de Teoria Literária na Unicamp, editor da revista Revista Morus – Utopia e Renascimento e coordenador do U_TOPOS – Centro de Estudos sobre Utopia da Unicamp. Evanir Pavloski é Doutor em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná, pós-Doutor em Teoria Literária pela Universidade de Campinas e professor do Departamento de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

 

 Evanir Pavloski

 

No domingo, dia 22 de agosto, às 18 horas, o ator, humorista, roteirista e escritor brasileiro, Gregorio Duvivier, também estará na feira e participa do encontro “Entre uma poesia e outra, muitas utopias”. A mediação do bate-papo será feita pelo escritor João Augusto. Gregorio Duvivier ficou conhecido pelo seu trabalho no cinema e no teatro e, a partir de 2012, destacou-se como um dos criadores das esquetes do canal Porta dos Fundos, no YouTube.

 

 Gregorio Duvivier

 

A educação segue como temática do Salão de Ideias no dia 25 de agosto (quarta-feira), às 16h30, quando a professora ribeirão-pretana Elaine Assolini - uma das homenageadas da FIL 2021 - coloca em cena a questão: “as Utopias da Educação”. Formada em Pedagogia e Letras, Elaine Assolini atua no ambiente universitário há 25 anos, mas guarda experiências também no ensino fundamental e médio.

 

 Elaine Assolini

 

No dia seguinte, 26 de agosto, às 16h30, o escritor carioca Jessé Andarilho desembarca no evento trazendo um pouco da história de sua trajetória pessoal e como a literatura mudou a sua vida. Jessé Andarilho é escritor, roteirista, palestrante, produtor cultural, presidente do Centro Revolucionário de Inovação e Arte (CRIA) e criador do projeto marginow.

 

 Jessé Andarilho

 

No dia 27 de agosto, sexta-feira, às 16h30, os cineastas Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles comandarão o Salão de Ideias com a temática “Utopias e distopias em Bacurau”. Um dos mais premiados filmes brasileiros recentes, Bacurau, conquistou belas avaliações de público e da crítica especializada no Brasil no exterior.

 

 Kleber Mendonça Filho

 

Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, Kleber Mendonça Filho foi responsável pelo setor de cinema da Fundação Joaquim Nabuco durante 18 anos. Escreveu para a Revista Continente, Folha de S. Paulo e Jornal do Commercio, no Recife. É diretor artístico do Janela Internacional de Cinema do Recife e curador do departamento de cinema do Instituto Moreira Salles. Seus curtas metragens (Vinil verde, Eletrodoméstica, Recife Frio) receberam mais de 100 prêmios no Brasil e no exterior. Juliano Dornelles começou sua carreira na publicidade e debutou no cinema, dirigindo o curta-metragem Biodiversidade (2005), ao lado de Daniel Bandeira. Começou a se destacar a partir de seu trabalho em Amigos de Risco (2007), drama no qual atuou como diretor, roteirista e designer. A dupla dirigiu o longa Bacurau, que estreou na competição do Festival de Cannes em maio de 2019 e ganhou o Prêmio do Júri, além do longa Aquarius (2016), que também estreou na competição do Festival de Cannes e distribuído em mais de 100 países.

 

No sábado, dia 28 de agosto, quem participa é a educadora social Bel Santos, a partir de 13h. A conversa é sobre “A literatura como direito humano: utopia?”. Criadora do projeto Biblioteca Caminhos da Leitura, que promove leitura em espaços que vão de maternidade a cemitérios, Bel Santos é coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac).

 

 Bel Santos

 

No mesmo dia, o médico ribeirão-pretano Carlos Roberto Ferriani - também homenageado nesta FIL – marca sua presença no Salão de Ideias “Palavras que sou”, às 18h. Autor de três livros (dois de poesia e um romance), Ferriani ocupa cadeira na Academia Ribeirãopretana de Letras e na Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto, além de ser membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.

 

 

O físico Marcelo Gleiser encerra o Salão de Ideias da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto 2021, no dia 29 de agosto, a partir de 16h30 com o tema: A utopia é uma verdade?. Também astrônomo, escritor, professor e roteirista, Gleiser foi conselheiro geral da Sociedade Americana de Física e é ganhador de dois prêmios Jabuti. A mediação é de Fernanda Brando, professora do Departamento de Biologia da USP Ribeirão Preto.

 

“Com essa primeira edição internacional, a organização da FIL estende a possibilidade de participação e interação ao público de internautas de todo o Brasil e exterior, por meio do acesso on-line e gratuito”, afirma a presidente da Fundação do Livro e Leitura, Dulce Neves. Segundo ela, para estes encontros do Salão de Ideias, a programação do evento selecionou escritores e profissionais que se destacam no eixo cultural mundial.

 

Considerada a segunda maior feira do livro a céu aberto do Brasil e uma das maiores da América Latina, a FIL terá toda programação exibida virtualmente por meio da plataforma oficial da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, entidade organizadora do evento: www.fundacaodolivroeleiturarp.com.

 

Com 21 anos de história e 19 edições realizadas, a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto já reuniu mais de 3 mil escritores e artistas, com 6 milhões de leitores visitantes. Em 2021, o evento terá cerca de 60 atividades, durante 10 dias, e em torno de 110 horas de programação.

 

SERVIÇO

DIA 21 DE AGOSTO (sábado)

Ignácio de Loyola Brandão (com mediação de Laura Abbad)

Horário: 13h

Tema: Comemoração aos 40 anos de lançamento do romance “Não Verás País Nenhum”

 

Paulo Roberto Oliveira (presidente da GS Inima Ambient)

Horário: 14h

Tema: “Utopia da água potável”

 

Carlos Berriel e Evanir Pavloski

Horário: 18h

Tema: “Utopia, de Thomas More”

 

DIA 22 DE AGOSTO (domingo)

Gregorio Duvivier (com mediação de João Augusto)

Horário: 18h
Tema: “Entre uma poesia e outra, muitas utopias”

 

DIA 25 DE AGOSTO (quarta-feira)

Elaine Assolini

Horário: 16h30

Tema: “As Utopias da Educação”

Professora homenageada

 

DIA 26 DE AGOSTO (quinta-feira)

Jessé Andarilho

Tema: vida e obra

Horário: 16h30

 

DIA 27 DE AGOSTO (sexta-feira)

Juliano Dornelles Kleber Mendonça Filho

Horário: 16h30

Tema: “Utopias e distopias em Bacurau”

 

DIA 28 DE AGOSTO (sábado)

Bel Santos

Horário: 13h

Tema: “A literatura como direito humano: utopia?”.

 

Carlos Roberto Ferriani

Horário: 18 horas

Tema: “Palavras que sou”

Escritor homenageado

 

DIA 29 DE AGOSTO (domingo)

Marcelo Gleiser (mediação de Fernanda Brando)

Tema: “A utopia é uma verdade?”

Horário: 16h30

 

20ª FIL – FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO DE RIBEIRÃO PRETO

A 20ª edição da FIL - Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto será realizada integralmente no formato on-line, entre os dias 21 e 29 de agosto, com cerimônia de abertura no dia 20. No ano passado, o evento foi adiado em função do avanço do Coronavírus (Covid-19) no país, mas foi anunciado com abrangência internacional a partir da sua 20ª edição. Por isso, recebeu recentemente nova nomenclatura e teve identidade visual reformulada.

Para 2021, diante da continuidade da crise sanitária, a decisão estratégica da organização do evento convergiu para realizá-lo no ambiente virtual, com transmissão ao vivo pela plataforma oficial da Fundação: www.fundacaodolivroeleiturarp.com  e  pelas redes sociais da instituição.

A Feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: com 20 anos de história e 19 edições realizadas, já reuniu mais de 3 mil escritores e artistas com 6 milhões de leitores visitantes. Neste ano, a FIL contará com cerca de 60 atividades, durante 10 dias, e em torno de 110 horas de programação.


Sobre a Fundação

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, ao longo de 21 anos, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura, com calendário de atividades durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

Para acompanhar, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:
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14 jun/21

Edição histórica da tradicional FIL – Feira Internacional do Livro será realizada neste ano em formato on-line e gratuito, com interação do público, entre os dias 20 a 29 de agosto, com o tema “Velhas e Novas Utopias”. O evento será transmitido ao vivo pela internet, com interpretação em Libras e legendas

 

 

Ribeirão Preto (SP), 14 de junho de 2021 – A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, anuncia que, neste ano, a 20ª edição da FIL - Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto será realizada integralmente no formato on-line, entre os dias 20 e 29 de agosto. No ano passado, o evento foi adiado em função do avanço do Coronavírus (Covid-19) no país. Para 2021, diante da continuidade da crise sanitária, a decisão estratégia da organização do evento é realizá-lo no ambiente virtual, com transmissão ao vivo pela plataforma oficial daFundação: www.fundacaodolivroeleiturarp.com e pelas redes sociais da instituição.

 

A Feira consagrou-se como um dos maiores eventos culturais do país: com 20 anos de história e 19 edições realizadas, já reuniu mais de 3 mil escritores e artistas com 6 milhões de leitores visitantes. Neste ano, a FIL contará com 60 atividades, durante 10 dias, com um total de 110 horas de programação. Alguns nomes já estão confirmados, entre eles, Mia Couto, Ignácio de Loyola Brandão, Renan Inquérito, Milton Hatoum, Sérgio Vaz, Mel Duarte, Jessé Andarilho, Cidinha da Silva, Conceição Evaristo, entre outros.

 

Ignácio de Loyola Brandão

 

 

 Sergio Vaz

 

 

Totalmente gratuito, o evento literário será acessível, com interpretação em Libras em toda a sua programação, além de legendas nas atividades internacionais cujos participantes não falam a Língua Portuguesa.

 

O tema escolhido para nortear toda a agenda da 20ª FIL é “Velhas e Novas Utopias”. “Nossa proposta é trazer discussões e participações que irão enriquecer e democratizar o acesso ao livro e à literatura. E esta edição será completamente digital, quebrando qualquer barreira física, mas com a interação do público”, destaca a presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Dulce Neves. A expectativa da entidade é alcançar um público de cerca de 20 mil pessoas de, em média, 18 países. Algumas atividades ainda estão sendo projetadas pela equipe de programação da Fundação do Livro e Leitura possibilitando a participação do público, de forma segura, seguindo todos os protocolos e sem aglomeração.

