Literatura

Atividades acontecem remotamente no perfil do Instagram e site da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, além da plataforma de reuniões Zoom

 

40tena Cultural – projeto da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto que leva atividades culturais, shows e bate-papos, divulga sua agenda de atividades para a próxima semana com dicas de leitura para crianças, bate-papo, o quadro fixo “Defenda seu Best” e o tradicional Núcleo de Contadores de Histórias.

 

A programação começa na segunda-feira (23/11) com a atividade “Dicas de leitura para crianças: Literatura negra e representatividade”, com a jornalista e escritora Elizandra Souza. O bate-papo acontece no Instagram (@fundacaolivrorp) e site da entidade (https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/), às 19 horas. Durante o encontro, a escritora irá trazer algumas dicas de literatura negra produzida para as crianças e destacará ainda a importância da pluralidade de vozes e personagens negras. “A proposta nesse bate-papo é aumentar o repertório e as referências das crianças negras, além de dicas de escritoras negras como Kiusam Oliveira, Mel Adún, entre outras”, adiantou Elizandra Souza.

 

Elizandra Souza. Foto: Fernando Solidade

 

 

Segundo ela, os pais devem ler mais para as crianças, já que elas enxergam nos adultos exemplos a serem seguidos. “Acredito que as crianças precisam ser íntimas dos livros e, para que isso aconteça, é importante que o adulto leia para a sua criança. Aprendemos muito com o exemplo”, destaca a autora.

 

Na quarta-feira (25/11), às 19h, a série “Defenda seu Best” será sobre o livro Mulheres que amam demais, de Robin Norwood. O encontro terá a participação da poeta Kimani e será mediado pela psicóloga Mari Luz. Kimani pretende contar sobre sua vivência como mulher negra e dividir com quem está participando algumas situações que passou, fazendo relação com algumas partes do livro. “É esse processo de podermos conversar que nos identificar uns com os outros”, comenta.

 

Kimani. Foto: Sergio Silva

 

Sobre o livro, Kimani destaca a dificuldade em digerir alguns pontos quando ela se identificou com o enredo. “De modo geral, nós mulheres temos uma tendência a priorizar os relacionamentos e estarmos muito mais disponíveis para as outras pessoas, até mais do que para nós mesmas. É isso que o patriarcado faz conosco”, disse. Para ela, o principal ponto positivo de bate-papos como esse é que as mulheres precisam se identificar e conversar umas com as outras. “É um processo de conscientizar as mulheres”, conclui.

 

 Mari Luz

 

Na sexta-feira (27/11), às 19h, durante transmissão ao vivo pelo Instagram e plataforma da entidade, acontece mais um bate-papo, em parceria com o Centro Cultural Orunmila, com o tema: “Conceito é como visgo... (Muniz Sodré) Povos tradicionais de matriz africana”. A atividade será com o cientista social Pedro Neto, com mediação da historiadora Silvany Euclênio.

 

Pedro Neto. Foto: Fernanda Procopio

 

Núcleo de Contadores de Histórias

O tradicional encontro do Núcleo de Contadores de Histórias se reúne, mais uma vez em 2020, remotamente. Organizado e mediado pela atriz Míriam Fontana, a atividade do próximo sábado (28/11), às 10h, terá seis contadores como convidados especiais, são eles: Ademir Apparício, Carol Capacle, Claudete Feijó, Michele Maria, Monalisa Machado e Thaís Foresto. O encontro será realizado através da plataforma de reuniões Zoom (o link para acesso está disponível na bio do perfil da Fundação no Instagram).

 

Mirian Fontana. Foto: Jair Correia

 

Segundo a atriz, o encontro terá uma atividade lúdica corporal, roda de histórias e, para finalizar, uma roda de conversa on-line, com a participação dos convidados. “O tema dessa roda de conversa será como as histórias me fizeram companhia nestes meses de reclusão social e qual a perspectiva as histórias me apontam para o ano que se aproxima”, adianta Míriam.

 

Ela ainda ressalta que os participantes estão livres para contar a história de sua preferência. “Novembro é nosso último encontro do ano. As histórias terão uma abrangência para todas as idades. Elas são como presentes e poderão conter uma voz que abrace os acontecimentos deste ano e nos projetar para o novo amanhã”, conclui a coordenadora.

 

SERVIÇO:

“Dicas de leitura para crianças: Literatura negra e representatividade”
Com: Elizandra Souza, jornalista e escritora
Data: 23/11, 19h

Plataforma: Live pelo Instagram (@fundacaolivrorp) e site da Fundação (https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/)

 

 

Defenda seu Best |  “Mulheres que amam demais”, de Robin Norwood;
Com: Kimani, poeta, e Mariana Luz, psicóloga
Data: 25/11, às 19h

Plataforma: Live pelo Instagram (@fundacaolivrorp) e site da Fundação  (https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/)

Conceito é como visgo... (Muniz Sodré) Povos tradicionais de matriz africana
Com:
 Pedro Neto, cientista social e Silvany Euclênio, historiadora
Data: 27/11, 19h

Plataforma: Live pelo Instagram (@fundacaolivrorp) e site da Fundação (https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/)

Núcleo de Contadores de Histórias
Com: 
Míriam Fontana, Ademir Apparício, Carol Capacle, Claudete Feijó, Michele Maria, Monalisa Machado e Thaís Foresto
Data: 28/11, 10h
Plataforma: reunião pelo ZOOM

 

40tena Cultural

Durante mais de sete meses de programação consecutiva, a 40tena Cultural já realizou mais de 70 atividades e interagiu com mais de 25 mil pessoas. O projeto, realizado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, tem como proposta incentivar as pessoas a ficarem em casa durante o período de isolamento social, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19). Semanalmente, são divulgadas atividades que abrangem desde transmissões ao vivo com artistas e convidados até contação de histórias para crianças, shows, dicas e discussões de livros. Para acompanhar a programação semanal, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:

Instagram (@fundacaolivrorp)
Facebook (facebook.com/FundacaodoLivroeLeituraRP)
Linkedin (fundacaolivrorp)
Twitter (@FundacaoLivroRP)
Youtube (FeiraDoLivroRibeirao)
Plataforma www.fundacaodolivroeleiturarp.com

Atividade irá debater o livro “Teatro das Oprimidas: estéticas feministas para poéticas políticas” e será realizada remotamente através de transmissão ao vivo no Instagram e nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

 

 

 

 

Completando a semana de atividades da 40tena Cultural – evento promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto que leva atividades culturais, debates, contações de histórias e shows on-line – acontece nesta quinta-feira (12/11), às 19h, bate-papo com a escritora e diretora teatral, Bárbara Santos. O encontro, mediado pela atriz e produtora cultural, Adriana Scannavez, irá abordar o livro “Teatro das Oprimidas: estéticas feministas pra poéticas políticas”, de autoria de Bárbara Santos. A atividade será transmitida, ao vivo, pelo Instagram e nova plataforma da instituição https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/).

 

 

“Teatro das Oprimidas: estéticas feministas pra poéticas políticas” é a terceira obra de Bárbara, resultado de uma experiência teatral que contou com uma equipe de atrizes teatrais feministas - a Rede Ma(g)dalena Internacional. O livro mostra um trabalho investigativo e metodológico do convívio que teve com o grupo. “Fazer o livro foi parte desse processo: fui anotando a parte prática e estrutura da Rede. É resultado desses encontros e experiências que tive”, comenta a autora.

 

Ela conta que o livro é fruto do impacto na vida das pessoas, em que dezenas de grupos feministas formaram a Rede, com diversos festivais. “É um trabalho, ao mesmo tempo, que é fruto do impacto das vidas de centenas de mulheres envolvidas nesse projeto. Para muitas feministas, esse livro vai se tornar uma espécie de ferramenta de trabalho”, destaca.

 

Por dialogar para um público diferente, durante o bate-papo on-line, a autora acredita que vai levar o assunto para pessoas que, talvez, não tenham tido acesso à publicação. “Tenho uma expectativa de alcançar outras áreas e pessoas, além dos meus seguidores. São pessoas que vão poder entrar no debate, e quero ampliar essa discussão”, revela.

Bárbara Santos é atriz, dramaturga, performer, diretora teatral, autora de três livros e fundadora da Rede Ma(g)dalena Internacional de Teatro das Oprimidas, formada por grupos de artistas-ativistas da América Latina, África e Europa. Vive em Berlim desde 2009 onde é diretora artística do espaço teatral KURINGA.

 

PROGRAMAÇÃO SÁBADO

No sábado (16/11), às 16h, acontece mais uma atividade da 40tena Cultural: a contação de história “Da criação do mundo às lendas tribais africanas”, com o ator Evaristo Moura ou, como é conhecido, La Diva Croquete. A história contará a visão do povo africano sobre a criação do mundo, citando a religião e seus orixás, com toda a história do folclore africano. “Já estou preparando o figurino, pensando em todo o enredo das histórias, e espero transmitir conhecimentos, histórias e o lúdico com os contos”, destaca Evaristo.

 

SERVIÇO

Bate-papo: “Teatro das Oprimidas: estéticas feministas para poéticas políticas”
Data: 
12 de novembro (quinta-feira), às 19h
Redes: https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/) e Instagram (@fundacaolivrorp)
Com: Bárbara Santos, autora do livro, e mediação de Adriana Scannavez, atriz e produtora cultural

 

Contação de História: “Da criação do mundo às lendas tribais africanas”
Data: 14 de novembro (sábado), às 16h
Redes: https://www.fundacaodolivroeleiturarp.com/) e Instagram (@fundacaolivrorp)
Com: Evaristo Moura, ator

 

 

40tena Cultural

Durante mais de sete meses de programação consecutiva, a 40tena Cultural já realizou mais de 70 atividades e interagiu com mais de 25 mil pessoas. O projeto, realizado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, tem como proposta incentivar as pessoas a ficarem em casa durante o período de isolamento social, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19). Semanalmente, são divulgadas atividades que abrangem desde as transmissões ao vivo com artistas e convidados até contação de histórias para crianças, shows, dicas e discussões de livros. Para acompanhar a programação semanal, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:

Instagram (@fundacaolivrorp)
Facebook (facebook.com/FundacaodoLivroeLeituraRP)
Linkedin (fundacaolivrorp)
Twitter (@FundacaoLivroRP)
Youtube (FeiraDoLivroRibeirao)
Plataforma www.fundacaodolivroeleiturarp.com

 

Sobre a Fundação

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país. Em 2020, a Feira tornou-se internacional e entraria na 20ª edição. Por isso, recebeu recentemente nova identidade, apresentando-se como FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto), mas foi remarcada para agosto de 2021, devido à pandemia do novo Coronavírus.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, ao longo de seus 20 anos, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura, com calendário de atividades durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

 

28 set/20

Ação “20 Horas de Literatura”, promovida pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Sesc SP e Prefeitura Municipal, é exemplo de como a área da cultura pode conviver com os reflexos gerados pela pandemia do novo Coronavírus. Durante uma semana, foram 20 encontros ao vivo, transmitidos direto do palco do Theatro Pedro II, pela sua nova plataforma. O conteúdo ainda pode ser acessado no endereço www.fundacaodolivroeleiturarp.com

 

 

 

Primeiro setor a paralisar suas atividades por conta da pandemia do novo Coronavírus, ainda em março de 2020, e, provavelmente, o último a retomar plenamente o seu cotidiano produtivo, a cultura vive um momento de adaptações, bem como uma forte necessidade de reinvenção. No ano em que completa 20 anos, a Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto se viu obrigada a cancelar o encontro do público com os livros e seus autores e anunciar uma nova edição, marcada para agosto de 2021. Mas, nem por isso, a data não deixou de ser comemorada.

 

Realizada entre os dias 14 e 18 de setembro, a ação “20 Horas de Literatura”, promovida pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Sesc SP e Prefeitura Municipal, movimentou o setor da economia criativa local em torno do debate sobre 20 palavras que marcaram as duas últimas décadas. Todo o evento foi transmitido de forma on-line, pela nova plataforma da Fundação, bem como em seus perfis em redes sociais, como Facebook e YouTube – que já estão disponíveis para acesso. Um uso intenso da tecnologia que, se depender de quem produz cultura, é um caminho sem volta. “A pandemia trouxe uma releitura da classe artística e cultural como um todo, nos forçando a aproximarmos dos recursos e das potencialidades tecnológicas. Na minha opinião, as plataformas on-line serão a nova realidade para os projetos de economia criativa, bem como as ações de cunho colaborativo, por um bom tempo, até que, gradualmente, possamos criar produtos e ações híbridas - tanto presenciais quanto à distância. Para isso, teremos cada vez mais que estar antenados e preparados para as novas tecnologias e inovações”, acredita Viviane Mendonça, superintendente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e produtora cultural.

 

 

 

Desde o início das restrições de circulação e de atividades coletivas, por conta da Covid-19, a Fundação fez uso constante de recursos tecnológicos, que permitiram que o trabalho fosse realizado sem interrupções, oferecendo ao público transmissões de lives, contações de histórias, shows, performances e apresentações diversas pelas redes sociais, que formaram  a agenda da 40tena Cultural. “Acredito que o público também se beneficia destas novas produções e, com o tempo, se ajustará às novas propostas com mais engajamento, conforme as práticas tornarem-se hábitos”, avalia Viviane.

 

Processos colaborativos

 

Parceiro da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto na realização da Feira do Livro e outras produções culturais desde 2015, o Sesc SP também acredita que o momento é de reinvenção. “As crises sempre nos colocam para pensar e este tem sido um momento muito importante para repensarmos nossas ações, repensar públicos, formas de realizar as atividades de maneira adequada e com segurança para o público, os artistas e os trabalhadores da área cultural”, opina Lucas Molina, gerente adjunto do Sesc Ribeirão, que aponta outra característica dos novos tempos de pandemia: o fortalecimento das ações colaborativas. “Agora, mais do que nunca, o setor cultural está em um movimento muito colaborativo. Você tem muitas parcerias, muitos eventos ocorrendo de forma que antes seria impensável. Acredito que este seja o novo modelo da área cultural, uma maior aproximação dos agentes no território e produções mais inovadoras neste sentido, com realizações menos individuais”, diz.

 

Oportunidades para a cadeia produtiva

 

O estudo nacional “Impactos da COVID-19 na Economia Criativa”, realizada pelo Observatório da Economia Criativa da Bahia e divulgado em agosto pela Agência Brasil, revelou que 50,2% das organizações culturais tiveram que demitir em função da pandemia e 65,8% fizeram reduções em contratos. Por outro lado, 45,1% dos profissionais e 42% das empresas conseguiram desenvolver novos projetos durante o período de isolamento social. Parcela de 12% dos indivíduos e 18% das organizações consultados buscaram novas formas de geração de receita, entre elas, a antecipação de venda de ingressos, campanhas de doação ou de financiamento coletivo. A pesquisa foi feita entre 27 de março e 23 de julho passado, com um total de 2.608 entrevistados, sendo 969 organizações e 1.639 pessoas físicas de todas as áreas relacionadas à arte, cultura e economia criativa.

 

Os números do estudo mostram uma realidade que também pode ser verificada em Ribeirão Preto e região. “Grande parte do setor tem suas atividades ligadas a eventos e aglomeração de público. Então o impacto foi e ainda é grande. Muitos tiveram que adaptar seus ofícios ou tiveram que trabalhar em alguma outra área, mesmo que ainda dentro do setor criativo. Minhas expectativas são de uma volta lenta da normalidade do setor. Sem a vacina (contra o novo Coronavírus), ainda teremos que ser muito criativos nas adaptações de todas as linguagens”, reflete Tomate Renato Vital, do Coletivo Fuligem de Comunicação e Arte, que trabalhou com uma equipe de cinco pessoas na transmissão das “20 Horas de Literatura”, cuidando da direção de fotografia, direção de cortes e som. “Eventos como esse agregam muito ao público, mas muito também a toda cadeia produtiva do setor, desde os escritores, até os técnicos e produtores, que também precisam trabalhar e ter renda em um momento de crise como o que estamos passando”, reconhece Tomate.

 

Apoio às iniciativas culturais

 

 

 

 

A realização do evento, em formato inédito na história da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, foi viabilizada pela parceria, patrocínio e apoio de 30 empresas e instituições públicas ou privadas. “Acreditamos no poder transformador que a educação e a cultura possuem na sociedade, por isso, apoiar e efetivamente contribuir com a viabilização de ações e eventos com essa finalidade enobrecem nossa corporação e contribuem para a construção de uma sociedade melhor”, afirma Paulo Roberto de Oliveira, CEO da GS Inima Ambient, um dos patrocinadores ouro do evento on-line da última semana e da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. “Acreditamos que essa nova modalidade de interação com o público, além de contribuir para a união das pessoas através do conhecimento e da informação, intensifica nosso poder de penetração nos mais diversos cenários e realidades. Com isso, podemos levar bons conteúdos e disseminar nosso entusiasmo em querer construir uma sociedade melhor”, completa Oliveira.

 

Balanço 20h de Literatura

 

Ao todo, 113 profissionais, entre escritores, mediadores, mestres de cerimônia, produtores, diretores, assistentes, bailarinos, jornalistas e intérpretes de Libras estiveram envolvidos na realização do evento 100% on-line “20 Horas de Literatura”, que resultou também no lançamento do e-book “20 Palavras: Leituras sobre o Agora”, editado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, em parceria com Edições Sesc, e que traz 20 textos dos 20 autores que participaram da semana de debates em torno das 20 palavras.

 

Durante uma semana, mais de 3 mil espectadores, com média de 635 pessoas por dia, participaram do evento como plateia online de 18 países como Brasil, Canada, Chile, Finlândia, França, Índia, Irlanda, Filipinas, Portugal, EUA, entre outros. A maior concentração de público foi das cidades de Ribeirão Preto, São Paulo, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto e Campinas, totalizando a participação de 25 estados brasileiros.  Mais de 5 mil pessoas visitaram a nova plataforma da Fundação durante a semana do evento.

 

O primeiro dia do evento (14/9) trouxe debates em torno de palavras contemporâneas como Globalização (Cairo Junqueira), Governança (João Luiz Passador), Identidade (Lilian Rosa) e Corrupção (Cristiano Pavini). O segundo dia (15/9) contou com   Protagonismo (Marcelino Freire), Sustentabilidade (Daniel Munduruku), Terrorismo (Juliana De Paula Bigatão) e Empatia (Mafoane Odara). No dia 16/9, o evento girou em torno dos vocábulos: Refugiados (Diego Souza Merigueti), Intolerância (Patricia Teixeira Santos), Democracia (Renato Janine Ribeiro) e Cidadania (Sandra Molina). No quarto dia (17/9), as palavras analisadas foram: Empoderamento (Amara Moira), Resiliência (Marlene Trivellato Ferreira), Humanização (César Nunes) e Disruptura (Adriana Silva). No último dia (18/9), a programação se dirigiu a palavras como Googlar (Guilherme Nali), Fake News (Lucas E. S. Galon), Selfie (Murilo Pinheiro) e Agenda (Galeno Amorim).

 

Debates disponíveis na rede

 

Todos os debates promovidos ao vivo ao longo da semana e transmitidos diretamente do palco do Theatro Pedro II estão disponíveis para serem assistidos pela plataforma de conteúdo da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto na internet (www.fundacaodolivroeleiturarp.com) – lá também pode ser baixado gratuitamente o e-book “20 Palavras: Leituras sobre o Agora”. Além disso, uma cobertura jornalística de cada tema também foi realizada e está disponível no site para consulta.

 

Patrocinadores e parceiros

 

O Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal, Sesc SP e Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto apresentam 20 horas de Literatura. O evento tem Patrocínio Ouro das empresas: Alta Mogiana, GasBrasiliano, Gs Inima Ambient, São Francisco; Patrocínio Prata: Savegnago Supermercado; Patrocínio Bronze: Passalacqua. Pedra Agroindustrial, Ribeirão Shopping e RiberFoods; Patrocínio: ACIRP – Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, São Martinho e Tanger. Tem como Instituição Cultural o SESC SP – Serviço Social do Comércio e apoio cultural da ALMA – Academia Livre de Música e Artes, Coderp, Fundação Dom Pedro II e Theatro Pedro II, Santa Helena, Sicoob Cooperac, Stecar, Grupo Utam e Grupo Via Brasil. Realização:  Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Secretaria da Cultura de Ribeirão Preto, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Brasil – Governo Federal.

Para marcar a data histórica, evento será realizado em formato 100% digital, entre os dias 14 a 18 de setembro, das 18h às 22h. A Fundação do Livro e Leitura também lança sua nova plataforma digital, que será o canal de transmissão dos debates e de produção permanente de conteúdo a partir de agora. Participam escritores e educadores. Serão 20 horas com conteúdo gratuito e aberto a todos interessados

 

 A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto promove, em parceria com o SESC SP e a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, a ação “20 Horas de Literatura” para comemorar os 20 anos da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL), entre 14 e 18 de setembro. Com a participação de autores e educadores do cenário brasileiro, a comemoração tomará espaço em uma plataforma digital recém-lançada. O canal transmitirá as atividades ao vivo direto do Theatro Pedro II – o palco mais tradicional para os debates da Feira ao longo de sua história e em alguns casos terá interação com videoconferência com os palestrantes. Na ocasião, também será lançado um e-book “20 palavras. Leituras sobre o Agora”, contendo os textos dos convidados.