 

 

 

Protocolos de Saúde

Diferente de outros anos, quando a FIL recebia cerca de 2 mil pessoas por dia, apenas na plateia do Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, um dos principais espaços do evento, a 20ª edição não terá a presença física do público. No entanto, neste novo formato, o evento prevê a participação e interação do público, inclusive com uma plateia representativa que estará on-line e ao vivo. Toda a equipe e convidados que participarem presencialmente, seguirão a um rígido protocolo de saúde obrigatório, que inclui testagem e uso de equipamentos de EPI (equipamento de proteção individual) como máscaras e protetores faciais. As transmissões, sem público, a princípio, serão realizadas no Theatro Pedro II, Biblioteca Sinhá Junqueira, Centro Cultural Palace e Espaço Infantil - Biblioteca SESC.

 

A FIL é a segunda maior feira a céu aberto do país e, a partir de 2021, inaugura o formato internacional e, neste ano, on-line. “Passamos por uma constante evolução e buscamos sempre formar leitores cidadãos. É isso que faz da nossa Feira um evento exitoso. É uma tradição que se renova a cada ano e tem se ajustado às necessidades de cada edição e hoje, ainda mais, diante deste momento histórico que o mundo inteiro enfrenta”, diz a curadora do evento, Adriana Silva, vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. 

 

 

Expertise On-line

Desde o início das restrições de circulação e de atividades coletivas por conta da Covid-19, a entidade fez uso constante de recursos tecnológicos que permitiram que o trabalho fosse realizado sem interrupções, oferecendo ao público transmissões de lives, contações de histórias, shows, performances e apresentações diversas pelas redes sociais, através do projeto 40tena Cultural. Com uma programação consecutiva, o projeto já realizou mais de 120 atividades e interagiu com mais de 40 mil pessoas. 

 

O projeto “20 Horas de Literatura”, realizado em comemoração aos 20 anos da FIL – Feira Internacional do Livro, em setembro do ano passado, também foi um piloto para preparar a equipe realizadora para uma versão completa da FIL digital. Neste ano, entre os dias 25 a 27 de abril, mais um projeto foi realizado no mesmo formato: “Revolução Poética – Festival de Ideias” contou com a participação de diversos artistas e intelectuais ligados à poesia e a manifestações relacionadas ao fazer poético.

 

Homenageados da 20ª FIL

Como em todas as edições, a FIL elenca nomes da literatura para homenagear durante o evento. Nesta 20ª edição, Mia Couto é escritor homenageado e Conceição Evaristo, a escritora homenageada.

 

 

O autor local é Carlos Roberto Ferriani, a professora homenageada (local) é Elaine Assolini e o patrono é Paulo Roberto Oliveira.

 Carlos Roberto Ferriani

 

 Elaine Assolini

 

 

Semíramis Paterno é a autora infantojuvenil, Milton Santos, o autor educação e Edgar Morin também recebe uma homenagem especial.

 

 Semirames Paterno

 

 


Sobre a Fundação

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país. Em 2020, a Feira tornou-se internacional e entraria na 20ª edição. Por isso, recebeu recentemente nova identidade, apresentando-se como FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), mas sua realização foi remarcada para agosto de 2021, devido à pandemia do novo Coronavírus.

 

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, ao longo de seus 20 anos, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura, com calendário de atividades durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

 

 

Para acompanhar, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:
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O show “Chão de Flutuar”, um duo com o pianista paraibano Salomão Soares e a cantora e compositora paulistana Vanessa Moreno, será transmitido pelos canais da entidade no dia 31/03, às 20 horas. Repertório será composto por canções brasileiras em uma apresentação de voz e piano

 

 

A cantora e compositora Vanessa Moreno e o pianista Salomão Soares são as atrações do projeto 40tena Cultural da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto nesta quarta-feira (31/3), às 20 horas. O show “Chão de Flutuar” será transmitido pelo canal do Youtube (FeiraDoLivroRibeirao) e plataforma oficial da entidade (www.fundacaodolivroeleiturarp.com). O repertório promete levar ao público internauta, além da voz e piano, a brasilidade com nuances rítmicas, espontaneidade e improvisação. O projeto é realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, ProAc, Governo Federal e a Lei Aldir Blanc.

 

Segundo a cantora Vanessa Moreno, o show traz clássicos da música brasileira. “Preparamos tudo com muito carinho. São várias canções do nosso disco ‘Chão de Flutuar’ e também algumas novidades que tocamos ao longo do último ano”.

 

Músicas como “Canção do Amanhecer”, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes; “Correnteza”, de Tom Jobim e Luiz Bonfá; “Boca de Leão”, de Filó Machado; “Ninho de Vespa”, de Dori Caymmi, são algumas melodias que ganham novas interpretações no show da dupla. Outras canções, que fazem parte do disco, também compõem o repertório, como “Conversando no Bar”, de Milton Nascimento e Fernando Brant; “Quebradeira de coco”, de Roque Ferreira; “Sanfona”, de Egberto Gismonti; “Pedro Brasil”, de Djavan; “Via Crucis”, de Guinga e Edu Kneip; “Xi, de Pirituba a Santo André”, Rafael Alterio e Kleber Albuquerque; “Sanfona Sentida”, de Dominguinhos e Anastácia e “Fica Mal com Deus”, de Geraldo Vandré.

 

 

 

“Esperamos que as pessoas se divirtam assim como nos divertimos tocando juntos. É sempre uma alegria poder criar esse formato de duo, em que há bastante espaço para a criação e a experimentação das sonoridades”, comenta o pianista Salomão Soares. Para o artista, os movimentos artísticos durante a pandemia e isolamento social são de fundamental importância, pois é uma forma de proporcionar um pouco de alegria às pessoas. “Estamos todos sensíveis. A arte é uma ferramenta importante para que possamos nos aproximar de nossas essências e tentarmos sobreviver nesse período de tantas dores, medos e perdas”, destaca. Para Vanessa Moreno, o show será uma forma de conexão com o público. “As pessoas podem sentir abraçadas ao se conectarem com essa música que passa por nós. Foi tudo feito com carinho e cuidado”.

 

 

Sobre os Artistas 

Vanessa Moreno, que em 2017 e 2018 foi vencedora do Prêmio Profissionais da Música na categoria 'Cantora', é natural de São Bernardo do Campo (SP). Iniciou seus estudos musicais aos 15 anos por intermédio do violão. A partir de então, vem construindo uma considerável trajetória como intérprete e compositora, com uma carreira repleta de experiências em diferentes vertentes musicais, sendo reconhecida atualmente como uma das grandes revelações da música brasileira. A cantora tem dois discos lançados com o contrabaixista Fi Maróstica, “Vem Ver (2013) e Cores Vivas - Canções de Gilberto Gil (2016), um CD solo “Em Movimento” e em 2019 lançou “Chão de Flutuar”, em duo com o pianista paraibano Salomão Soares. Vanessa ainda integrou durante quatro anos o trabalho "Saraivada", de Chico Saraiva (Prêmio Visa 2009) ao lado do percussionista Ari Colares. Participou de gravações e shows com artistas da música brasileira, como Gilberto Gil, Roberto Menescal, Rosa Passos, Fabiana Cozza, Chico Pinheiro, Sergio Santos, Swami Jr., Arismar do Espírito Santo, Filó Machado, Zé Pitoco, Nailor Proveta, Mônica Salmaso, Maria Gadú, Tó Brandileone, Criolo, Dani Black, Alexandre Ribeiro, Marcelo Pretto, Toninho Ferragutti, Ellen Oléria, Renato Braz, Mônica Salmaso, entre outros.   Para conhecer mais sobre a artista acesse: www.youtube.com/vanessamoreno .

 

Salomão Soares   é vencedor do Prêmio MIMO Instrumental 2017, finalista do Piano Competition no Festival de Montreux 2017 – Suíça, vencedor do Prêmio Novos Talentos do Festival Savassi 2018. Foi artista convidado para quatro shows no Festival SESC Jazz 2018 - um dos mais renomados festivais de jazz da América Latina, sendo convidado especial de Hermeto Pascoal para o show de encerramento do mesmo evento. Aos 30 anos de idade, Salomão Soares vem se destacando como uma das grandes revelações da nova geração de pianistas brasileiros. Nascido e criado em Cruz do Espírito Santo, interior da Paraíba, e atualmente morando em São Paulo, Salomão é pianista, arranjador e compositor. Já dividiu palco com nomes marcantes da música brasileira como Hermeto Pascoal, Leny Andrade, Toninho Horta, Filó Machado, Hamilton de Holanda, Nenê, Vinicius Dorin, Itiberê Zwarg, Altay Veloso, Arismar do Espírito Santo, Mônica Salmaso, Renato Braz. Em 2018 o pianista lançou seu primeiro CD “Alegria de Matuto” e um disco em duo com o acordeonista Toninho Ferragutti. Em 2019, lançou “Colorido Urbano”, álbum de estreia de Salomão Soares Trio (Selo Blaxtream) e o CD “Chão de Flutuar” duo com a cantora e compositora Vanessa Moreno. Para conhecer, acesse: http://www.salomaosoares.com.br/.

 

 

O projeto 40tena Cultural

O projeto 40tena Cultural, que começou em março de 2020 com uma programação consecutiva, já realizou mais de 100 atividades e interagiu com mais de 40 mil pessoas. O 40tena Cultural, realizado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, tem como proposta incentivar as pessoas a ficarem em casa durante o período de isolamento social, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19). Semanalmente, são divulgadas atividades que abrangem desde as transmissões ao vivo com artistas e convidados até contação de histórias para crianças, shows, dicas e discussões de livros. Para acompanhar a programação semanal, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:

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Sobre a Fundação

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país. Em 2020, a Feira tornou-se internacional e entraria na 20ª edição. Por isso, recebeu recentemente nova identidade, apresentando-se como FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), mas sua realização foi remarcada para agosto de 2021, devido à pandemia do novo Coronavírus.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, ao longo de seus 20 anos, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura, com calendário de atividades durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

 

Atividades acontecem remotamente no perfil do Instagram e site da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, além da plataforma de reuniões Zoom

 

40tena Cultural – projeto da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto que leva atividades culturais, shows e bate-papos, divulga sua agenda de atividades para a próxima semana com dicas de leitura para crianças, bate-papo, o quadro fixo “Defenda seu Best” e o tradicional Núcleo de Contadores de Histórias.

 

A programação começa na segunda-feira (23/11) com a atividade “Dicas de leitura para crianças: Literatura negra e representatividade”, com a jornalista e escritora Elizandra Souza. O bate-papo acontece no Instagram (@fundacaolivrorp) e site da entidade (https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/), às 19 horas. Durante o encontro, a escritora irá trazer algumas dicas de literatura negra produzida para as crianças e destacará ainda a importância da pluralidade de vozes e personagens negras. “A proposta nesse bate-papo é aumentar o repertório e as referências das crianças negras, além de dicas de escritoras negras como Kiusam Oliveira, Mel Adún, entre outras”, adiantou Elizandra Souza.

 

Elizandra Souza. Foto: Fernando Solidade

 

 

Segundo ela, os pais devem ler mais para as crianças, já que elas enxergam nos adultos exemplos a serem seguidos. “Acredito que as crianças precisam ser íntimas dos livros e, para que isso aconteça, é importante que o adulto leia para a sua criança. Aprendemos muito com o exemplo”, destaca a autora.

 

Na quarta-feira (25/11), às 19h, a série “Defenda seu Best” será sobre o livro Mulheres que amam demais, de Robin Norwood. O encontro terá a participação da poeta Kimani e será mediado pela psicóloga Mari Luz. Kimani pretende contar sobre sua vivência como mulher negra e dividir com quem está participando algumas situações que passou, fazendo relação com algumas partes do livro. “É esse processo de podermos conversar que nos identificar uns com os outros”, comenta.

 

Kimani. Foto: Sergio Silva

 

Sobre o livro, Kimani destaca a dificuldade em digerir alguns pontos quando ela se identificou com o enredo. “De modo geral, nós mulheres temos uma tendência a priorizar os relacionamentos e estarmos muito mais disponíveis para as outras pessoas, até mais do que para nós mesmas. É isso que o patriarcado faz conosco”, disse. Para ela, o principal ponto positivo de bate-papos como esse é que as mulheres precisam se identificar e conversar umas com as outras. “É um processo de conscientizar as mulheres”, conclui.

 

 Mari Luz

 

Na sexta-feira (27/11), às 19h, durante transmissão ao vivo pelo Instagram e plataforma da entidade, acontece mais um bate-papo, em parceria com o Centro Cultural Orunmila, com o tema: “Conceito é como visgo... (Muniz Sodré) Povos tradicionais de matriz africana”. A atividade será com o cientista social Pedro Neto, com mediação da historiadora Silvany Euclênio.

 

Pedro Neto. Foto: Fernanda Procopio

 

Núcleo de Contadores de Histórias

O tradicional encontro do Núcleo de Contadores de Histórias se reúne, mais uma vez em 2020, remotamente. Organizado e mediado pela atriz Míriam Fontana, a atividade do próximo sábado (28/11), às 10h, terá seis contadores como convidados especiais, são eles: Ademir Apparício, Carol Capacle, Claudete Feijó, Michele Maria, Monalisa Machado e Thaís Foresto. O encontro será realizado através da plataforma de reuniões Zoom (o link para acesso está disponível na bio do perfil da Fundação no Instagram).

 

Mirian Fontana. Foto: Jair Correia

 

Segundo a atriz, o encontro terá uma atividade lúdica corporal, roda de histórias e, para finalizar, uma roda de conversa on-line, com a participação dos convidados. “O tema dessa roda de conversa será como as histórias me fizeram companhia nestes meses de reclusão social e qual a perspectiva as histórias me apontam para o ano que se aproxima”, adianta Míriam.

 

Ela ainda ressalta que os participantes estão livres para contar a história de sua preferência. “Novembro é nosso último encontro do ano. As histórias terão uma abrangência para todas as idades. Elas são como presentes e poderão conter uma voz que abrace os acontecimentos deste ano e nos projetar para o novo amanhã”, conclui a coordenadora.

 

SERVIÇO:

“Dicas de leitura para crianças: Literatura negra e representatividade”
Com: Elizandra Souza, jornalista e escritora
Data: 23/11, 19h

Plataforma: Live pelo Instagram (@fundacaolivrorp) e site da Fundação (https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/)

 

 

Defenda seu Best |  “Mulheres que amam demais”, de Robin Norwood;
Com: Kimani, poeta, e Mariana Luz, psicóloga
Data: 25/11, às 19h

Plataforma: Live pelo Instagram (@fundacaolivrorp) e site da Fundação  (https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/)

Conceito é como visgo... (Muniz Sodré) Povos tradicionais de matriz africana
Com:
 Pedro Neto, cientista social e Silvany Euclênio, historiadora
Data: 27/11, 19h

Plataforma: Live pelo Instagram (@fundacaolivrorp) e site da Fundação (https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/)

Núcleo de Contadores de Histórias
Com: 
Míriam Fontana, Ademir Apparício, Carol Capacle, Claudete Feijó, Michele Maria, Monalisa Machado e Thaís Foresto
Data: 28/11, 10h
Plataforma: reunião pelo ZOOM

 

40tena Cultural

Durante mais de sete meses de programação consecutiva, a 40tena Cultural já realizou mais de 70 atividades e interagiu com mais de 25 mil pessoas. O projeto, realizado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, tem como proposta incentivar as pessoas a ficarem em casa durante o período de isolamento social, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19). Semanalmente, são divulgadas atividades que abrangem desde transmissões ao vivo com artistas e convidados até contação de histórias para crianças, shows, dicas e discussões de livros. Para acompanhar a programação semanal, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:

Instagram (@fundacaolivrorp)
Facebook (facebook.com/FundacaodoLivroeLeituraRP)
Linkedin (fundacaolivrorp)
Twitter (@FundacaoLivroRP)
Youtube (FeiraDoLivroRibeirao)
Plataforma www.fundacaodolivroeleiturarp.com

Atividade irá debater o livro “Teatro das Oprimidas: estéticas feministas para poéticas políticas” e será realizada remotamente através de transmissão ao vivo no Instagram e nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

 

 

 

 

Completando a semana de atividades da 40tena Cultural – evento promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto que leva atividades culturais, debates, contações de histórias e shows on-line – acontece nesta quinta-feira (12/11), às 19h, bate-papo com a escritora e diretora teatral, Bárbara Santos. O encontro, mediado pela atriz e produtora cultural, Adriana Scannavez, irá abordar o livro “Teatro das Oprimidas: estéticas feministas pra poéticas políticas”, de autoria de Bárbara Santos. A atividade será transmitida, ao vivo, pelo Instagram e nova plataforma da instituição https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/).

 

 

“Teatro das Oprimidas: estéticas feministas pra poéticas políticas” é a terceira obra de Bárbara, resultado de uma experiência teatral que contou com uma equipe de atrizes teatrais feministas - a Rede Ma(g)dalena Internacional. O livro mostra um trabalho investigativo e metodológico do convívio que teve com o grupo. “Fazer o livro foi parte desse processo: fui anotando a parte prática e estrutura da Rede. É resultado desses encontros e experiências que tive”, comenta a autora.

 

Ela conta que o livro é fruto do impacto na vida das pessoas, em que dezenas de grupos feministas formaram a Rede, com diversos festivais. “É um trabalho, ao mesmo tempo, que é fruto do impacto das vidas de centenas de mulheres envolvidas nesse projeto. Para muitas feministas, esse livro vai se tornar uma espécie de ferramenta de trabalho”, destaca.

 

Por dialogar para um público diferente, durante o bate-papo on-line, a autora acredita que vai levar o assunto para pessoas que, talvez, não tenham tido acesso à publicação. “Tenho uma expectativa de alcançar outras áreas e pessoas, além dos meus seguidores. São pessoas que vão poder entrar no debate, e quero ampliar essa discussão”, revela.

Bárbara Santos é atriz, dramaturga, performer, diretora teatral, autora de três livros e fundadora da Rede Ma(g)dalena Internacional de Teatro das Oprimidas, formada por grupos de artistas-ativistas da América Latina, África e Europa. Vive em Berlim desde 2009 onde é diretora artística do espaço teatral KURINGA.

 

PROGRAMAÇÃO SÁBADO

No sábado (16/11), às 16h, acontece mais uma atividade da 40tena Cultural: a contação de história “Da criação do mundo às lendas tribais africanas”, com o ator Evaristo Moura ou, como é conhecido, La Diva Croquete. A história contará a visão do povo africano sobre a criação do mundo, citando a religião e seus orixás, com toda a história do folclore africano. “Já estou preparando o figurino, pensando em todo o enredo das histórias, e espero transmitir conhecimentos, histórias e o lúdico com os contos”, destaca Evaristo.

 

SERVIÇO

Bate-papo: “Teatro das Oprimidas: estéticas feministas para poéticas políticas”
Data: 
12 de novembro (quinta-feira), às 19h
Redes: https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/) e Instagram (@fundacaolivrorp)
Com: Bárbara Santos, autora do livro, e mediação de Adriana Scannavez, atriz e produtora cultural

 

Contação de História: “Da criação do mundo às lendas tribais africanas”
Data: 14 de novembro (sábado), às 16h
Redes: https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/) e Instagram (@fundacaolivrorp)
Com: Evaristo Moura, ator

 

 

40tena Cultural

Durante mais de sete meses de programação consecutiva, a 40tena Cultural já realizou mais de 70 atividades e interagiu com mais de 25 mil pessoas. O projeto, realizado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, tem como proposta incentivar as pessoas a ficarem em casa durante o período de isolamento social, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19). Semanalmente, são divulgadas atividades que abrangem desde as transmissões ao vivo com artistas e convidados até contação de histórias para crianças, shows, dicas e discussões de livros. Para acompanhar a programação semanal, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:

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Youtube (FeiraDoLivroRibeirao)
Plataforma www.fundacaodolivroeleiturarp.com

 

Sobre a Fundação

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país. Em 2020, a Feira tornou-se internacional e entraria na 20ª edição. Por isso, recebeu recentemente nova identidade, apresentando-se como FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), mas foi remarcada para agosto de 2021, devido à pandemia do novo Coronavírus.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, ao longo de seus 20 anos, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura, com calendário de atividades durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

 

28 set/20

Ação “20 Horas de Literatura”, promovida pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Sesc SP e Prefeitura Municipal, é exemplo de como a área da cultura pode conviver com os reflexos gerados pela pandemia do novo Coronavírus. Durante uma semana, foram 20 encontros ao vivo, transmitidos direto do palco do Theatro Pedro II, pela sua nova plataforma. O conteúdo ainda pode ser acessado no endereço www.fundacaodolivroeleiturarp.com

 

 

 

Primeiro setor a paralisar suas atividades por conta da pandemia do novo Coronavírus, ainda em março de 2020, e, provavelmente, o último a retomar plenamente o seu cotidiano produtivo, a cultura vive um momento de adaptações, bem como uma forte necessidade de reinvenção. No ano em que completa 20 anos, a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto se viu obrigada a cancelar o encontro do público com os livros e seus autores e anunciar uma nova edição, marcada para agosto de 2021. Mas, nem por isso, a data não deixou de ser comemorada.