 

 

Adriana Silva

 

Com formato 100% digital para as 20 horas de literatura, o objetivo principal é  promover debates sobre literatura, educação e cultura. Para Adriana Silva, presidente interina da Fundação e curadora da FIL, o evento trará questões atuais e que refletiram nas decisões tomadas nos últimos 20 anos. “O debate é autêntico e esse tema escolhido pela Fundação deu a ele vivacidade, estando em sintonia com o que está acontecendo no mundo hoje”, afirma.

A ação literária traz uma proposta criativa: a Fundação escolheu 20 palavras que definiram os últimos 20 anos no mundo (tais como globalização, identidade, intolerância, democracia e cidadania) e 20 autores para discutirem sobre cada uma delas. A programação já está toda delineada para cinco dias de evento com carga horária de quatro horas por dia, sempre das 18 às 22 horas.

Mauro Cesar Jensen, gerente regional do SESC Ribeirão, diz que comemorar os 20 anos da FIL representa o reconhecimento da Feira do Livro de Ribeirão Preto, que se torna internacional, como um dos eventos de grande relevância cultural e social para a cidade e avalia que, os eventos literários são de extrema importância, pois, promovem conhecimento, lazer e socialização, podendo inclusive estimular o desenvolvimento do turismo no munícipio e sua região. “Tendo como missão institucional, a promoção de ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, de seus familiares e da comunidade em geral, objetivando o desenvolvimento de uma sociedade justa e democrática, para o Sesc, a parceria com a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, só faz reforçar esses valores”.

Para Jensen, neste momento em que a grande parte dos eventos, incluindo culturais, literários, educativos, são apresentados através das plataformas digitais, o debate promovido pelas 20 horas de literatura se faz necessário. Na opinião da gerência regional do SESC, a inclusão digital se refere justamente à tentativa de garantir a um número maior de pessoas o acesso às tecnologias, estando relacionado à acessibilidade das pessoas e isso se torna muito importante. “Essas tecnologias podem trazer benefícios à população, principalmente de maior vulnerabilidade social que para além de uma maior interação com o universo digital, podem ter acesso a um conteúdo cultural diverso”, destaca.

Os interessados em participar podem se inscrever pela nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura: www.fundacaodolivroeleiturarp.com e após a finalização do evento terão direito a certificados online para impressão pessoal. O conteúdo também estará disponível em outras plataformas: (YouTube) e redes sociais da Fundação.

Para saber mais informações e acompanhar as novidades do evento, basta acessar os endereços eletrônicos:
Nova plataforma de conteúdo:  www.fundacaodolivroeleiturarp.com
Instagram (@fundacaolivrorp)
Facebook (facebook.com/FundacaodoLivroeLeituraRP)
Linkedin (fundacaolivrorp),
Twitter (@FundacaoLivroRP)
Youtube (FeiraDoLivroRibeirao)

 

Programação

 

João Luiz Passador

No dia 14/9, primeiro dia do evento, os temas discutidos são voltados para questões políticas. O docente de Relações Internacionais na Universidade Federal de Sergipe, Cairo Junqueira, discutirá o tema “Globalização”. Já o professor titular da FEA-USP de Ribeirão Preto, João Luiz Passador, falará sobre "Governança". A historiadora e ex-diretora do Patrimônio Cultural, Lilian Rosa, discutirá “Identidade”. O repórter, ativista local em transparência e controle social e coordenador no Instituto Ribeirão 2030, Cristiano Pavini, abordará “Corrupção”.

 

 

 

Marcelino Freire

No segundo dia, 15/9, o escritor premiado Marcelino Freire, que foi autor do projeto Combinando Palavras da 19ª FIL em 2019, e conta com dois Prêmios Jabutis e um Prêmio Machado de Assis, abordará o termo "Protagonismo". O escritor e professor da etnia indígena Munduruku, Daniel Munduruku, apresentará o tema "Sustentabilidade".  Juliana De Paula Bigatão, professora da Unifesp, falará sobre "Terrorismo". A última convidada do dia, Mafoane Odara, é psicóloga, gerente do Instituto Avon e lidera iniciativas de enfrentamento às violências contra mulheres – e trará sua análise sobre “Empatia”.

 

 

 

Renato Janine

O dia 16/9 trará temas relacionados à tolerância e acolhimento das diferenças. Diego Souza Merigueti é advogado e participa com o tema "Refugiados". Patricia Teixeira Santos, historiadora e autora de dois livros, conversa sobre "Intolerância". Renato Janine Ribeiro já foi ministro da Educação do Brasil em 2015, é filósofo, escritor e cientista político e debate o tema "Democracia". A historiadora e autora de livros Sandra Molina  discute "Cidadania”.

 

 

Amara Moira

No quarto dia, 17/9, os temas unem o respeito às individualidades. Amara Moira, que esteve na 19ª edição da Feira do Livro e também mais recentemente marcou presença na 40tena Cultural, falará sobre “Empoderamento”. Ela já participou de um “Ted Talks”, é escritora, professora de literatura, transexual e feminista. Já a psicóloga Marlene Trivellato Ferreira participa com o tema "Resiliência" e o educador brasileiro César Nunes apresenta a palavra "Humanização". A educomunicadora Adriana Silva, presidente interina da Fundação do Livro e Leitura e ex-secretária da Cultura de Ribeirão Preto, vai falar sobre "Disruptura”.

 

 

Galeno Amorim

No último dia, 18/9, a programação se dirige a temas da atualidade. Guilherme Nali é jornalista com atuação na EPTV, historiador e mestrando em políticas públicas e conta sobre o novo termo “Googlar”. O presidente interino e diretor artístico da Academia Livre de Música e Artes (Alma), Lucas E. S. Galon, conversa sobre as temidas “Fake News”. O diretor da revista Revide, Murilo Pinheiro, fala sobre "Selfie". Para finalizar as “20 Horas de Literatura”, o ex-secretário municipal de Cultura de Ribeirão Preto (e um dos fundadores da Feira do Livro), Galeno Amorim, discute o tema "Agenda”.

Além de todos os palestrantes confirmados, a Fundação do Livro também convidou o grupo Alma (Academia Livre de Música e Artes), sob a direção de José Maurício Cagno, para produzir 21 vídeos de 2 a 7 minutos. São produções artísticas que envolvem performances da música, cinema e teatro e ajudam a dar sentido às 20 palavras que movimentaram as últimas duas décadas.

 

Durante o evento, também será lançado um e-book de nome “20 palavras. Leituras sobre o Agora”, produzido para eternizar as celebrações dos 20 anos da Feira Internacional do Livro (FIL). A obra conta com a colaboração do Sesc SP - instituição parceira  da Fundação na realização da FIL,  e prefácio de Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo. Reúne textos dos autores convidados com o intuito de reforçar o diálogo e pensamentos sobre as palavras que norteiam o evento. O exemplar online ficará disponível na nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto de forma gratuita. A programação completa pode ser acessada pela nova plataforma: www.fundacaodolivroeleiturarp.com.

 

Feira foi remarcada para 2021

A FIL já se tornou um evento tradicional no interior de São Paulo. Nas suas 19 edições acumuladas, abrigou 5,9 milhões de pessoas, teve mais de 300 atividades oferecidas a cada ano e recebeu 3 mil escritores e 15 mil estudantes. Em 2020, ela completaria os seus 20 anos em sua primeira edição internacional, mas tais projeções tiveram de ser remodeladas em função da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

“Chegamos a pensar em realizar a Feira em um modelo virtual, mas depois desistimos: A FIL é contato, é troca de experiência. A feira é o menino pegar o livro na mão, é o menino ver o teatro. É o leitor conversar, dialogar e trocar uma ideia com o autor”, reflete a curadora do evento, Adriana Silva. Ela conta que, apesar de a troca literária ser sempre muito válida e intensa, a experiência não seria a mesma se o evento fosse feito por plataformas digitais. Por isso, a 20ª edição da FIL foi adiada para 2021.

Mas essa data histórica não poderia passar em branco. “Para comemorarmos, vamos realizar este encontro literário digital, com referência aos 20 anos de construção da FIL”, conta ela. A ação “20 horas de Literatura” será transmitida a partir da nova plataforma online da Fundação em formato streaming (www.fundacaodolivroeleiturarp.com). O canal institucional traz a história destes 20 anos, com material documental, informações, projetos, ações, eventos, fotos, vídeos e será retroalimentado semanalmente, lançando novidades e novos produtos da entidade.

Essa intensa imersão digital será a primeira após a experiência de sucesso da Fundação com a 40tena Cultural – projeto que a instituição criou para proporcionar atividades culturais durante o período de isolamento social e chegou a atrair mais de 20 mil pessoas.

 

Sobre a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país. Em 2020, a Feira entraria na 20ª edição e se tornou internacional. Por isso recebeu recentemente nova identidade, apresentando-se como FIL - Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, mas foi remarcada para 2021 devido à pandemia de Coronavírus.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, ao longo de seus 20 anos, a entidade ganhou experiência e atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

 

SERVIÇO

O que: “20 Horas de Literatura”

Quando: 14 a 18 de setembro

Horário: 18h às 22h

Onde: Captação de vídeos do Theatro Pedro II com transmissão (ao vivo) pela nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura.

Acesso pela plataforma:  www.fundacaodolivroeleiturarp.com e redes sociais da instituição.

Participação: aberta e gratuita, porém, interessados em certificados devem se inscrever com antecedência.

 

 

Foi esse o  movimento que  o autor acompanhou em suas publicações replicadas pelas redes sociais. Hoje tem mais de 500 mil seguidores no Instagram e é conhecido pela linguagem simples e lírica. O instapoeta participa de live da 40tena Cultural no dia 19 de agosto, a partir das 19h

 

O projeto 40tena Cultural promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto traz na nesta quarta-feira (19) o escritor Lucão para uma live com o tema “Instapoetas – escrita criativa”, a partir das 19h, no Instagram da Fundação (@fundacaolivrorp).

 

O goiano Lucão, 35 anos, tem meio milhão de seguidores na plataforma Instagram e com a chegada das redes sociais ficou conhecido por poemas e textos que passou a publicar nos seus canais. Como instapoeta conduz sua produção com leveza e lirismo, características resultantes de seu olhar atento em buscar a poesia nas coisas simples.

O salto da internet para as páginas impressas do livro aconteceu em 2006, quando foi convidado por uma editora a publicar pela primeira vez e viu que a história ficaria mais séria. Ele, que era publicitário, a princípio levou as duas profissões como vidas paralelas, mas sempre encarou a literatura como um prazer que exigia rigor.