 

Realizada entre os dias 14 e 18 de setembro, a ação “20 Horas de Literatura”, promovida pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Sesc SP e Prefeitura Municipal, movimentou o setor da economia criativa local em torno do debate sobre 20 palavras que marcaram as duas últimas décadas. Todo o evento foi transmitido de forma on-line, pela nova plataforma da Fundação, bem como em seus perfis em redes sociais, como Facebook e YouTube – que já estão disponíveis para acesso. Um uso intenso da tecnologia que, se depender de quem produz cultura, é um caminho sem volta. “A pandemia trouxe uma releitura da classe artística e cultural como um todo, nos forçando a aproximarmos dos recursos e das potencialidades tecnológicas. Na minha opinião, as plataformas on-line serão a nova realidade para os projetos de economia criativa, bem como as ações de cunho colaborativo, por um bom tempo, até que, gradualmente, possamos criar produtos e ações híbridas - tanto presenciais quanto à distância. Para isso, teremos cada vez mais que estar antenados e preparados para as novas tecnologias e inovações”, acredita Viviane Mendonça, superintendente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e produtora cultural.

 

 

 

Desde o início das restrições de circulação e de atividades coletivas, por conta da Covid-19, a Fundação fez uso constante de recursos tecnológicos, que permitiram que o trabalho fosse realizado sem interrupções, oferecendo ao público transmissões de lives, contações de histórias, shows, performances e apresentações diversas pelas redes sociais, que formaram  a agenda da 40tena Cultural. “Acredito que o público também se beneficia destas novas produções e, com o tempo, se ajustará às novas propostas com mais engajamento, conforme as práticas tornarem-se hábitos”, avalia Viviane.

 

Processos colaborativos

 

Parceiro da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto na realização da Feira do Livro e outras produções culturais desde 2015, o Sesc SP também acredita que o momento é de reinvenção. “As crises sempre nos colocam para pensar e este tem sido um momento muito importante para repensarmos nossas ações, repensar públicos, formas de realizar as atividades de maneira adequada e com segurança para o público, os artistas e os trabalhadores da área cultural”, opina Lucas Molina, gerente adjunto do Sesc Ribeirão, que aponta outra característica dos novos tempos de pandemia: o fortalecimento das ações colaborativas. “Agora, mais do que nunca, o setor cultural está em um movimento muito colaborativo. Você tem muitas parcerias, muitos eventos ocorrendo de forma que antes seria impensável. Acredito que este seja o novo modelo da área cultural, uma maior aproximação dos agentes no território e produções mais inovadoras neste sentido, com realizações menos individuais”, diz.

 

Oportunidades para a cadeia produtiva

 

O estudo nacional “Impactos da COVID-19 na Economia Criativa”, realizada pelo Observatório da Economia Criativa da Bahia e divulgado em agosto pela Agência Brasil, revelou que 50,2% das organizações culturais tiveram que demitir em função da pandemia e 65,8% fizeram reduções em contratos. Por outro lado, 45,1% dos profissionais e 42% das empresas conseguiram desenvolver novos projetos durante o período de isolamento social. Parcela de 12% dos indivíduos e 18% das organizações consultados buscaram novas formas de geração de receita, entre elas, a antecipação de venda de ingressos, campanhas de doação ou de financiamento coletivo. A pesquisa foi feita entre 27 de março e 23 de julho passado, com um total de 2.608 entrevistados, sendo 969 organizações e 1.639 pessoas físicas de todas as áreas relacionadas à arte, cultura e economia criativa.

 

Os números do estudo mostram uma realidade que também pode ser verificada em Ribeirão Preto e região. “Grande parte do setor tem suas atividades ligadas a eventos e aglomeração de público. Então o impacto foi e ainda é grande. Muitos tiveram que adaptar seus ofícios ou tiveram que trabalhar em alguma outra área, mesmo que ainda dentro do setor criativo. Minhas expectativas são de uma volta lenta da normalidade do setor. Sem a vacina (contra o novo Coronavírus), ainda teremos que ser muito criativos nas adaptações de todas as linguagens”, reflete Tomate Renato Vital, do Coletivo Fuligem de Comunicação e Arte, que trabalhou com uma equipe de cinco pessoas na transmissão das “20 Horas de Literatura”, cuidando da direção de fotografia, direção de cortes e som. “Eventos como esse agregam muito ao público, mas muito também a toda cadeia produtiva do setor, desde os escritores, até os técnicos e produtores, que também precisam trabalhar e ter renda em um momento de crise como o que estamos passando”, reconhece Tomate.

 

Apoio às iniciativas culturais

 

 

 

 

A realização do evento, em formato inédito na história da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, foi viabilizada pela parceria, patrocínio e apoio de 30 empresas e instituições públicas ou privadas. “Acreditamos no poder transformador que a educação e a cultura possuem na sociedade, por isso, apoiar e efetivamente contribuir com a viabilização de ações e eventos com essa finalidade enobrecem nossa corporação e contribuem para a construção de uma sociedade melhor”, afirma Paulo Roberto de Oliveira, CEO da GS Inima Ambient, um dos patrocinadores ouro do evento on-line da última semana e da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. “Acreditamos que essa nova modalidade de interação com o público, além de contribuir para a união das pessoas através do conhecimento e da informação, intensifica nosso poder de penetração nos mais diversos cenários e realidades. Com isso, podemos levar bons conteúdos e disseminar nosso entusiasmo em querer construir uma sociedade melhor”, completa Oliveira.

 

Balanço 20h de Literatura

 

Ao todo, 113 profissionais, entre escritores, mediadores, mestres de cerimônia, produtores, diretores, assistentes, bailarinos, jornalistas e intérpretes de Libras estiveram envolvidos na realização do evento 100% on-line “20 Horas de Literatura”, que resultou também no lançamento do e-book “20 Palavras: Leituras sobre o Agora”, editado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, em parceria com Edições Sesc, e que traz 20 textos dos 20 autores que participaram da semana de debates em torno das 20 palavras.

 

Durante uma semana, mais de 3 mil espectadores, com média de 635 pessoas por dia, participaram do evento como plateia online de 18 países como Brasil, Canada, Chile, Finlândia, França, Índia, Irlanda, Filipinas, Portugal, EUA, entre outros. A maior concentração de público foi das cidades de Ribeirão Preto, São Paulo, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto e Campinas, totalizando a participação de 25 estados brasileiros.  Mais de 5 mil pessoas visitaram a nova plataforma da Fundação durante a semana do evento.

 

O primeiro dia do evento (14/9) trouxe debates em torno de palavras contemporâneas como Globalização (Cairo Junqueira), Governança (João Luiz Passador), Identidade (Lilian Rosa) e Corrupção (Cristiano Pavini). O segundo dia (15/9) contou com   Protagonismo (Marcelino Freire), Sustentabilidade (Daniel Munduruku), Terrorismo (Juliana De Paula Bigatão) e Empatia (Mafoane Odara). No dia 16/9, o evento girou em torno dos vocábulos: Refugiados (Diego Souza Merigueti), Intolerância (Patricia Teixeira Santos), Democracia (Renato Janine Ribeiro) e Cidadania (Sandra Molina). No quarto dia (17/9), as palavras analisadas foram: Empoderamento (Amara Moira), Resiliência (Marlene Trivellato Ferreira), Humanização (César Nunes) e Disruptura (Adriana Silva). No último dia (18/9), a programação se dirigiu a palavras como Googlar (Guilherme Nali), Fake News (Lucas E. S. Galon), Selfie (Murilo Pinheiro) e Agenda (Galeno Amorim).

 

Debates disponíveis na rede

 

Todos os debates promovidos ao vivo ao longo da semana e transmitidos diretamente do palco do Theatro Pedro II estão disponíveis para serem assistidos pela plataforma de conteúdo da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto na internet (www.fundacaodolivroeleiturarp.com) – lá também pode ser baixado gratuitamente o e-book “20 Palavras: Leituras sobre o Agora”. Além disso, uma cobertura jornalística de cada tema também foi realizada e está disponível no site para consulta.

 

Patrocinadores e parceiros

 

O Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal, Sesc SP e Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto apresentam 20 horas de Literatura. O evento tem Patrocínio Ouro das empresas: Alta Mogiana, GasBrasiliano, Gs Inima Ambient, São Francisco; Patrocínio Prata: Savegnago Supermercado; Patrocínio Bronze: Passalacqua. Pedra Agroindustrial, Ribeirão Shopping e RiberFoods; Patrocínio: ACIRP – Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, São Martinho e Tanger. Tem como Instituição Cultural o SESC SP – Serviço Social do Comércio e apoio cultural da ALMA – Academia Livre de Música e Artes, Coderp, Fundação Dom Pedro II e Theatro Pedro II, Santa Helena, Sicoob Cooperac, Stecar, Grupo Utam e Grupo Via Brasil. Realização:  Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Secretaria da Cultura de Ribeirão Preto, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Brasil – Governo Federal.

Para marcar a data histórica, evento será realizado em formato 100% digital, entre os dias 14 a 18 de setembro, das 18h às 22h. A Fundação do Livro e Leitura também lança sua nova plataforma digital, que será o canal de transmissão dos debates e de produção permanente de conteúdo a partir de agora. Participam escritores e educadores. Serão 20 horas com conteúdo gratuito e aberto a todos interessados

 

 A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto promove, em parceria com o SESC SP e a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, a ação “20 Horas de Literatura” para comemorar os 20 anos da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL), entre 14 e 18 de setembro. Com a participação de autores e educadores do cenário brasileiro, a comemoração tomará espaço em uma plataforma digital recém-lançada. O canal transmitirá as atividades ao vivo direto do Theatro Pedro II – o palco mais tradicional para os debates da Feira ao longo de sua história e em alguns casos terá interação com videoconferência com os palestrantes. Na ocasião, também será lançado um e-book “20 palavras. Leituras sobre o Agora”, contendo os textos dos convidados.