 

 

Três anos depois do lançamento do primeiro livro, uma decisão foi necessária: acabou deixando a publicidade para viver, exclusivamente, da literatura e do trabalho com a escrita. “Foram 15 anos desde que comecei a escrever para publicar o primeiro livro. Uma transição lenta e madura, como precisava ser”, analisa o autor. Até hoje, já escreveu três livros de poesia “É cada coisa que escrevo só para dizer que te amo”, “Telegramas” e “Dois Avessos”; e um de crônicas “Viver não pode ser só isso”, em três volumes. 

 

A tendência para a literatura surgiu cedo e dentro de casa. O escritor conta que foi incentivado primeiro pela mãe, que sempre foi uma grande leitora e isso o encantou muito. “Eu adorava vê-la lendo, estudando. Foi um exemplo. Ela também mantinha sempre muitos livros em casa. Um dia, comecei a fazer uso de alguns deles e me apaixonei também pela literatura”. Já o pai, por ser jornalista e apresentador de programas de rádio e TV gerou nele um fascínio pela comunicação. “Meu caminho acabou sendo através da palavra escrita, sem dúvida, influenciado pelos dois”. E não parou mais.

 

Influências e carreira
Lucão diz que Luis Fernando Veríssimo é um dos responsáveis por ele usar uma linguagem mais simples e popular e enumera poetas que também o influenciam na escrita, como Mario Quintana, Manoel de Barros, Adélia Prado, Pablo Neruda, Ferreira Gullar, a maioria apresentados a ele por Rubem Alves. O que o atrai nestes autores é a riqueza e a simplicidade nos versos. Já quanto aos romancistas cita García Márquez, Elena Ferrante, Domenico Starnone e explica que tanto os recentes quanto os antigos, o influenciam o tempo todo. “Gosto das novidades, mas sempre volto aos meus mestres”.

 

Para o escritor, trabalhar com literatura exige organização financeira e planejamento. “É uma jornada difícil. Bastante, mas possível. Principalmente para quem ama esse universo como eu amo”.

A popularidade de Lucão nas redes sociais aconteceu de forma natural. Segundo o instapoeta não houve nada repentino, mas basta acessar o seu canal que lá estão mais de 500 mil seguidores, que ele atraiu durante 10 anos publicando na internet. “Eu não imaginava, mas as pessoas pegavam os poemas e replicavam, como uma mensagem de coragem ou declarações amorosas. A poesia servindo para a reflexão ou para o amor. Foi um movimento interessante”. Quando percebeu, uma centena de milhares de pessoas o seguiam e aí entendeu que havia perdido as suas redes sociais para ele mesmo.

 

Essa proximidade do instapoeta com o internauta é vista por Lucão como algo positivo, mas afirma que não pensa nisso para ter mais liberdade ao escrever.  Ele prefere não ficar preso no que irão pensar ou em como irão reagir com sua escrita, mas confessa que adora ver os leitores presentes e se manifestando com apreço pelo que escreve. “Tem um valor isso e eu retribuo respondendo, sempre que posso. É uma relação de muito respeito e até amizade”, conclui.

 

Produção no isolamento
Estar em isolamento é algo que ele já vinha experimentando com a profissão de escritor, pois sempre trabalhou em casa. A pandemia não mudou muito a sua rotina, mas mexeu com sua autocrítica. No começo, ele achou que sua escrita estava boa, depois passou a achá-la ruim. Agora deixou de avaliar e diz que só aceita tudo que tem feito neste período. “São tantas notícias, tantas outras guerras que a gente precisa travar e vencer nesse momento que, sem dúvida, afetou minha escrita”.

 

Para vencer o momento, ele confessa que tem lido bastante, talvez mais do que antes.  No momento, o autor tem escrito histórias que ainda não sabe avaliar qualitativamente e optou pela diversificação dos gêneros. “Escrevi muito mais crônicas. Aliás, até lancei uma coletânea de crônicas, um livro em 3 volumes, o “Viver não pode ser só isso”, pela Amazon/Kindle”. A coletânea traz histórias baseadas em memórias, em reflexões de experiências vividas. Essa obra o ajuda a pensar na vida de hoje.

 

Quanto a à poesia, ele conta que perdeu o controle dos versos. “Ora quero um poema de amor, mas o poema não sai. Sai zangado. Ora é o contrário, quero um poema zangado e sai amoroso”, destaca. O escritor esclarece que passar pela pandemia sem ser afetado seria também um sinal horrível sobre ele.

A conversa com Lucão na live da Fundação do Livro e Leitura é aberta e gratuita e será mediada por Fran Micheli, jornalista ribeirão-pretana e autora do livro “Impróprio para Consumo”, e de uma reunião de crônicas e textos publicados em seu blog “Mãe, já acabei”, que está na internet há mais de 12 anos.

 

 

40tena Cultural
Durante mais de três meses de programação consecutiva, a 40tena Cultural já realizou quase 50 atividades e interagiu com mais de 15 mil pessoas. O projeto, realizado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, tem como proposta incentivar as pessoas a ficarem em casa durante o período de isolamento social, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19). Semanalmente são divulgadas atividades que abrangem desde as transmissões ao vivo com artistas e convidados até contação de histórias para crianças, show, dicas e discussões de livros. Para acompanhar a programação semanal, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:

 

Para saber mais informações e acompanhar as novidades da programação semanal, basta acessar as redes sociais da Fundação do Livro e Leitura:

Instagram (@fundacaolivrorp)

Facebook (facebook.com/FundacaodoLivroeLeituraRP)

Linkedin (fundacaolivrorp),

Twitter (@FundacaoLivroRP)

Youtube (FeiraDoLivroRibeirao)

Site www.fundacaodolivroeleiturarp.com

 

Sobre a Fundação
A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país, realizada tradicionalmente no mês de junho.  Em 2020, a Feira entra na 20ª edição, torna-se internacional e recebe nova identidade, apresentando-se como FIL (Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto).

 

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

Segunda publicação de Guto Junqueira, "2000 e DZ9" resgata 37 artigos veiculados semanalmente durante o ano passado no portal "ACidadeON" repercutindo assuntos políticos, comportamentais e culturais, entre outros

 

 

Nem faz tanto tempo assim, pois os textos foram veiculados quase que semanalmente, ao longo de 2019, a partir do mês de fevereiro no portal “ACidadeON”, mas em razão da crise do coronavírus seu conteúdo ganhou um significado diferente ao retratar nossa sociedade às vésperas da pandemia. Por isso, o jornalista Guto Junqueira resolveu publicar em livro e em ordem cronológica seus artigos escritos no ano passado e que trazem em suas páginas temas políticos, comportamentais e culturais, entre outros, refletindo um pouco do “velho” normal que alcançava o radar do articulista.

 

Com o sugestivo nome de “2000 e DZ9”, o livro, o segundo lançado pelo autor este ano – o primeiro foi “O ruído do inquieto” – reúne 37 textos repercutindo o governo Bolsonaro, reformas, economia, geopolítica, cinema, literatura, costumes, ficção, viagens e cotidiano, entre outros. O leitor recupera assuntos que foram notícia recentemente e que passaram a fazer parte de um passado cada vez mais distante em razão da pandemia. Ao mesmo tempo, cada artigo traduz quais fatos chamavam a atenção do autor no decorrer de 2019 a ponto de serem transformados em textos escritos ora com rigor jornalístico, ora com bom humor, mas sempre fluentes e representativos da capacidade de Guto Junqueira de traduzir a realidade que o cerca.

 

Uma live no Instagram do autor com o professor e escritor Luiz Puntel, que também é articulista de ACidadeON, acontece na quarta-feira, dia 12 de agosto, às 21 horas, pelos perfis @oficinaliterariapuntel e @gutojunqueirajr. A conversa abordará o novo livro e outros temas relacionados ao ofício de escrever e manter uma coluna de jornal. Lançado com selo da Editora Outras Palavras, com prefácio do jornalista Luis Eblak e capa criada pelo artista Renato Andrade, “2000 e DZ9” está disponível nas principais plataformas de venda digital – Amazon, Americanas, Submarino – a partir de R$ 26,90 + frete, ou direto com o autor em Ribeirão Preto pelo whatsapp 98123-2496.

 

Mineiro de BH, Guto Junqueira é jornalista formado na USP, viveu em Londres, viajou por mais de 25 países, subiu montanhas e sempre registrou suas experiências e emoções, resumidas no livro “O ruído do inquieto”, lançado pelo autor em 2020 em plena pandemia do coronavírus. Free lancer e articulista, dirigiu o documentário “O filme do meu irmão”. Diretor da Conceito Comunicação, mora em Ribeirão Preto há 30 anos.

O coletivo Encontrão Poético e o SESC Ribeirão promovem a edição virtual do “Slam da Cana - a Quebrada Resiste”. Slam são batalhas de poesia falada e teve início no Brasil há pouco mais de 10 anos, se alastrando por todo país, principalmente pelas periferias,  tornando-se um importante veículo de manifestação popular. 

 

 

Em Ribeirão Preto, o movimento surgiu no início de 2018, com o “Slam da Cana”, coordenado pelo coletivo “Encontrão Poético”. O movimento traz esse nome como uma maneira de ressaltar a memória e o protagonismo dos trabalhadores da cana de açúcar, que foram fundamentais para o desenvolvimento econômico do Brasil, principalmente na região de Ribeirão Preto que é conhecida como o grande mar de cana, dessa forma, somando com a cena  cultural independente da cidade. 

 

Para continuar movimentando o cenário cultural mesmo em tempos de isolamento social, o “Encontrão Poético” e o SESC Ribeirão Preto se uniram para realizar essa batalha de forma virtual. 

Sendo assim, os poetas se enfrentarão todas as sextas-feiras de julho (17, 24 e 31/7). A cada rodada um vídeo de três poetes será publicado na página do SESC Ribeirão e o público que irá escolher a poesia que mais gostou, levando as mais votadas para a grande final. A primeira batalha já aconteceu na última semana e os três poetas Ton, Kamila e Davi já estão na disputa. Essa semana mais três entram para a batalha.


O “Slam da Cana- a Quebrada Resiste” edição virtual acontece as sextas-feira, às 19 horas, no facebook do SESC Ribeirão Preto ( www.facebook.com/sescribeiraopreto). 

 

SERVIÇO
Slam da Cana- a Quebrada Resiste” edição virtual
Dias: (10, 17, 24 e 31/7)
Horário: 19 horas
Local: Facebook do SESC Ribeirão Preto ( www.facebook.com/sescribeiraopreto).

 

Nesta sexta-feira (5/6), às 17 horas, projeto cultural traz um debate com Amara Moira e DaCota Monteiro durante live no Instagram da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. O encontro é aberto e gratuito a interessados em literatura, cultura e artes

 

 

A agenda semanal do 40tena Cultural, projeto online que incentiva atividades culturais e interativas promovido pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, apresenta nesta sexta-feira (5/6), às 17 horas, uma live  sobre literatura LGBTQIA+, com a escritora Amara Moira e a youtuber DaCota Monteiro. O encontro online acontece ao vivo pelo Instagram da Fundação (@fundacaolivrorp).

 

 

Amara Moira é professora, feminista, travesti, doutora em crítica literária pela Unicamp e colunista do Mídia Ninja. No ano passado, participou da 19º edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e deixou sua voz registrada durante o Salão de Ideias, no auditório Meira Junior lotado com um público que veio ouvir e debater sua ideologia e pensamentos. DaCota Monteiro é designer, drag queen performer e tem um canal no YouTube (dacotamonteiro) com mais de 25,4 mil inscritos. Juntas, irão abordar a literatura LGBTQIA+.

 

Tribunal Literário

A agenda do 40ntena Cultural desta semana começou nesta terça-feira (2/6) com o lançamento do Tribunal Literário, realizado ao vivo, pela plataforma Zoom e também transmitido pelo canal da Fundação no Youtube. A atividade, que tem o objetivo de incentivar a leitura, funciona como um julgamento de personagens dos clássicos da literatura.

Nesta primeira edição, a personagem julgada foi Maria Capitolina Santiago, a famosa Capitu, da obra ‘Dom Casmurro’, do escritor Machado de Assis, publicado em 1899. A atividade, coordenada pelo professor de Literatura e Língua Portuguesa e coordenador do Curso de Letras na Centro Universitário Barão de Mauá, André Alselmi, contou com a colaboração de Elaine Christina Mota e Melissa Velludo, que atuaram como advogadas de defesa de Capitu e Bentinho (Bento de Albuquerque Santiago), respectivamente. Mais de 100 pessoas participaram da atividade que puderam, inclusive, votar: defendendo ou julgando Capitu por infidelidade ao marido. Ao final, Capitu foi absolvida e não foi julgada com infiel ao marido, com mais de 80% dos votos da plateia online. O Tribunal Literário será realizado uma vez por mês dentro do 40ntena Cultural, sempre abordando um livro diferente.

 

O projeto
40tena Cultural tem a proposta de incentivar as pessoas a ficarem em casa em função do isolamento e distanciamento sociais decretado nas últimas semanas em combate ao coronavírus (covid-19) e conta com uma agenda semanal com atividades que vão desde lives (vídeos ao vivo em plataformas streaming) com artistas e convidados até contações de histórias para crianças, show, dicas e discussões de livros, entre outras ações.  A agenda de programação do 40tena Cultural está sendo divulgada semanalmente nas redes sociais da Fundação:

Instagram (@fundacaolivrorp)

Facebook (facebook.com/FundacaodoLivroeLeituraRP)

Linkedin (fundacaolivrorp),

Twitter (@FundacaoLivroRP)

Youtube (FeiraDoLivroRibeirao)

Site www.fundacaodolivroeleiturarp.com


Sobre a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, que foi criada em 2004 inicialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Com o tempo, a Fundação ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A entidade se mantém a partir do apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos privados e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do Proac.

 

Autora do best-seller 'Os Monólogos da Vagina' escreve, sob o ponto de vista de seu pai, - que a abusou na infância -, um comovente pedido de desculpas

 

 

De acordo com a pesquisa Datafolha de 2019, encomendada pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Dessas, 76,4% foram abusadas por pessoas próximas ou parentes.  Além disso, dados do Anuário de Segurança Pública 2019, no Brasil, mostram que a cada 4 horas, uma menina é estuprada por seu pai, padrasto, tio, primo ou vizinho.

 

Este foi o caso também de Eve Ensler, escritora, dramaturga e ativista feminista norte-americana, que foi abusada por seu pai dos 5 aos 10 anos de idade. Eve passou as últimas duas décadas em viagens pelo mundo denunciando homens por abusos sexuais e violência contra mulheres. Mundialmente conhecida pela obra Os Monólogos da Vagina, decidiu dar voz a seu pai em seu novo livro O Pedido de Desculpas, lançamento da Editora Cultrix, selo do Grupo Editorial Pensamento.

 

Por meio de um texto sucinto e revelador, em uma carta franca, cujo narrador é seu próprio algoz, a autora traz um olhar libertador sobre o tema do abuso feminino, seja ele de ordem sexual, moral ou material. Eve ainda mostra, de forma original e comovente, como, pelas feridas criadas na infância, podemos ressurgir e nos reinventar.

“Se você, mulher, fosse vítima de violência sexual e pudesse ‘acertar as contas’ com seu abusador, o que diria a ele? E o que esperaria obter de resposta? Como podemos deixar a humilhação de lado e encontrar a libertação tão necessária para que tenhamos uma vida mais plena após tanta violência e abusos? ”.  É por meio de perguntas como essas que Eve constrói a narrativa de sua obra que, mais do que um acerto de contas, é uma maneira de compreender, dialogar com o ser humano poder se libertar do passado.

 

Em entrevista à BBC, a autora revelou que “Era invasivo, asqueroso, então comecei a ver como a estranha adoração, a obsessão de meu pai por mim começou a eclipsar todo o resto. A situação começou a mudar quando chegou uma noite em que me afastei dele, fingi que estava morta. Foi nesta noite que o abuso sexual acabou. Eu tinha dez anos”. Ela conta também que, já no início da idade adulta, constantemente escrevia cartas ao seu pai, pedindo desculpas.  “Ele me fazia me sentir culpada, mas também havia uma parte de mim que acreditava que se eu pedisse perdão o suficiente, ele faria o mesmo, e isso nunca aconteceu. E os homens precisam aprender a se desculpar. E nunca ouvi um homem que cometeu um estupro ou violência física se desculpar publicamente”.

 

“Esta carta é uma invocação, um chamamento. Tentei fazer com que meu pai conversasse comigo a seu modo. Embora eu tenha escrito as palavras que eu precisava ouvir dele, tive que abrir espaço para que ele falasse sob meu intermédio”, diz ela, na apresentação do livro, que apresenta o texto como uma maneira de exorcizar os fantasmas do passado causados pelos abusos.

 

Escritora best-seller publicada em 48 idiomas e dramaturga com peças interpretadas em mais de 140 países, Eve Ensler foi escolhida uma das “150 Mulheres que Mudaram o Mundo”, pela revista norte-americana Newsweek e uma das “100 Mulheres Mais Influentes”, segundo o jornal britânico The Guardian. Seu trabalho como ativista contra a violência de gênero ganha mais um capítulo com este livro, para que outras mulheres, vítimas de quaisquer tipos de abusos, possam se libertar do mal que sofreram de forma definitiva.

 

Elogios ao livro:

 

“Como só ela sabe fazer, Eve Ensler conta a história da traição máxima que um pai poderia perpetrar com candura imbatível e graça imensurável. ” –  Anita Hill

 

“Uma ferida e ao mesmo tempo um ato impressionante de perdão... Eve Ensler amplia de maneira inexorável nossa compreensão da experiência humana. ”  – Michael Cunningham

 

“Um passo crucial no processo do fim da violência contra mulheres e meninas. Trata-se de um livro de necessidade premente no momento atual. ” – Jane Fonda

 

“Um verdadeiro triunfo do talento literário e da empatia de Eve Ensler. Um livro como nenhum outro. Nenhuma mulher será mais a mesma depois de lê-lo. ”  – Naomi Klein

 

Sobre a autora:

 

 

Eve Ensler é dramaturga, escritora, atriz e ativista vencedora do Prêmio Tony. Escreveu o best-seller internacional Os Monólogos da Vagina, ganhador de um Obie, publicado em 48 idiomas e interpretado em mais de 140 países. É autora de muitas peças teatrais e livros, entres eles, I Am An Emotional Creaturebest-seller do New York Times. Há pouco, transformou seu altamente elogiado livro de memórias, In The Body of The World, em uma peça aclamada pela crítica no American Repertory Theater e no Manhattan Theatre Club. Sua peça Os Monólogos da Vagina deu origem ao V-Day (Dia da Vitória), movimento ativista global para acabar com a violência de gênero. Graças a produções beneficentes de seus trabalhos artísticos, o movimento V-Day levantou mais de 100 milhões de dólares e fundou mais de 13 mil comunidades orientadas por programas antiviolência e abrigos no mundo todo. Eve também fundou o One Billion Rising, maior campanha global de combate à violência contra mulheres e meninas. É cofundadora, com Christine Schuler Deschryver e o vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2018, dr. Denis Mukwege, da City of Joy, um centro revolucionário de tratamento para mulheres sobreviventes da violência na República Democrática do Congo. Foi escolhida uma das “150 Mulheres que Mudaram o Mundo”, da Newsweek, e uma das “100 Mulheres Mais Influentes” do The Guardian. Mora em Nova York, nos Estados Unidos.

 

Sobre o Grupo Editorial Pensamento:

Desde 1907, o Grupo Editorial Pensamento publica livros para um mundo em constante transformação e aposta em obras reflexivas e pioneiras. Na busca desse objetivo, construímos uma das maiores e mais tradicionais empresas editoriais do Brasil. Hoje, o Grupo é formado por quatro selos: Pensamento, Cultrix, Seoman e Jangada e possui em catálogo aproximadamente 2 mil títulos, publicando cerca de 80 lançamentos ao ano. Ao longo de sua trajetória, o Grupo Editorial Pensamento aposta em mensagens que procuram expandir o corpo, a mente e o espírito. Mensagens que emanam energia positiva e bem-estar. Mensagens que equilibram o ser. Mensagens que transformam o mundo. Mais que livros, inspiração!

 

***

 

Serviço:

Livro:  O Pedido de Desculpas

Autora: Eve Ensler

Tradução: Gilson César Cardoso de Sousa

Editora: Cultrix

Páginas: 128

Preço: R$ 32,90

 

14 jan/20

No livro "Entre Vinhos e Flores", da escritora e roteirista Karla de Oliveira, o leitor vai acompanhar a trajetória de Willian na luta pela vida e em busca de um amor da juventude nunca esquecido

 

 

Não importa o que Willian faça, ele não é capaz de esquecer do seu primeiro amor. Após ser confrontado com uma trágica notícia de um câncer, o personagem principal de Entre Vinhos e Floresescrito pela roteirista e produtora  Karla de Oliveira, decide reencontrar o amor da juventude nunca esquecido.