 

 

Adriana Silva

 

Com formato 100% digital para as 20 horas de literatura, o objetivo principal é  promover debates sobre literatura, educação e cultura. Para Adriana Silva, presidente interina da Fundação e curadora da FIL, o evento trará questões atuais e que refletiram nas decisões tomadas nos últimos 20 anos. “O debate é autêntico e esse tema escolhido pela Fundação deu a ele vivacidade, estando em sintonia com o que está acontecendo no mundo hoje”, afirma.

A ação literária traz uma proposta criativa: a Fundação escolheu 20 palavras que definiram os últimos 20 anos no mundo (tais como globalização, identidade, intolerância, democracia e cidadania) e 20 autores para discutirem sobre cada uma delas. A programação já está toda delineada para cinco dias de evento com carga horária de quatro horas por dia, sempre das 18 às 22 horas.

Mauro Cesar Jensen, gerente regional do SESC Ribeirão, diz que comemorar os 20 anos da FIL representa o reconhecimento da Feira do Livro de Ribeirão Preto, que se torna internacional, como um dos eventos de grande relevância cultural e social para a cidade e avalia que, os eventos literários são de extrema importância, pois, promovem conhecimento, lazer e socialização, podendo inclusive estimular o desenvolvimento do turismo no munícipio e sua região. “Tendo como missão institucional, a promoção de ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, de seus familiares e da comunidade em geral, objetivando o desenvolvimento de uma sociedade justa e democrática, para o Sesc, a parceria com a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, só faz reforçar esses valores”.

Para Jensen, neste momento em que a grande parte dos eventos, incluindo culturais, literários, educativos, são apresentados através das plataformas digitais, o debate promovido pelas 20 horas de literatura se faz necessário. Na opinião da gerência regional do SESC, a inclusão digital se refere justamente à tentativa de garantir a um número maior de pessoas o acesso às tecnologias, estando relacionado à acessibilidade das pessoas e isso se torna muito importante. “Essas tecnologias podem trazer benefícios à população, principalmente de maior vulnerabilidade social que para além de uma maior interação com o universo digital, podem ter acesso a um conteúdo cultural diverso”, destaca.

Os interessados em participar podem se inscrever pela nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura: www.fundacaodolivroeleiturarp.com e após a finalização do evento terão direito a certificados online para impressão pessoal. O conteúdo também estará disponível em outras plataformas: (YouTube) e redes sociais da Fundação.

Para saber mais informações e acompanhar as novidades do evento, basta acessar os endereços eletrônicos:
Nova plataforma de conteúdo:  www.fundacaodolivroeleiturarp.com
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Programação

 

João Luiz Passador

No dia 14/9, primeiro dia do evento, os temas discutidos são voltados para questões políticas. O docente de Relações Internacionais na Universidade Federal de Sergipe, Cairo Junqueira, discutirá o tema “Globalização”. Já o professor titular da FEA-USP de Ribeirão Preto, João Luiz Passador, falará sobre "Governança". A historiadora e ex-diretora do Patrimônio Cultural, Lilian Rosa, discutirá “Identidade”. O repórter, ativista local em transparência e controle social e coordenador no Instituto Ribeirão 2030, Cristiano Pavini, abordará “Corrupção”.

 

 

 

Marcelino Freire

No segundo dia, 15/9, o escritor premiado Marcelino Freire, que foi autor do projeto Combinando Palavras da 19ª FIL em 2019, e conta com dois Prêmios Jabutis e um Prêmio Machado de Assis, abordará o termo "Protagonismo". O escritor e professor da etnia indígena Munduruku, Daniel Munduruku, apresentará o tema "Sustentabilidade".  Juliana De Paula Bigatão, professora da Unifesp, falará sobre "Terrorismo". A última convidada do dia, Mafoane Odara, é psicóloga, gerente do Instituto Avon e lidera iniciativas de enfrentamento às violências contra mulheres – e trará sua análise sobre “Empatia”.

 

 

 

Renato Janine

O dia 16/9 trará temas relacionados à tolerância e acolhimento das diferenças. Diego Souza Merigueti é advogado e participa com o tema "Refugiados". Patricia Teixeira Santos, historiadora e autora de dois livros, conversa sobre "Intolerância". Renato Janine Ribeiro já foi ministro da Educação do Brasil em 2015, é filósofo, escritor e cientista político e debate o tema "Democracia". A historiadora e autora de livros Sandra Molina  discute "Cidadania”.

 

 

Amara Moira

No quarto dia, 17/9, os temas unem o respeito às individualidades. Amara Moira, que esteve na 19ª edição da Feira do Livro e também mais recentemente marcou presença na 40tena Cultural, falará sobre “Empoderamento”. Ela já participou de um “Ted Talks”, é escritora, professora de literatura, transexual e feminista. Já a psicóloga Marlene Trivellato Ferreira participa com o tema "Resiliência" e o educador brasileiro César Nunes apresenta a palavra "Humanização". A educomunicadora Adriana Silva, presidente interina da Fundação do Livro e Leitura e ex-secretária da Cultura de Ribeirão Preto, vai falar sobre "Disruptura”.

 

 

Galeno Amorim

No último dia, 18/9, a programação se dirige a temas da atualidade. Guilherme Nali é jornalista com atuação na EPTV, historiador e mestrando em políticas públicas e conta sobre o novo termo “Googlar”. O presidente interino e diretor artístico da Academia Livre de Música e Artes (Alma), Lucas E. S. Galon, conversa sobre as temidas “Fake News”. O diretor da revista Revide, Murilo Pinheiro, fala sobre "Selfie". Para finalizar as “20 Horas de Literatura”, o ex-secretário municipal de Cultura de Ribeirão Preto (e um dos fundadores da Feira do Livro), Galeno Amorim, discute o tema "Agenda”.

Além de todos os palestrantes confirmados, a Fundação do Livro também convidou o grupo Alma (Academia Livre de Música e Artes), sob a direção de José Maurício Cagno, para produzir 21 vídeos de 2 a 7 minutos. São produções artísticas que envolvem performances da música, cinema e teatro e ajudam a dar sentido às 20 palavras que movimentaram as últimas duas décadas.

 

Durante o evento, também será lançado um e-book de nome “20 palavras. Leituras sobre o Agora”, produzido para eternizar as celebrações dos 20 anos da Feira Internacional do Livro (FIL). A obra conta com a colaboração do Sesc SP - instituição parceira  da Fundação na realização da FIL,  e prefácio de Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo. Reúne textos dos autores convidados com o intuito de reforçar o diálogo e pensamentos sobre as palavras que norteiam o evento. O exemplar online ficará disponível na nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto de forma gratuita. A programação completa pode ser acessada pela nova plataforma: www.fundacaodolivroeleiturarp.com.

 

Feira foi remarcada para 2021

A FIL já se tornou um evento tradicional no interior de São Paulo. Nas suas 19 edições acumuladas, abrigou 5,9 milhões de pessoas, teve mais de 300 atividades oferecidas a cada ano e recebeu 3 mil escritores e 15 mil estudantes. Em 2020, ela completaria os seus 20 anos em sua primeira edição internacional, mas tais projeções tiveram de ser remodeladas em função da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

“Chegamos a pensar em realizar a Feira em um modelo virtual, mas depois desistimos: A FIL é contato, é troca de experiência. A feira é o menino pegar o livro na mão, é o menino ver o teatro. É o leitor conversar, dialogar e trocar uma ideia com o autor”, reflete a curadora do evento, Adriana Silva. Ela conta que, apesar de a troca literária ser sempre muito válida e intensa, a experiência não seria a mesma se o evento fosse feito por plataformas digitais. Por isso, a 20ª edição da FIL foi adiada para 2021.

Mas essa data histórica não poderia passar em branco. “Para comemorarmos, vamos realizar este encontro literário digital, com referência aos 20 anos de construção da FIL”, conta ela. A ação “20 horas de Literatura” será transmitida a partir da nova plataforma online da Fundação em formato streaming (www.fundacaodolivroeleiturarp.com). O canal institucional traz a história destes 20 anos, com material documental, informações, projetos, ações, eventos, fotos, vídeos e será retroalimentado semanalmente, lançando novidades e novos produtos da entidade.

Essa intensa imersão digital será a primeira após a experiência de sucesso da Fundação com a 40tena Cultural – projeto que a instituição criou para proporcionar atividades culturais durante o período de isolamento social e chegou a atrair mais de 20 mil pessoas.

 

Sobre a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país. Em 2020, a Feira entraria na 20ª edição e se tornou internacional. Por isso recebeu recentemente nova identidade, apresentando-se como FIL - Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, mas foi remarcada para 2021 devido à pandemia de Coronavírus.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, ao longo de seus 20 anos, a entidade ganhou experiência e atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

 

SERVIÇO

O que: “20 Horas de Literatura”

Quando: 14 a 18 de setembro

Horário: 18h às 22h

Onde: Captação de vídeos do Theatro Pedro II com transmissão (ao vivo) pela nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura.

Acesso pela plataforma:  www.fundacaodolivroeleiturarp.com e redes sociais da instituição.

Participação: aberta e gratuita, porém, interessados em certificados devem se inscrever com antecedência.

 

 

Foi esse o  movimento que  o autor acompanhou em suas publicações replicadas pelas redes sociais. Hoje tem mais de 500 mil seguidores no Instagram e é conhecido pela linguagem simples e lírica. O instapoeta participa de live da 40tena Cultural no dia 19 de agosto, a partir das 19h

 

O projeto 40tena Cultural promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto traz na nesta quarta-feira (19) o escritor Lucão para uma live com o tema “Instapoetas – escrita criativa”, a partir das 19h, no Instagram da Fundação (@fundacaolivrorp).

 

O goiano Lucão, 35 anos, tem meio milhão de seguidores na plataforma Instagram e com a chegada das redes sociais ficou conhecido por poemas e textos que passou a publicar nos seus canais. Como instapoeta conduz sua produção com leveza e lirismo, características resultantes de seu olhar atento em buscar a poesia nas coisas simples.

O salto da internet para as páginas impressas do livro aconteceu em 2006, quando foi convidado por uma editora a publicar pela primeira vez e viu que a história ficaria mais séria. Ele, que era publicitário, a princípio levou as duas profissões como vidas paralelas, mas sempre encarou a literatura como um prazer que exigia rigor.

 

 

Três anos depois do lançamento do primeiro livro, uma decisão foi necessária: acabou deixando a publicidade para viver, exclusivamente, da literatura e do trabalho com a escrita. “Foram 15 anos desde que comecei a escrever para publicar o primeiro livro. Uma transição lenta e madura, como precisava ser”, analisa o autor. Até hoje, já escreveu três livros de poesia “É cada coisa que escrevo só para dizer que te amo”, “Telegramas” e “Dois Avessos”; e um de crônicas “Viver não pode ser só isso”, em três volumes. 

 

A tendência para a literatura surgiu cedo e dentro de casa. O escritor conta que foi incentivado primeiro pela mãe, que sempre foi uma grande leitora e isso o encantou muito. “Eu adorava vê-la lendo, estudando. Foi um exemplo. Ela também mantinha sempre muitos livros em casa. Um dia, comecei a fazer uso de alguns deles e me apaixonei também pela literatura”. Já o pai, por ser jornalista e apresentador de programas de rádio e TV gerou nele um fascínio pela comunicação. “Meu caminho acabou sendo através da palavra escrita, sem dúvida, influenciado pelos dois”. E não parou mais.

 

Influências e carreira
Lucão diz que Luis Fernando Veríssimo é um dos responsáveis por ele usar uma linguagem mais simples e popular e enumera poetas que também o influenciam na escrita, como Mario Quintana, Manoel de Barros, Adélia Prado, Pablo Neruda, Ferreira Gullar, a maioria apresentados a ele por Rubem Alves. O que o atrai nestes autores é a riqueza e a simplicidade nos versos. Já quanto aos romancistas cita García Márquez, Elena Ferrante, Domenico Starnone e explica que tanto os recentes quanto os antigos, o influenciam o tempo todo. “Gosto das novidades, mas sempre volto aos meus mestres”.

 

Para o escritor, trabalhar com literatura exige organização financeira e planejamento. “É uma jornada difícil. Bastante, mas possível. Principalmente para quem ama esse universo como eu amo”.

A popularidade de Lucão nas redes sociais aconteceu de forma natural. Segundo o instapoeta não houve nada repentino, mas basta acessar o seu canal que lá estão mais de 500 mil seguidores, que ele atraiu durante 10 anos publicando na internet. “Eu não imaginava, mas as pessoas pegavam os poemas e replicavam, como uma mensagem de coragem ou declarações amorosas. A poesia servindo para a reflexão ou para o amor. Foi um movimento interessante”. Quando percebeu, uma centena de milhares de pessoas o seguiam e aí entendeu que havia perdido as suas redes sociais para ele mesmo.

 

Essa proximidade do instapoeta com o internauta é vista por Lucão como algo positivo, mas afirma que não pensa nisso para ter mais liberdade ao escrever.  Ele prefere não ficar preso no que irão pensar ou em como irão reagir com sua escrita, mas confessa que adora ver os leitores presentes e se manifestando com apreço pelo que escreve. “Tem um valor isso e eu retribuo respondendo, sempre que posso. É uma relação de muito respeito e até amizade”, conclui.

 

Produção no isolamento
Estar em isolamento é algo que ele já vinha experimentando com a profissão de escritor, pois sempre trabalhou em casa. A pandemia não mudou muito a sua rotina, mas mexeu com sua autocrítica. No começo, ele achou que sua escrita estava boa, depois passou a achá-la ruim. Agora deixou de avaliar e diz que só aceita tudo que tem feito neste período. “São tantas notícias, tantas outras guerras que a gente precisa travar e vencer nesse momento que, sem dúvida, afetou minha escrita”.

 

Para vencer o momento, ele confessa que tem lido bastante, talvez mais do que antes.  No momento, o autor tem escrito histórias que ainda não sabe avaliar qualitativamente e optou pela diversificação dos gêneros. “Escrevi muito mais crônicas. Aliás, até lancei uma coletânea de crônicas, um livro em 3 volumes, o “Viver não pode ser só isso”, pela Amazon/Kindle”. A coletânea traz histórias baseadas em memórias, em reflexões de experiências vividas. Essa obra o ajuda a pensar na vida de hoje.

 

Quanto a à poesia, ele conta que perdeu o controle dos versos. “Ora quero um poema de amor, mas o poema não sai. Sai zangado. Ora é o contrário, quero um poema zangado e sai amoroso”, destaca. O escritor esclarece que passar pela pandemia sem ser afetado seria também um sinal horrível sobre ele.

A conversa com Lucão na live da Fundação do Livro e Leitura é aberta e gratuita e será mediada por Fran Micheli, jornalista ribeirão-pretana e autora do livro “Impróprio para Consumo”, e de uma reunião de crônicas e textos publicados em seu blog “Mãe, já acabei”, que está na internet há mais de 12 anos.

 

 

40tena Cultural
Durante mais de três meses de programação consecutiva, a 40tena Cultural já realizou quase 50 atividades e interagiu com mais de 15 mil pessoas. O projeto, realizado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, tem como proposta incentivar as pessoas a ficarem em casa durante o período de isolamento social, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19). Semanalmente são divulgadas atividades que abrangem desde as transmissões ao vivo com artistas e convidados até contação de histórias para crianças, show, dicas e discussões de livros. Para acompanhar a programação semanal, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:

 

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Sobre a Fundação
A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país, realizada tradicionalmente no mês de junho.  Em 2020, a Feira entra na 20ª edição, torna-se internacional e recebe nova identidade, apresentando-se como FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto).

 

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

Segunda publicação de Guto Junqueira, "2000 e DZ9" resgata 37 artigos veiculados semanalmente durante o ano passado no portal "ACidadeON" repercutindo assuntos políticos, comportamentais e culturais, entre outros

 

 

Nem faz tanto tempo assim, pois os textos foram veiculados quase que semanalmente, ao longo de 2019, a partir do mês de fevereiro no portal “ACidadeON”, mas em razão da crise do coronavírus seu conteúdo ganhou um significado diferente ao retratar nossa sociedade às vésperas da pandemia. Por isso, o jornalista Guto Junqueira resolveu publicar em livro e em ordem cronológica seus artigos escritos no ano passado e que trazem em suas páginas temas políticos, comportamentais e culturais, entre outros, refletindo um pouco do “velho” normal que alcançava o radar do articulista.

 

Com o sugestivo nome de “2000 e DZ9”, o livro, o segundo lançado pelo autor este ano – o primeiro foi “O ruído do inquieto” – reúne 37 textos repercutindo o governo Bolsonaro, reformas, economia, geopolítica, cinema, literatura, costumes, ficção, viagens e cotidiano, entre outros. O leitor recupera assuntos que foram notícia recentemente e que passaram a fazer parte de um passado cada vez mais distante em razão da pandemia. Ao mesmo tempo, cada artigo traduz quais fatos chamavam a atenção do autor no decorrer de 2019 a ponto de serem transformados em textos escritos ora com rigor jornalístico, ora com bom humor, mas sempre fluentes e representativos da capacidade de Guto Junqueira de traduzir a realidade que o cerca.

 

Uma live no Instagram do autor com o professor e escritor Luiz Puntel, que também é articulista de ACidadeON, acontece na quarta-feira, dia 12 de agosto, às 21 horas, pelos perfis @oficinaliterariapuntel e @gutojunqueirajr. A conversa abordará o novo livro e outros temas relacionados ao ofício de escrever e manter uma coluna de jornal. Lançado com selo da Editora Outras Palavras, com prefácio do jornalista Luis Eblak e capa criada pelo artista Renato Andrade, “2000 e DZ9” está disponível nas principais plataformas de venda digital – Amazon, Americanas, Submarino – a partir de R$ 26,90 + frete, ou direto com o autor em Ribeirão Preto pelo whatsapp 98123-2496.

 

Mineiro de BH, Guto Junqueira é jornalista formado na USP, viveu em Londres, viajou por mais de 25 países, subiu montanhas e sempre registrou suas experiências e emoções, resumidas no livro “O ruído do inquieto”, lançado pelo autor em 2020 em plena pandemia do coronavírus. Free lancer e articulista, dirigiu o documentário “O filme do meu irmão”. Diretor da Conceito Comunicação, mora em Ribeirão Preto há 30 anos.

O coletivo Encontrão Poético e o SESC Ribeirão promovem a edição virtual do “Slam da Cana - a Quebrada Resiste”. Slam são batalhas de poesia falada e teve início no Brasil há pouco mais de 10 anos, se alastrando por todo país, principalmente pelas periferias,  tornando-se um importante veículo de manifestação popular. 

 

 

Em Ribeirão Preto, o movimento surgiu no início de 2018, com o “Slam da Cana”, coordenado pelo coletivo “Encontrão Poético”. O movimento traz esse nome como uma maneira de ressaltar a memória e o protagonismo dos trabalhadores da cana de açúcar, que foram fundamentais para o desenvolvimento econômico do Brasil, principalmente na região de Ribeirão Preto que é conhecida como o grande mar de cana, dessa forma, somando com a cena  cultural independente da cidade. 

 

Para continuar movimentando o cenário cultural mesmo em tempos de isolamento social, o “Encontrão Poético” e o SESC Ribeirão Preto se uniram para realizar essa batalha de forma virtual. 

Sendo assim, os poetas se enfrentarão todas as sextas-feiras de julho (17, 24 e 31/7). A cada rodada um vídeo de três poetes será publicado na página do SESC Ribeirão e o público que irá escolher a poesia que mais gostou, levando as mais votadas para a grande final. A primeira batalha já aconteceu na última semana e os três poetas Ton, Kamila e Davi já estão na disputa. Essa semana mais três entram para a batalha.


O “Slam da Cana- a Quebrada Resiste” edição virtual acontece as sextas-feira, às 19 horas, no facebook do SESC Ribeirão Preto ( www.facebook.com/sescribeiraopreto). 

 

SERVIÇO
Slam da Cana- a Quebrada Resiste” edição virtual
Dias: (10, 17, 24 e 31/7)
Horário: 19 horas
Local: Facebook do SESC Ribeirão Preto ( www.facebook.com/sescribeiraopreto).

 

Nesta sexta-feira (5/6), às 17 horas, projeto cultural traz um debate com Amara Moira e DaCota Monteiro durante live no Instagram da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. O encontro é aberto e gratuito a interessados em literatura, cultura e artes

 

 

A agenda semanal do 40tena Cultural, projeto online que incentiva atividades culturais e interativas promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, apresenta nesta sexta-feira (5/6), às 17 horas, uma live  sobre literatura LGBTQIA+, com a escritora Amara Moira e a youtuber DaCota Monteiro. O encontro online acontece ao vivo pelo Instagram da Fundação (@fundacaolivrorp).