 

A trama começa com a apresentação do intenso amor de juventude entre os personagens principais, Willian e Ângela, e indica a necessidade iminente de uma separação. Essa história, leve e profundamente emocionante, publicada pela Sendas Edições, reflete a beleza que a vida pode ter, mesmo nos momentos mais obscuros.

 

Diferente do comum, em que o cinema costuma vir depois do livro, Karla escreveu Entre Vinhos e Flores após os roteiros do curta-metragem “O Relicário de Ângela” e do longa “Entre Vinhos e Flores”. A autora vivenciou a luta contra o câncer na própria família, e a obra demonstra muito mais que talento para escrever, exala sentimentos.

 

Os capítulos têm saltos temporais que acompanham Willian até a vida adulta e relevam que o protagonista tornou-se um importante escritor, tem uma relação estável e luta contra um câncer. No entanto, o personagem nunca se libertou da saudade de Ângela, que fugira ainda jovem dos abusos sofridos dentro da própria casa.

 

Na difícil tarefa de encontrar uma mulher que tenta esquecer as dores do próprio passado, Willian vai encontrar a si mesmo e conduzir o leitor a reflexões profundas sobre a vida e a morte.

“Não pude evitar de pensar que eu poderia estar ali em breve, e me perguntava se teria alguma coisa escrita na minha lápide. Dan­çar com a morte é estranho. Você sabe que ela está ali, te conduzin­do e te levando para o lado que ela quer, mas mesmo assim, ainda se prende em um fio de esperança, que ela possa tropeçar, cair e te deixar em paz enquanto você escolhe dançar sem ela.” (Entre Vinhos e Flores, pág. 38)

 

Com uma linguagem simples, direta e profunda, Karla de Oliveira aborda temas complexos, como o abuso sexual infantil, a morte e o amor. É um livro tocante, que fará o leitor ansiar pela última página e se apaixonar.

 

Sobre o livro: Entre Vinhos e Flores é sobre jornadas, crescimento e descobertas. É um livro que trata de temas complexos, mas com sensibilidade e leveza, o que torna a leitura fácil, no sentido em que ela flui e quando você percebe já está no fim. A história e os personagens são verdadeiros e lhe pegam pela mão, convidando-o a caminhar com eles pelas páginas afora.

Logo de cara, o leitor é incitado a acompanhar Willian enquanto ele é posto à prova e é como se, com ele, respirássemos fundo, tomando coragem para adentrar um cômodo escuro de uma casa malcuidada e descobrir o que ali se esconde, quais monstros podem estar à espreita e que tesouros estão ali esquecidos. Permitir-se acompanhar Willian é dar-se autorização para uma segunda chance, de mudar perspectivas. É permitir-se buscar sentido e beleza em meio a um cenário acidentado e cheio de escombros chamado vida. 

 

Sobre a autora: Karla de Oliveira, além de ser escritora, é diretora de cinema, roteirista, produtora, tem um histórico acadêmico invejável, é defensora ativa da causa animal, é feminista, esposa amorosa e amiga sincera e fiel.

 

 

Redes sociais da autora:
Instagram/Twitter: @karlamakie 
Facebook: https://www.facebook.com/karladeoliveiraoficial
Facebook da obra: https://www.facebook.com/entrevinhoseflores

 Buscando impactar o público de diversas idades e classes sociais que frequenta o evento há 20 anos, foi desenvolvida a marca da FIL, que é considerada uma das sete maiores da América Latina

 

 

 

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto lançou nesta segunda-feira (2/12) a nova identidade visual da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL), em evento realizado para convidados, imprensa, autoridades, escritores e pessoas ligadas à cultura da cidade, com a presença dos membros da diretoria e equipe profissional da instituição. A solenidade aconteceu no Vinatrois, que fica na Rua Floriano Peixoto, 1891, no Alto da Boa Vista.

 

A nova marca sinaliza a virada da Feira Nacional do Livro para sua versão internacional, a partir de 2020, quando o evento completa 20 anos e traz o tema “20 anos depois. E agora?”. A edição de 2020 acontece de 30 de maio a 7 de junho.

 

O projeto de rebranding faz parte de uma estratégia de reposicionamento da Feira, que hoje é uma das sete maiores da América Latina e, apesar de já estar consolidada como um dos principais eventos culturais do Brasil, parte para um novo momento em busca de se consolidar como um robusto canal de fomento à formação e capacitação de leitores, bem como à valorização da literatura, do livro e de escritores no contexto internacional. Para representar essa ousada meta, a marca foi reprogramada para impactar o público do evento e anunciar um novo ciclo com propósitos e ressignificados. A criação é da jornalista e designer gráfica, Thais Navarro.

 

 

A nova identidade valoriza todo o contexto de contemporaneidade que caracteriza o universo cultural atual, bem como carrega traços dos valores da instituição realizadora da Feira do Livro, a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, que tem como diretrizes de engajamento e atuação os pilares da educação e cultura, baseados na relação com leitores e na democratização do acesso da população ao livro.

 

Por conta deste direcionamento presente no briefing da Fundação para a designer contratada, os símbolos principais escolhidos para estilizar a logomarca foram o livro e o próprio leitor num movimento de interação contínua. Outra preocupação da Fundação foi criar uma sigla forte para o evento (FIL), de forma a torná-lo ainda mais conhecido e traduzir a solidez que alcançou, em todo território nacional e no cenário internacional.

 

A curadora da Feira Internacional do Livro e vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Adriana Silva, ressalta que ao longo da história da instituição, e da própria Feira do Livro, é possível perceber ciclos, que se formaram, segundo ela, positivamente no campo do aprendizado. “Durante um tempo tivemos uma Feira com um tamanho modesto. Depois um redimensionamento, extrapolando todas as suas possibilidades, inclusive indo além do centro de Ribeirão Preto. Em seguida, uma nova fase, recuando no aspecto quantitativo, mas qualificando o literário. E agora, deixando de ser nacional para se posicionar como internacional”, explica.

 

Elaine Assolini

 

Carlos Roberto Ferriani

 

 

Nelson Jacintho

 

Adriana Silva ainda revela que a nova logo é um sonho antigo da instituição. “Visitávamos outras feiras e percebíamos que algumas tinham a logo com apenas três palavras e buscamos trazer uma nomenclatura semelhante para a nossa Feira”, explica. A curadora ainda comenta que trazer uma nova forma de comunicação de um projeto literário, como a Feira do Livro, é algo para ser divertido, buscar pertencimento, criar uma identidade rápida. “A proposta é deixar de indagar ‘Você vai na Feira?’, para: ‘Você vai na FIL?’, ‘A FIL está começando!’. Era a logo que procurávamos”, enfatiza.

 

 

 

 

Para a presidente da Fundação do Livro e Leitura, Dulce Neves, esse é mais um registro histórico de evolução da Feira do Livro e da própria Fundação. “A Feira acaba de tornar-se um dos maiores encontros literários com abrangência internacional. Atualmente, já conseguimos trazer nomes da literatura mundial, como neste ano, o autor educação homenageado, Boaventura de Sousa Santos. Além disso, estamos criando parcerias estratégicas com diversos países, o que intensificará ainda mais o intercâmbio no eixo das ideias e reflexões que a Feira do Livro propõe”.

 

O vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura, Edgard de Castro, avalia que a nova identidade visual tem o peso que a Feira do Livro necessitava com seu crescimento e abrangência nos últimos anos e, acredita que o público também se identificará com a proposta após o rebranding. “A nova logomarca ficou mais moderna e sofisticada, sem perder a busca contínua de dialogar de forma simples e direta com o seu público”.

 

Universo visual

designer Thais Navarro conta que o processo de rebranding da marca consolida um antigo sonho pessoal. Desde que visita e participa da Feira, ela sempre teve intenção de confeccionar a identidade do evento.

Para sua criação, levou em consideração algumas percepções que já tinha e necessitou de um estudo detalhado antes da materialização da nova identidade. “Observei o público, idades e classes sociais”, explica.  A comunicação do evento, que agora é internacional, “olha para o futuro não só da Feira, mas da sociedade como um todo”, avalia a designer. Ela ainda acrescenta que levou em consideração o mercado literário ao redor do planeta e os elementos visuais que comunicam melhor com o segmento. Outros itens estudados foram os potenciais de turismo e reconhecimento de Ribeirão Preto e toda a missão, ideais e história da Feira do Livro.

 

“Depois de 20 anos de histórias, a Feira do Livro merecia uma identidade pela qual pudesse ser reconhecida e se expressar”, salienta Thais. Segundo ela, o design escolhido é pregnante, abrangente, amigável e simples, transmitindo as qualidades e aspirações da Feira por uma solução gráfica que respeite e contemple sua missão e principais características. Sobre a tipografia, a designer define como humana, popular e moderna, de muita legibilidade. “Uma fonte simples, objetiva, com certa leveza estética, sem serifas para equilibrar, sem brigar com a força do ícone, criado com as iniciais da sigla FIL”.

 

Quanto ao símbolo do logotipo, a prioridade foi construir um ícone simples, partindo das iniciais do nome da Feira, com capacidade de pregnância e flexibilidade. “Forte, moderno, popular e único”, salienta Thaís.

A designer desenvolveu também uma pesquisa de referência, que englobou marcas e peças gráficas do mercado literário, análise e teste de mais de 4 mil tipografias, pesquisa de semânticas envolvendo literatura e as turísticas e históricas de Ribeirão Preto e da Feira. “Referências de aplicação de proporção áurea, Gestalt, Bauhaus e modernistas e pós-modernistas do design gráfico”, completa.  Thais conclui analisando que, “esta é uma marca para cravar no consciente e inconsciente coletivo, para de fato deixar gravado um registro no coração e vida das pessoas”.

 

Sobre a Fundação

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país, realizada tradicionalmente no mês de junho.

 

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e internacional, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do Proac.

 

Tetê Brandolim, autora da obra, estará presente para uma roda de conversa com o público; entrada é gratuita

 

 

No próximo domingo (17), às 10h, o Museu Casa de Portinari,instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari, recebe o lançamento do Livro “O Jardim de Tetê”, que conta a história da autora com textos e ilustrações próprias.

 

As páginas são decoradas com mais de 100 obras artísticas de Tetê e escrituras que mostram diversos lados da sua arte: educação, ciência, envelhecimento saudável e da superação. Ao final do lançamento, a autora fará uma roda de conversa com o público e contará sobre sua trajetória de vida e suas inspirações.

 

Tetê Brandolim nasceu em Monte Azul Paulista e começou a trabalhar aos oito anos na roça para ajudar o pai. Somente aos 83 anos realizou o sonho de aprender a ler e escrever. A alfabetização fez com que ela descobrisse sua artista interior e, assim, desenvolvesse técnicas de colagem com chita, o que proporcionou uma produção grandiosa de quadros.