 

 

Amara Moira é professora, feminista, travesti, doutora em crítica literária pela Unicamp e colunista do Mídia Ninja. No ano passado, participou da 19º edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e deixou sua voz registrada durante o Salão de Ideias, no auditório Meira Junior lotado com um público que veio ouvir e debater sua ideologia e pensamentos. DaCota Monteiro é designer, drag queen performer e tem um canal no YouTube (dacotamonteiro) com mais de 25,4 mil inscritos. Juntas, irão abordar a literatura LGBTQIA+.

 

Tribunal Literário

A agenda do 40ntena Cultural desta semana começou nesta terça-feira (2/6) com o lançamento do Tribunal Literário, realizado ao vivo, pela plataforma Zoom e também transmitido pelo canal da Fundação no Youtube. A atividade, que tem o objetivo de incentivar a leitura, funciona como um julgamento de personagens dos clássicos da literatura.

Nesta primeira edição, a personagem julgada foi Maria Capitolina Santiago, a famosa Capitu, da obra ‘Dom Casmurro’, do escritor Machado de Assis, publicado em 1899. A atividade, coordenada pelo professor de Literatura e Língua Portuguesa e coordenador do Curso de Letras na Centro Universitário Barão de Mauá, André Alselmi, contou com a colaboração de Elaine Christina Mota e Melissa Velludo, que atuaram como advogadas de defesa de Capitu e Bentinho (Bento de Albuquerque Santiago), respectivamente. Mais de 100 pessoas participaram da atividade que puderam, inclusive, votar: defendendo ou julgando Capitu por infidelidade ao marido. Ao final, Capitu foi absolvida e não foi julgada com infiel ao marido, com mais de 80% dos votos da plateia online. O Tribunal Literário será realizado uma vez por mês dentro do 40ntena Cultural, sempre abordando um livro diferente.

 

O projeto
40tena Cultural tem a proposta de incentivar as pessoas a ficarem em casa em função do isolamento e distanciamento sociais decretado nas últimas semanas em combate ao coronavírus (covid-19) e conta com uma agenda semanal com atividades que vão desde lives (vídeos ao vivo em plataformas streaming) com artistas e convidados até contações de histórias para crianças, show, dicas e discussões de livros, entre outras ações.  A agenda de programação do 40tena Cultural está sendo divulgada semanalmente nas redes sociais da Fundação:

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Sobre a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, que foi criada em 2004 inicialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Com o tempo, a Fundação ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A entidade se mantém a partir do apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos privados e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do Proac.

 

Autora do best-seller 'Os Monólogos da Vagina' escreve, sob o ponto de vista de seu pai, - que a abusou na infância -, um comovente pedido de desculpas

 

 

De acordo com a pesquisa Datafolha de 2019, encomendada pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Dessas, 76,4% foram abusadas por pessoas próximas ou parentes.  Além disso, dados do Anuário de Segurança Pública 2019, no Brasil, mostram que a cada 4 horas, uma menina é estuprada por seu pai, padrasto, tio, primo ou vizinho.

 

Este foi o caso também de Eve Ensler, escritora, dramaturga e ativista feminista norte-americana, que foi abusada por seu pai dos 5 aos 10 anos de idade. Eve passou as últimas duas décadas em viagens pelo mundo denunciando homens por abusos sexuais e violência contra mulheres. Mundialmente conhecida pela obra Os Monólogos da Vagina, decidiu dar voz a seu pai em seu novo livro O Pedido de Desculpas, lançamento da Editora Cultrix, selo do Grupo Editorial Pensamento.

 

Por meio de um texto sucinto e revelador, em uma carta franca, cujo narrador é seu próprio algoz, a autora traz um olhar libertador sobre o tema do abuso feminino, seja ele de ordem sexual, moral ou material. Eve ainda mostra, de forma original e comovente, como, pelas feridas criadas na infância, podemos ressurgir e nos reinventar.

“Se você, mulher, fosse vítima de violência sexual e pudesse ‘acertar as contas’ com seu abusador, o que diria a ele? E o que esperaria obter de resposta? Como podemos deixar a humilhação de lado e encontrar a libertação tão necessária para que tenhamos uma vida mais plena após tanta violência e abusos? ”.  É por meio de perguntas como essas que Eve constrói a narrativa de sua obra que, mais do que um acerto de contas, é uma maneira de compreender, dialogar com o ser humano poder se libertar do passado.

 

Em entrevista à BBC, a autora revelou que “Era invasivo, asqueroso, então comecei a ver como a estranha adoração, a obsessão de meu pai por mim começou a eclipsar todo o resto. A situação começou a mudar quando chegou uma noite em que me afastei dele, fingi que estava morta. Foi nesta noite que o abuso sexual acabou. Eu tinha dez anos”. Ela conta também que, já no início da idade adulta, constantemente escrevia cartas ao seu pai, pedindo desculpas.  “Ele me fazia me sentir culpada, mas também havia uma parte de mim que acreditava que se eu pedisse perdão o suficiente, ele faria o mesmo, e isso nunca aconteceu. E os homens precisam aprender a se desculpar. E nunca ouvi um homem que cometeu um estupro ou violência física se desculpar publicamente”.

 

“Esta carta é uma invocação, um chamamento. Tentei fazer com que meu pai conversasse comigo a seu modo. Embora eu tenha escrito as palavras que eu precisava ouvir dele, tive que abrir espaço para que ele falasse sob meu intermédio”, diz ela, na apresentação do livro, que apresenta o texto como uma maneira de exorcizar os fantasmas do passado causados pelos abusos.

 

Escritora best-seller publicada em 48 idiomas e dramaturga com peças interpretadas em mais de 140 países, Eve Ensler foi escolhida uma das “150 Mulheres que Mudaram o Mundo”, pela revista norte-americana Newsweek e uma das “100 Mulheres Mais Influentes”, segundo o jornal britânico The Guardian. Seu trabalho como ativista contra a violência de gênero ganha mais um capítulo com este livro, para que outras mulheres, vítimas de quaisquer tipos de abusos, possam se libertar do mal que sofreram de forma definitiva.

 

Elogios ao livro:

 

“Como só ela sabe fazer, Eve Ensler conta a história da traição máxima que um pai poderia perpetrar com candura imbatível e graça imensurável. ” –  Anita Hill

 

“Uma ferida e ao mesmo tempo um ato impressionante de perdão... Eve Ensler amplia de maneira inexorável nossa compreensão da experiência humana. ”  – Michael Cunningham

 

“Um passo crucial no processo do fim da violência contra mulheres e meninas. Trata-se de um livro de necessidade premente no momento atual. ” – Jane Fonda

 

“Um verdadeiro triunfo do talento literário e da empatia de Eve Ensler. Um livro como nenhum outro. Nenhuma mulher será mais a mesma depois de lê-lo. ”  – Naomi Klein

 

Sobre a autora:

 

 

Eve Ensler é dramaturga, escritora, atriz e ativista vencedora do Prêmio Tony. Escreveu o best-seller internacional Os Monólogos da Vagina, ganhador de um Obie, publicado em 48 idiomas e interpretado em mais de 140 países. É autora de muitas peças teatrais e livros, entres eles, I Am An Emotional Creaturebest-seller do New York Times. Há pouco, transformou seu altamente elogiado livro de memórias, In The Body of The World, em uma peça aclamada pela crítica no American Repertory Theater e no Manhattan Theatre Club. Sua peça Os Monólogos da Vagina deu origem ao V-Day (Dia da Vitória), movimento ativista global para acabar com a violência de gênero. Graças a produções beneficentes de seus trabalhos artísticos, o movimento V-Day levantou mais de 100 milhões de dólares e fundou mais de 13 mil comunidades orientadas por programas antiviolência e abrigos no mundo todo. Eve também fundou o One Billion Rising, maior campanha global de combate à violência contra mulheres e meninas. É cofundadora, com Christine Schuler Deschryver e o vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2018, dr. Denis Mukwege, da City of Joy, um centro revolucionário de tratamento para mulheres sobreviventes da violência na República Democrática do Congo. Foi escolhida uma das “150 Mulheres que Mudaram o Mundo”, da Newsweek, e uma das “100 Mulheres Mais Influentes” do The Guardian. Mora em Nova York, nos Estados Unidos.

 

Sobre o Grupo Editorial Pensamento:

Desde 1907, o Grupo Editorial Pensamento publica livros para um mundo em constante transformação e aposta em obras reflexivas e pioneiras. Na busca desse objetivo, construímos uma das maiores e mais tradicionais empresas editoriais do Brasil. Hoje, o Grupo é formado por quatro selos: Pensamento, Cultrix, Seoman e Jangada e possui em catálogo aproximadamente 2 mil títulos, publicando cerca de 80 lançamentos ao ano. Ao longo de sua trajetória, o Grupo Editorial Pensamento aposta em mensagens que procuram expandir o corpo, a mente e o espírito. Mensagens que emanam energia positiva e bem-estar. Mensagens que equilibram o ser. Mensagens que transformam o mundo. Mais que livros, inspiração!

 

***

 

Serviço:

Livro:  O Pedido de Desculpas

Autora: Eve Ensler

Tradução: Gilson César Cardoso de Sousa

Editora: Cultrix

Páginas: 128

Preço: R$ 32,90

 

14 jan/20

No livro "Entre Vinhos e Flores", da escritora e roteirista Karla de Oliveira, o leitor vai acompanhar a trajetória de Willian na luta pela vida e em busca de um amor da juventude nunca esquecido

 

 

Não importa o que Willian faça, ele não é capaz de esquecer do seu primeiro amor. Após ser confrontado com uma trágica notícia de um câncer, o personagem principal de Entre Vinhos e Floresescrito pela roteirista e produtora  Karla de Oliveira, decide reencontrar o amor da juventude nunca esquecido.

 

A trama começa com a apresentação do intenso amor de juventude entre os personagens principais, Willian e Ângela, e indica a necessidade iminente de uma separação. Essa história, leve e profundamente emocionante, publicada pela Sendas Edições, reflete a beleza que a vida pode ter, mesmo nos momentos mais obscuros.

 

Diferente do comum, em que o cinema costuma vir depois do livro, Karla escreveu Entre Vinhos e Flores após os roteiros do curta-metragem “O Relicário de Ângela” e do longa “Entre Vinhos e Flores”. A autora vivenciou a luta contra o câncer na própria família, e a obra demonstra muito mais que talento para escrever, exala sentimentos.