 

A entrada no evento é gratuita e aberta ao público. Mais informações pelo site www.museucasadeportinari.org.brou pelo telefone (16) 3664-4284.

 

Serviço:

Lançamento do Livro “O Jardim de Tetê” e Roda de Conversa com a autora

Data: 17 de novembro de 2019

Horário: domingo, às 10h

Local: Museu Casa de Portinari

Informações: (16) 3664-4284

Entrada: gratuita

Depois de três livros bem-sucedidos, tanto em público quanto em crítica, Matheus Arcaro publica seus poemas. Obra será lançada no dia 19 de setembro em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

 

 

 

Um clitóris encostado na eternidade, de Matheus Arcaro, será lançado no dia 19 de setembro na Casa Vil’Arte, em Ribeirão Preto (SP). O autor, que já tem publicados dois livros de contos Violeta velha e outras flores e Amortalha e um romance O lado imóvel do tempo experimenta, pela primeira vez, a poesia

 

Apesar de mergulhar no novo gênero literário, Matheus Arcaro sempre afirmou que não se considera poeta, mas prosador. “De qualquer modo, são anos de lapidação dos poemas, alguns que já existiam muito antes do lançamento do meu primeiro livro, em 2014”, comenta.

 

Ao contrário do que muitos leitores imaginam, o escritor considera a criação poética bem mais difícil que a prosa. “Na poesia, geralmente não há um enredo que sustente o texto. A poesia é a linguagem em estado febril e, talvez por isso, ela seja a mais útil das artes. Útil não no sentido usual, já que a poesia vale por si, mas no sentido de excitar no humano seus estados interiores mais profundos”, complementa Arcaro.

 

Como aconteceu com outros três livros do autor, este também é uma produção da Patuá, editora paulistana que vem recebendo vários prêmios em âmbito nacional.

 

A obra traz 48 poemas, divididos em sete seções temáticas, cujos títulos são, no mínimo, intrigantes: “no confessionário ou no umbigo de deus” e “na ágora de agora ou na falta dela” são dois exemplos. Cada seção tem a ilustração do artista Ubirajara Junior.

 

Com referência ao título do livro, uma pergunta que Arcaro tem recebido com frequência: por que “um clitóris encostado na eternidade”? A epígrafe, retirada de uma obra inventada pelo autor, pode ser um indício. “É na arte, em especial na poesia, que sagrado e profano se costuram”.

 

O autor explica que o título, na verdade, era um poema de um único verso do livro: “fazer poesia é encostar um clitóris na eternidade”. Para ele, é na poesia que se goza o encontro entre efêmero e duradouro, entre ser e devir, entre uno e múltiplo. A poesia é a ponte entre o orgasmo sensível e o intelectual. É a objetivação do que é subjetivo, como escreve Manoel Herzog na orelha da obra: “o clitóris encostado na eternidade é o próprio poeta, antena de sensibilidade que não foge às experiências do mundo tal e qual se apresentam. Frente à eternidade, o intelectual, o cientista, o observador, todos se concentram na figura única do poeta, ao fim e ao cabo”

 

Quem é o autor

Matheus Arcaro é mestrando em Filosofia contemporânea pela Unicamp. Pós-graduado em História da Arte. Graduado em Filosofia e também em Comunicação Social. É professor, artista plástico, palestrante e escritor, autor do romance O lado imóvel do tempo (Ed. Patuá, 2016) e dos livros de contos Violeta velha e outras flores (Ed. Patuá, 2014) e Amortalha (Ed. Patuá, 2017). Também colabora com artigos para vários portais e revistas.

 

 

 

Serviço

Lançamento do livro “um clitóris encostado na eternidade”, poesia.
Autor: Matheus Arcaro
Data: 19 de setembro
Local: Casa Vil’Arte (Rua Floriano Peixoto, 1396. Ribeirão Preto – SP)
Horário: 19h

 

Trecho da orelha, escrita por Manoel Herzog

Para um homem que já se lançou com proficiência notável à pintura, à filosofia, ao magistério, à literatura em prosa, seja no romance ou nos contos muito bem urdidos, a poesia, máximo que a expressão humana pode alcançar, era o estágio que inevitavelmente coroaria um trabalho que vem, não diria num crescendo, pois é como se, atemporal, nascesse maduro, mas numa constância, e muda de forma sem que se lhe altere a essência.

Nos capítulos deste Clitóris úmido e lancinante, que reverbera a dor do mundo (a tal “dor e delícia de ser o que se é” de que nos fala  Caetano), pode o leitor navegar por aspectos da psicologia, da poesia, da metalinguagem, e também da condição política, pois Matheus é mais que tudo alma sensível às mazelas que derroem um país assolado pelo fascismo e pela ignorância. Bálsamo contra a insensibilidade e a rudeza que grassam nos dias de hoje, a leitura da obra de Matheus Arcaro é necessária pra se continuar vivendo.

 

Um poema do livro:

 

Não ferem os amantes

as frestas

entre as frases.

 

Na língua em repouso

o desejo se dilata

até tocar o indizível.

 

A ausência das palavras

é palco dos olhos,

dos hálitos,

dos hábitos despidos.

 

Peles, pelos e peitos

entrelaçados,

bêbados de presente.

 

Um espetáculo

em que as proposições

são espectadoras

e aplaudem atônitas

a eloquência dos corpos.

 

O Sesc Ribeirão promove no dia 28 de julho, domingo, das 15h às 17h, o bate-papo do Clube do Livro sobre o romance O Longo Adeus, de Raymond Chandler.

 

 

O clube do livro é um momento para discutir impressões sobre obras de interesse do grupo de uma forma dinâmica e descontraída, incentivando a leitura. O romance abordado neste mês, O Longo Adeus, de Raymond Chandler, um clássico da literatura norte-americana e um dos mais importantes livros do gênero policial noir.  No centro da história estão Philip Marlowe, o emblemático detetive criado por Chandler, e o enigmático personagem Terry Lennox. Uma obra profunda e brilhante que fala sobre solidão e amizade.

 

 

Serviço
Bate-Papo
Clube do Livro: O Longo Adeus – Raymond Chandler
Com Gabriel Bazan Pedrão.

Dia: 28 de julho– domingo, 15h às 17h.
Local: Biblioteca. 20 Vagas.
Classificação: Livre
Grátis. 10 Anos.

Lançamento oficial do evento aconteceu nesta quarta-feira (8), no Theatro Pedro II. Solenidade contou com a presença de escritores, educadores, parceiros de instituições como o Sesc, Sesi, universidades, entidades locais, além de representantes de patrocinadores, autoridades, intelectuais e público em geral

 

 

Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto lançou a programação da 19ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, no dia 8 de maio, no Theatro Pedro II.  Durante a apresentação, que já é tradicional e esperada pela população da cidade, Adriana Silva (curadora da Feira e vice-presidente da Fundação) e Dulce Neves (presidente) conduziram a cerimônia, destacando os principais nomes, atrativos, atividades culturais desta edição, parceiros e também o principal propósito da Feira neste ano que atrelou o apelo e causas dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) ao tema principal do evento:  “Entre Uma História e Outra, Uma Nova História – Um Mundo Melhor para Todos. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”. 

 

 

A proposição embasa a tônica de todos salões de ideias, conferências, palestras, mesas-redondas, oficinas, exposição de filmes, shows, espetáculos infantis, performances, contações de histórias.

 

Este tema apresenta uma pauta relacionada à agenda desenvolvida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2015. Trata-se de um plano de ação fundamentado em 17 objetivos criados para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas. Busca também fortalecer a paz universal com mais liberdade.

 

 

Entre uma vasta agenda (ao todo 338 atividades e todas gratuitas), a Fundação apresentou nomes como Monja Coen, Djamila Ribeiro, Boaventura de Sousa Santos, Xico Sá, Sérgio Vaz, Marcelino Freire, Marçal Aquino, João Anzanello Carrascoza, Estrela Leminski, Heloisa Prieto, Ignácio de Loyola Brandão e Renan Inquérito, entre várias atrações para todas as idades, temas, abordagens e modalidades artísticas.

 

 

O evento marcou a contagem regressiva para a feira literária, que acontece de 9 a 16 de junho e é um dos maiores eventos culturais do País. Segunda Adriana Silva, a 19ª edição da Feira traz debates importantes para a reflexão necessária sobre o papel da sociedade em relação ao cumprimento dos ODS, mas também terá um caráter bastante festivo, com ação cultural intensa durante os oito dias do evento.  “Por conta deste tema central, todas as atividades foram atreladas aos conceitos que permeiam os ODS com foco na Agenda 2030. A programação reúne ícones da literatura e nomes que são referências nas esferas educacional, artística, do universo das instituições, ONGs inclusivas e outras”, explica a curadora do evento.

 

 

“Essas causas mobilizam a nossa Feira do Livro, que visa contribuir para que os objetivos sejam alcançados no mundo por meio da formação de leitores, da propagação do conhecimento e do debate livre e aberto”, complementa Dulce Neves.

 

 

A programação completa também está disponível no site da Fundação do Livro e Leitura:

https://fundacaodolivroeleiturarp.files.wordpress.com/2019/05/19_fnlrp_revista_final.pdf  e nas redes sociais da Fundação.

 

Vozes presentes

Representantes dos parceiros, patrocinadores e apoiadores culturais, bem como homenageados também se pronunciaram. Participaram escritores, educadores, parceiros de instituições como o SESC, Sesi universidades, entidades locais, além de representantes de patrocinadores, autoridades, intelectuais e público em geral.

 

 

A professora Amini Boainain Hauy, homenageada pela organização da Feira Nacional do Livro, dedicou sua indicação à figura do professor.  “Fiquei muito emocionada e honrada por essa homenagem de carinho e reconhecimento pela figura do professor”. Ela estendeu a homenagem aos professores que são verdadeiramente educadores e afirmou que, em toda sua história de magistério, bem como na de tantos mestres vocacionados, outras histórias também nascem. “Com o mesmo ideal, sacerdócio de conhecimento e dedicação e, uma consciência sempre presente de que é da educação que brotam todos os valores do homem e da sociedade, compartilho toda a emoção deste momento e, principalmente, o significado e o mérito desta homenagem”.

 

 

O professor e escritor, Gilberto Andrade de Abreu, também se pronunciou e revelou um pouco da sua história. Ele, que foi preso aos 21 anos de idade, por conta da ditadura militar, voltou a Ribeirão Preto quando foi solto e, logo em seguida publicou um livro de poemas em resposta à censura. “Eu publiquei trechos do manual da caça às bruxas, além do manual dos inquisitores e os meus poemas respondem às falas inquisitoriais e da censura”. Depois disso, o autor local homenageado pela Feira publicou um livro a partir de um conto de Jorge Luis Borges – a obra “Mande beijos a Gardel”, que lhe rendeu o Prêmio Guimarães Rosa. “Me senti feliz e honrado de estar aqui sendo homenageado pela 19ª Feira Nacional do Livro e sobretudo pelo tema que me atrai muito”. Segundo ele, o termo sustentabilidade é uma palavra como globalização, muito mal utilizada e mal compreendida.

 

 

Na opinião da secretária municipal de cultura, Isabela Pessotti, que marcou presença representando o prefeito da cidade, Antônio Duarte Nogueira, a semente da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto foi plantada há 19 anos e hoje o evento tornou-se uma potência. “Me inspira muito ouvir os autores que já estiveram nas feiras anteriores, porque nos depoimentos deles, a gente vê que a Feira tem uma importância transformadora de plantar essa sementinha que dá vontade de produzir, de escrever, continuar a lecionar, trabalhando por causas e é desta esperança que estamos precisando”, destaca.

 

 

O gerente das Edições SESC, Iã Paulo Ribeiro, ressaltou que “Feiras com a de Ribeirão Preto possibilitam um ambiente propício às trocas de saberes, aos encontros das diferenças, às conversas descontraídas sobre as vidas que entram e saem deste objeto que cultuamos: o livro, que deve que estar acessível ao público”. Para ele, se o livro é a extensão de nossa memória, de nossa imaginação, “somos aqui hoje o respiro para a comunidade. Somos a projeção de muitos sonhos fantasiados de frases e imagens”.

 

 

Informações gerais para imprensa

 

1)    A 19ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto acontece de 9 a 16 de junho/2019 e terá abertura no dia 8 de junho, com início a partir das 19h30, no Theatro Pedro II.

A programação desta 19ª edição da Feira é maior do que nos anos anteriores e bastante diversificada, com mais de 330 atividades.

- É um dos maiores eventos culturais do País.

Tema : “Entre Uma História e Outra, Uma Nova História – Um Mundo Melhor para Todos. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

- A Feira reúne salões de ideias, conferências, oficinas, palestras, mesas-redondas, shows, espetáculos teatrais infantis, apresentações musicais, rodas de conversa, performances, contações de histórias – todas foram embasadas na proposição do tema central e gratuitas à população.

Parcerias estratégicas da Fundação do Livro e Leitura: Sesc, universidades, empresas patrocinadoras, apoiadores e Poder Público.

 

 

Entendendo os ODS ligados ao tema central

Os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estão atrelados ao tema principal desta 19ª edição da Feira. A proposição embasa os debates de todo evento. O tema apresenta uma pauta relacionada à agenda desenvolvida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2015. Trata-se de um plano de ação fundamentado em 17 objetivos criados para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas. Busca também fortalecer a paz universal com mais liberdade.

 

Exemplos de destaques de nome e atrações do evento:

Autores

Monja Coen, Djamila Ribeiro, Sérgio Vaz, Marcelino Freire, Marçal Aquino, João Anzanello Carrascoza, Estrela Leminski, Heloisa Prieto, Ignácio de Loyola Brandão e Renan Inquérito.

 

Espetáculo de abertura “Entre uma história e outra, uma nova história. Um mundo melhor para todos”, com a Academia Livre de Música e Arte (Alma) e o Coral da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp). (Entrada aberta e gratuita, sujeita à lotação do teatro).

08/06: 19h30 | Theatro Pedro II – Sala Principal

 

Salão de Ideias com Ignácio de Loyola Brandão

09/06: 14h30 | Theatro Pedro II - Auditório Meira Junior

 

Bate-Papo “Africanidades” - com Kiusam de Oliveira

09/06 - 15h – Tenda Sesc

Haverá contação de histórias com a autora ao final do bate-papo, 16h – Tenda Sesc

 

Conferência com Monja Coen

09/06: 17h | Theatro Pedro II – Sala Principal

 

Espetáculo Auto da Compadecidacom Grupo Maria Cutia (Realização: SESC)

Baseado na obra mais conhecida do teatro brasileiro, escrita por Ariano Suassuna, o espetáculo apresenta repertório musical tocado e cantado ao vivo pelos atores. As aventuras picarescas de Chicó e João Grilo começam com o enterro e o testamento do cachorro do Padeiro e de sua Mulher e acabam em uma epopéia milagrosa no sertão envolvendo o clero, o cangaço, Jesus, Maria e o Diabo. Direção: Gabriel Villela.

Dia 09/06: 19h30 | Esplanada do Theatro Pedro II
Dia 10/06: 21h  | Esplanada do Theatro Pedro II

 

Salão de Ideias com Xico Sá

10/06 – 9h30 | Theatro Pedro II – Auditório Meira Junior

 

Salão de Ideias com Sérgio Vaz 

10/06:  16h30 | Theatro Pedro II – Auditório Meira Junior

 

Conferência da ONU – A cultura como meio de transformação – Os ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com Niky Fabiancic e Carlo Pereira.

Mediador Henrique Sartori

10/06: 19h30 | Theatro Pedro II – Sala Principal

 

Salão de Ideias com Marcelino Freire

11/06: 16h30 | Theatro Pedro II - Auditório Meira Junior

 

*Atividade destaque com presença do sociólogo português Boaventura Sousa Santos

11/06 - 19h30 – A ecologia de saberes entre o rap e a sociologia com Renan Inquérito

Theatro Pedro II – Sala Principal

20h – Conferência com Boaventura Sousa Santos (Autor educação homenageado da Feira) - Theatro Pedro II – Sala Principal


Seminário de Educação / IEA – USP

12/06 – 13h30 às 15h | 15h30 às 17h00

13/06 - 13h30 às 15h | 15h30 às 17h00

Theatro Pedro II – Sala Principal - com encerramento de Renato Janine Ribeiro

 

Salão de Ideias com Marçal Aquino

12/06:  16h30 | Theatro Pedro II - Auditório Meira Junior

 

Salão de Ideias com João Anzanello Carrascoza

13/06: 16h30 | Theatro Pedro II - Auditório Meira Junior

 

Salão de Ideias com Estrela Leminski

14/06: 16h30 | Theatro Pedro II - Auditório Meira Junior

 

Conferência com Djamila Ribeiro

14/06: 19h30 | Theatro Pedro II – Sala Principal

 

Parada Poética com Renan Inquérito 
15/06 : 19h |  Estande Fundação do Livro e Leitura

 

Shows

Espetáculo com Orquestra Sinfônica Metropolitana de Ribeirão Preto

12/06 - 20h30 | Theatro Pedro II – Sala Principal


Fernanda Marx – Refazendo Gonzaguinha

13/06 – 20h | Sesi Ribeirão Preto

 

Aláfia

13/06 – 20h30 | Theatro Pedro II – Sala Principal

 

Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais

14/06 - 21h – Centro de Eventos RibeirãoShopping – ingresso (troca por doação de 1 livro).

 

Encerramento no dia 16/06 (Domingo)

19h – Apresentação da 20ª Feira Nacional do Livro de RP e Espetáculo Musical Ópera Chama Sagrada com Alma |  Theatro Pedro II – Sala Principal

 

 

COMBINANDO PALAVRAS E RECORTANDO PALAVRAS

Lembrar de destacar: é a terceira vez consecutiva que a Feira realiza o Projeto Combinando Palavras que ganha nesta edição mais um desdobramento: o Recortando Palavras.

 

Neste ano, o projeto atenderá:

Cerca de 5 mil estudantes do ensino médio das escolas estaduais e particulares

2 mil da rede municipal de ensino

500 estudantes da Fundação Educandário Cel. Quito Junqueira

500 da ETEC - José Martimiano da Silva

 

Autores do Combinando Palavras

Sérgio Vaz, Marcelino Freire, Marçal Aquino, João Anzanello Carrascoza, Estrela LeminskiHeloisa Prieto, Ignácio de Loyola Brandão e Renan Inquérito participam do projeto (atividade agendada apenas para estudantes) e  também nos Salões de Ideias (abertos à população). 

 

Já o projeto Recortando Palavras, novidade para mil alunos do 9º ano da rede estadual de ensino, instruiu os estudantes a produzirem fanzines com base em textos inéditos (produzidos especialmente para o projeto) de Ignácio de Loyola Brandão, escritor homenageado pela Feira, que também participará das atividades.

 

Atividades agendadas para estudantes com autores do Combinando Palavras  (Projeto da Fundação do Livro e Leitura, em parceria com Sesc Ribeirão Preto, Diretoria de Ensino – Região de Ribeirão Preto, Secretaria Municipal de Educação, Etec José Martimiano da Silva, Fundação Educandário "Cel. Quito Junqueira” e escolas particulares).   (Agenda exclusiva para estudantes envolvidos no projeto)

 

Sérgio Vaz

10/06 – 8h30 (atividade agendada para escolas) | Theatro Pedro II – Sala Principal

 

Heloisa Prieto

10/06 - 8h30 e 14h30 (atividade agendada para escolas) | Teatro Municipal

11/06 - 8h30 e 14h30 (atividade agendada para escolas) | Teatro Municipal

 

Marcelino Freire

11/06 - 8h30 (atividade agendada para escolas particulares) | Theatro Pedro II – Sala Principal

 

Marçal Aquino

12/06 - 8h30 (atividade agendada para escolas) | Theatro Pedro II – Sala Principal

 

Ignácio de Loyola Brandão

11/06:  14h30  Projeto Recortando Palavras (atividade exclusiva para alunos do 9º ano da rede estadual) | Theatro Pedro II – Sala Principal
12/06 - 8h30 (Projeto Combinando Palavras - atividade agendada para alunos do Educandário) | Teatro Municipal

 

João Anzanello Carrascoza

13/06 - 8h30 (atividade agendada para escolas) | Theatro Pedro II -– Sala Principal

 

Estrela Leminski

14/06 - 8h30 (atividade agendada para escolas | Theatro Pedro II – Sala Principal

 

Renan Inquérito

14/06 - 8h30 (atividade agendada para escolas) | Teatro Municipal

 

Homenageados desta edição da Feira

Como em todos os anos, a feira fará homenagem a um país – e o escolhido foi a Suécia. Quanto aos autores homenageados, o escritor principal é Ignácio de Loyola Brandão. O autor educação é Boaventura de Sousa Santos; a autora infantojuvenil é Heloisa Prieto; autor local, Gilberto Andrade de Abreu; a professora homenageada (local), Amini Boainain Hauy e o patrono Luiz Octávio Junqueira Figueiredo.

 

Realização

A 19ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto é uma realização do Ministério da Cidadania, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura e Economia Criativa, Prefeitura Municipal, Alta Mogiana, GasBrasiliano, Tanger e Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, além de patrocinadores, apoiadores, entre outros parceiros.