 

Os capítulos têm saltos temporais que acompanham Willian até a vida adulta e relevam que o protagonista tornou-se um importante escritor, tem uma relação estável e luta contra um câncer. No entanto, o personagem nunca se libertou da saudade de Ângela, que fugira ainda jovem dos abusos sofridos dentro da própria casa.

 

Na difícil tarefa de encontrar uma mulher que tenta esquecer as dores do próprio passado, Willian vai encontrar a si mesmo e conduzir o leitor a reflexões profundas sobre a vida e a morte.

“Não pude evitar de pensar que eu poderia estar ali em breve, e me perguntava se teria alguma coisa escrita na minha lápide. Dan­çar com a morte é estranho. Você sabe que ela está ali, te conduzin­do e te levando para o lado que ela quer, mas mesmo assim, ainda se prende em um fio de esperança, que ela possa tropeçar, cair e te deixar em paz enquanto você escolhe dançar sem ela.” (Entre Vinhos e Flores, pág. 38)

 

Com uma linguagem simples, direta e profunda, Karla de Oliveira aborda temas complexos, como o abuso sexual infantil, a morte e o amor. É um livro tocante, que fará o leitor ansiar pela última página e se apaixonar.

 

Sobre o livro: Entre Vinhos e Flores é sobre jornadas, crescimento e descobertas. É um livro que trata de temas complexos, mas com sensibilidade e leveza, o que torna a leitura fácil, no sentido em que ela flui e quando você percebe já está no fim. A história e os personagens são verdadeiros e lhe pegam pela mão, convidando-o a caminhar com eles pelas páginas afora.

Logo de cara, o leitor é incitado a acompanhar Willian enquanto ele é posto à prova e é como se, com ele, respirássemos fundo, tomando coragem para adentrar um cômodo escuro de uma casa malcuidada e descobrir o que ali se esconde, quais monstros podem estar à espreita e que tesouros estão ali esquecidos. Permitir-se acompanhar Willian é dar-se autorização para uma segunda chance, de mudar perspectivas. É permitir-se buscar sentido e beleza em meio a um cenário acidentado e cheio de escombros chamado vida. 

 

Sobre a autora: Karla de Oliveira, além de ser escritora, é diretora de cinema, roteirista, produtora, tem um histórico acadêmico invejável, é defensora ativa da causa animal, é feminista, esposa amorosa e amiga sincera e fiel.

 

 

Redes sociais da autora:
Instagram/Twitter: @karlamakie 
Facebook: https://www.facebook.com/karladeoliveiraoficial
Facebook da obra: https://www.facebook.com/entrevinhoseflores

 Buscando impactar o público de diversas idades e classes sociais que frequenta o evento há 20 anos, foi desenvolvida a marca da FIL, que é considerada uma das sete maiores da América Latina

 

 

 

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto lançou nesta segunda-feira (2/12) a nova identidade visual da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL), em evento realizado para convidados, imprensa, autoridades, escritores e pessoas ligadas à cultura da cidade, com a presença dos membros da diretoria e equipe profissional da instituição. A solenidade aconteceu no Vinatrois, que fica na Rua Floriano Peixoto, 1891, no Alto da Boa Vista.

 

A nova marca sinaliza a virada da Feira Nacional do Livro para sua versão internacional, a partir de 2020, quando o evento completa 20 anos e traz o tema “20 anos depois. E agora?”. A edição de 2020 acontece de 30 de maio a 7 de junho.

 

O projeto de rebranding faz parte de uma estratégia de reposicionamento da Feira, que hoje é uma das sete maiores da América Latina e, apesar de já estar consolidada como um dos principais eventos culturais do Brasil, parte para um novo momento em busca de se consolidar como um robusto canal de fomento à formação e capacitação de leitores, bem como à valorização da literatura, do livro e de escritores no contexto internacional. Para representar essa ousada meta, a marca foi reprogramada para impactar o público do evento e anunciar um novo ciclo com propósitos e ressignificados. A criação é da jornalista e designer gráfica, Thais Navarro.

 

 

A nova identidade valoriza todo o contexto de contemporaneidade que caracteriza o universo cultural atual, bem como carrega traços dos valores da instituição realizadora da Feira do Livro, a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, que tem como diretrizes de engajamento e atuação os pilares da educação e cultura, baseados na relação com leitores e na democratização do acesso da população ao livro.

 

Por conta deste direcionamento presente no briefing da Fundação para a designer contratada, os símbolos principais escolhidos para estilizar a logomarca foram o livro e o próprio leitor num movimento de interação contínua. Outra preocupação da Fundação foi criar uma sigla forte para o evento (FIL), de forma a torná-lo ainda mais conhecido e traduzir a solidez que alcançou, em todo território nacional e no cenário internacional.

 

A curadora da Feira Internacional do Livro e vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Adriana Silva, ressalta que ao longo da história da instituição, e da própria Feira do Livro, é possível perceber ciclos, que se formaram, segundo ela, positivamente no campo do aprendizado. “Durante um tempo tivemos uma Feira com um tamanho modesto. Depois um redimensionamento, extrapolando todas as suas possibilidades, inclusive indo além do centro de Ribeirão Preto. Em seguida, uma nova fase, recuando no aspecto quantitativo, mas qualificando o literário. E agora, deixando de ser nacional para se posicionar como internacional”, explica.

 

Elaine Assolini

 

Carlos Roberto Ferriani

 

 

Nelson Jacintho

 

Adriana Silva ainda revela que a nova logo é um sonho antigo da instituição. “Visitávamos outras feiras e percebíamos que algumas tinham a logo com apenas três palavras e buscamos trazer uma nomenclatura semelhante para a nossa Feira”, explica. A curadora ainda comenta que trazer uma nova forma de comunicação de um projeto literário, como a Feira do Livro, é algo para ser divertido, buscar pertencimento, criar uma identidade rápida. “A proposta é deixar de indagar ‘Você vai na Feira?’, para: ‘Você vai na FIL?’, ‘A FIL está começando!’. Era a logo que procurávamos”, enfatiza.

 

 

 

 

Para a presidente da Fundação do Livro e Leitura, Dulce Neves, esse é mais um registro histórico de evolução da Feira do Livro e da própria Fundação. “A Feira acaba de tornar-se um dos maiores encontros literários com abrangência internacional. Atualmente, já conseguimos trazer nomes da literatura mundial, como neste ano, o autor educação homenageado, Boaventura de Sousa Santos. Além disso, estamos criando parcerias estratégicas com diversos países, o que intensificará ainda mais o intercâmbio no eixo das ideias e reflexões que a Feira do Livro propõe”.

 

O vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura, Edgard de Castro, avalia que a nova identidade visual tem o peso que a Feira do Livro necessitava com seu crescimento e abrangência nos últimos anos e, acredita que o público também se identificará com a proposta após o rebranding. “A nova logomarca ficou mais moderna e sofisticada, sem perder a busca contínua de dialogar de forma simples e direta com o seu público”.

 

Universo visual

designer Thais Navarro conta que o processo de rebranding da marca consolida um antigo sonho pessoal. Desde que visita e participa da Feira, ela sempre teve intenção de confeccionar a identidade do evento.

Para sua criação, levou em consideração algumas percepções que já tinha e necessitou de um estudo detalhado antes da materialização da nova identidade. “Observei o público, idades e classes sociais”, explica.  A comunicação do evento, que agora é internacional, “olha para o futuro não só da Feira, mas da sociedade como um todo”, avalia a designer. Ela ainda acrescenta que levou em consideração o mercado literário ao redor do planeta e os elementos visuais que comunicam melhor com o segmento. Outros itens estudados foram os potenciais de turismo e reconhecimento de Ribeirão Preto e toda a missão, ideais e história da Feira do Livro.

 

“Depois de 20 anos de histórias, a Feira do Livro merecia uma identidade pela qual pudesse ser reconhecida e se expressar”, salienta Thais. Segundo ela, o design escolhido é pregnante, abrangente, amigável e simples, transmitindo as qualidades e aspirações da Feira por uma solução gráfica que respeite e contemple sua missão e principais características. Sobre a tipografia, a designer define como humana, popular e moderna, de muita legibilidade. “Uma fonte simples, objetiva, com certa leveza estética, sem serifas para equilibrar, sem brigar com a força do ícone, criado com as iniciais da sigla FIL”.

 

Quanto ao símbolo do logotipo, a prioridade foi construir um ícone simples, partindo das iniciais do nome da Feira, com capacidade de pregnância e flexibilidade. “Forte, moderno, popular e único”, salienta Thaís.

A designer desenvolveu também uma pesquisa de referência, que englobou marcas e peças gráficas do mercado literário, análise e teste de mais de 4 mil tipografias, pesquisa de semânticas envolvendo literatura e as turísticas e históricas de Ribeirão Preto e da Feira. “Referências de aplicação de proporção áurea, Gestalt, Bauhaus e modernistas e pós-modernistas do design gráfico”, completa.  Thais conclui analisando que, “esta é uma marca para cravar no consciente e inconsciente coletivo, para de fato deixar gravado um registro no coração e vida das pessoas”.

 

Sobre a Fundação

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país, realizada tradicionalmente no mês de junho.

 

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e internacional, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do Proac.

 

Tetê Brandolim, autora da obra, estará presente para uma roda de conversa com o público; entrada é gratuita

 

 

No próximo domingo (17), às 10h, o Museu Casa de Portinari,instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari, recebe o lançamento do Livro “O Jardim de Tetê”, que conta a história da autora com textos e ilustrações próprias.

 

As páginas são decoradas com mais de 100 obras artísticas de Tetê e escrituras que mostram diversos lados da sua arte: educação, ciência, envelhecimento saudável e da superação. Ao final do lançamento, a autora fará uma roda de conversa com o público e contará sobre sua trajetória de vida e suas inspirações.

 

Tetê Brandolim nasceu em Monte Azul Paulista e começou a trabalhar aos oito anos na roça para ajudar o pai. Somente aos 83 anos realizou o sonho de aprender a ler e escrever. A alfabetização fez com que ela descobrisse sua artista interior e, assim, desenvolvesse técnicas de colagem com chita, o que proporcionou uma produção grandiosa de quadros.

 

A entrada no evento é gratuita e aberta ao público. Mais informações pelo site www.museucasadeportinari.org.brou pelo telefone (16) 3664-4284.

 

Serviço:

Lançamento do Livro “O Jardim de Tetê” e Roda de Conversa com a autora

Data: 17 de novembro de 2019

Horário: domingo, às 10h

Local: Museu Casa de Portinari

Informações: (16) 3664-4284

Entrada: gratuita